Casarões e casas de São José de Mipibu (4)

Casa da família de Manoel Amaro

Situada ao número 155, da Rua Juvenal de Carvalho, esquina com a Travessa Vicente Cicco, essa casa pertence aos descendentes da família de Manoel Amaro Freire e de Maria de Lourdes Freire. A residência se mantém preservada no mesmo estilo em que foi construída.

Manoel Amaro era oriundo de Nova Cruz, e se estabeleceu em são José de Mipibu no ano de 1946, um ano depois de retornar dos campos de batalha da Segunda Grande Guerra Mundial, no Teatro de Operações da Itália. Durante 46 anos exerceu a profissão de enfermeiro na cidade, num ambulatório localizado no largo do mercado. 

Após casar-se com dona Lourdes, construiu sua residência entre os anos de 1946 e 1947, num terreno que pertenceu a uma senhora, conhecida por dona Totonha.

Nessa casa viveram os filhos do casal: Maria de Fátima, Elza Maria, Hermes Emanuel, José Amauri e José Amilton (gêmeos) e Angela Maria.

Dona Lourdes recebia as pessoas que iam a sua residência, no alpendre. Logo em seguida, convidava para provar de seus quitutes, levando a visita (algumas vezes, pela primeira vez), para a sala de refeições. Naquele ambiente era onde ela gostava de conversar e servir os lanches, como os doces de caju, mamão, côco, goiaba, laranja da terra, entre outros, que sempre eram repetidos pelo convidado, sem cerimônia.

Numa homenagem feita por seus filhos, a casa está perpetuada em obras dos artistas plásticos potiguares: Francisco Iran, Levi Bulhões e Estelo, natural de São José de Mipibu.

Tela do artista plástico Levi Bulhões
Tela do artista Francisco Iran
Tela do artista mipibuense, Estelo

 

 

17 Pessoas comentaram
Angela

Tive o privilégio, muitas vezes, de ser essas “visitas” que adentrava a casa para degustar os quitutes e até hoje desfrutar da amizade de todos.

Alda

Sou amiga de Elza e Fátima.
Parabéns para a família q preserva tão bela arquitetura. (Poucas pessoas o fazem), preferem a arquitetura moderna.

Solange ramos

Que família linda, Lourdes e seu acolhimento único, Quantas vezes nos em eu seu lar aquele sorriso gostoso, como amava de coração.

Vera Macedo

Tbm tive o privilégio de frequentar essa casa quando criança, pois nossas famílias tinham um laço de amizade muito grande .Recordo-me com saudades daquela época.

Aramires França

Eu e minha saudosa irmã Aida Maria, também tivemos o privilégio de desfrutar de almoço dominical na casa de Dona Loudes e Seu Manoel Amaro, é Ramos da “banda” de amigos (Dra. Penha, arqta Norma Hagen) da filha Elzinha. Um luxo, esses tempos bons.

Regina Freire de Noronha

Saudades dos meus avos Lourdes & Manoel. A varanda da casa cheia de plantas, as preferidos dela eram anturios e o pe de cafe. A alma da casa era a cozinha, vovo Lourdes demostrava seu amor cozinhando muito, para quem nao sabe a casa tem um fogao a lenha. O que eu mais amava era comer feijao, com charque e coentro, o segredo de Vo Lourdes era colocar pimenta do reino no caldo. Os aromas tomava conta da casa. O melhor prato tradiciinal dela era a pamonha e a canjica. Mas havia um pe de pupunha no quintal, que dava a frutinha laranja para apreciar. Ela sempre servia fruta pao, mandioca, inhame e tapioca. Os doces eram maravilhosos, principalmente de caju. O cuscuz com leitefresco (que o leiteiro deixava de madrugada), ela amava fazer coalhada. A “CASA BRASILEIRA” de dona Lourdes e sr. Manoel tem um acervo com otimas lembrancas da Familia mipibuense, de 6 filhos, 3 netos e agregados. Gostaria de saber mais historias sobre o vo Manoel, quantos partos ele realizou? Quantas historias preciosas que precisamos recordar e recontar?

Cláudia Borges de Oliveira

Maravilha esse resgate Cultural de memórias! Parabéns ao ALERTA por essa iniciativa.

Zilma

Sou testemunha viva de tudo isso que você falou.

Fátima Lucio

Que coisa linda!A maioria logo se desfaz da herança dos pais. Parabéns para vocês que guardaram lembranças tão preciosas. Sou prova viva da história de vocês, na minha adolescência participei destes lanches na cozinha, Dona Lourdes era uma cozinheira esplêndida.

Fátima Lucio

Que coisa linda!A maioria logo se desfaz da herança dos pais.Parabéns para vocês que guardaram lembranças tão preciosas. Sou prova viva da história de vocês, Na minha adolescência participei do convívio familiar, muitas vezes fiz parte destes lanches na cozinha. Dona Luordes era uma cozinheira esplêndida.

Erinete Mendonça

Tive o privilégio de conhecer essa família linda e acolhedora. Lembro muito bem quando criança íamos para a missa de ano novo em São José, juntamente com meus pais Diógenes e Alzira. Eu ainda criança mas lembro da acolhida de Dona Lourdes com os doces, bolos etc…tudo que uma criança gosta. Graças à Deus até hoje tenho contato com a família que também é minha família! Saudades daquele tempo.

Maeve Peixoto

Eu tive também o privilégio de conviver nesta casa boa parte da minha infância,sou muito grata a minha prima Lourdes que tão bem nos acolhia e juntamente com nosso saudoso Manoel Amaro.Gratidão sempre!

Teresa Lima Díaz

Parabéns a família por conservar esta linda casa que resgata memórias da arquitetura colonial, vivências de uma família enriquecendo assim o nível cultural dos que a visitam.

Robson Ancelme de Macedo

Saudade… “saudade, é o amor que fica”. Meus pais estavam visitando a Dna Maria Isabel (Bebé), que criou meu pai, Geraldo Izaías de Macedo. Dna Lourdes os hospedaram na sua residência. Minha mãe contava que ela e Lourdes passavam a madrugada chutando manga. Também fiquei hospedado na sua residência quando visitei minha avó, Bebé. Foram dias maravilhosos. Essa residência é sagrada, abençoada de boas aventuranças, fartura felicidade e amor. Saudades de Fátima, Amauri, Angela, Jarlene “Tamborete” e de todos… Gratidão por tê-los conhecido.

Andréa

Eu também tive o pregilejo de entra nesta casa e comer bastante cuscuz e tapioca e bolo ficou só as lembranças de dona Lurdes

Rozilane Lira de Oliveira

Meu Deus!, o que falar diante de tudo que já foi relatado com precisão de detalhes…revivi cada um com os olhos lacrimejando e o coração apertado de tanta saudade 💕💕
Por mais que eu fosse lá todos os dias pois tive o privilégio de morar ao lado,mas à cada ida era surpreendente era como se eu estivesse indo pela primeira vez tanto carinho recebi naquela casa…conselhos e ensinamentos…quantas maravilhas aprendi…quantas doçuras experimentei …quantas travessuras vivenciei…quantas pessoas incríveis conheci…e sempre ao nos despedirmos D.Lourdes olhava firme nos meus olhos e dizia:”Seja feliz”😢 amei,amo e amarei infinitamente tudo e todos…
Pra mim tudo e todos serão eternos💕💕💕

Maria de Fátima Freire Cruz

Parabéns por Conservar o Patrimônio aonde VCS foram muito bem Criados.

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