Bolsonaro recria ministério e bota “Centrão” na Casa Civil

O atual ministro da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, confirmou que foi comunicado pelo presidente Jair Bolsonaro de que deixará o cargo. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) será o novo titular da pasta.

Com Nogueira na Casa Civil, o Centrão assume de vez a articulação política do governo. O presidente Bolsonaro também confirmou nesta quinta-feira (22/7) a recriação do Ministério do Trabalho, que se chamará Ministério do Emprego e Previdência.

O atual ministro da Secretaria Geral, Onyx Lorenzoni, será o titular deste novo ministério e o atual chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, assumirá seu lugar na Secretaria Geral.

BANDEIRA DE CAMPANHA VAI POR ÁGUA ABAIXO

Uma das bandeiras de campanha do presidente Bolsonaro, a redução do número de ministérios está cada vez mais distante das promessas do período eleitoral.

Bolsonaro recebeu do ex-presidente Michel Temer uma estrutura com 29 pastas: 23 ministérios, duas secretarias e quatro órgãos com status de ministério.

Antes da eleição,Bolsonaro prometeu enxugar a estrutura e disse que governaria com no máximo 15 pastas.

Na proposta de governo registrada em 2018, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro defendeu a redução ministerial e criticou o que chamou de “loteamento do Estado”. Para o então candidato, “o país funcionará melhor com menos ministérios”.

“Um número elevado de ministérios é ineficiente, não atendendo os legítimos interesses da nação. O quadro atual deve ser visto como o resultado da forma perniciosa e corrupta de se fazer política nas últimas décadas, caracterizada pelo loteamento do Estado, o popular ‘toma lá-dá-cá’, defendeu Bolsonaro há pouco menos de três anos.

Com a recriação do Ministério do Trabalho, o governo Bolsonaro terá oito pastas a mais do que o prometido aos eleitores em 2018.

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