Weintraub é demitido do Ministério da Educação

Abraham Weintraub, mais um ministro de Bolsonaro a deixar o governo

Em mensagem nas redes sociais, Abraham Weintraub se despediu do Ministério da Educação e agradeceu a Jair Bolsonaro, para ele, “o melhor presidente do Brasil”. Weintraub caiu como forma de o governo tentar reconstruir pontes com o Congresso e com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Weintraub gravou um vídeo de despedida muito semelhante ao que ocorreu com Regina Duarte. No vídeo, o agora ex-ministro diz que não quer discutir os motivos de sua demissão e ressalta que recebeu convite para trabalhar no Banco Mundial.

Segundo Weintraub, no exterior, ele se sentirá mais seguro com a mulher, os filhos e a cadelinha da família. “Fechamos um ciclo e começaremos outro”, afirma o ex-ministro. Ele ressalta que seguirá apoiando Bolsonaro, como fez nos últimos três anos, desde que se conheceram.

No vídeo, com um Bolsonaro bastante constrangido por ter que demitir o aliado, Weintraub afirma acreditar que o ex-chefe continuará com sua defesa da liberdade, da família, das tradições, sempre com patriotismo. “O senhor tem um desafio gigante, que é salvar este país”, frisa.

Weintraub, que ficou um ano e dois meses à frente do Ministério da Educação, ressalta que, mesmo distante do país, continuará lutando, “mas de outra forma”. Ainda não está definido o sucessor de Weintraub. A princípio, Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização, deve ser o ministro-interino. Mas ele já sofre resistências dentro do governo.

No vídeo, Bolsonaro fez questão de ressaltar a importância da confiança que sente em Weintraub. “Confiança não é algo que se compra, se adquire”, diz o presidente. “Sabemos o que o Brasil está passando. O momento exige confiança. Vamos continuar lutando, fazer o que o povo quiser”, acrescenta Bolsonaro.

O irmão de Weintraub, Arthur, que tem cargo no Palácio do Planalto, também deixará o governo. A demissão do terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro ocorre no mesmo dia em que a polícia prendeu Fabrício Queiroz, apontado como o operador das “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando o agora senador era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. ( Correio Brasiliense)

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Vanda

O que esperar de uma nação quando a Educação não é prioridade.

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