Uma história potiguar sobre Maradona

Por Júnior Rebouças ( Escritor,e Radialista em São José de Mipibu)

Ah , acredito, quatro anos, embarcamos naqueles pacotes populares, de quatro dias, em direção à Buenos Aires. Chegamos à capital portenha, estava um sol tímido, com temperatura mais tímida ainda. Eu, pra variar, enjoado ao limite. Nada havia de bom. A noite, fomos jantar, por indicação do recepcionista do hotel, em um restaurante próximo.

Continuava muito enjoado. Também, pra variar, minha companheira pegou o cardápio, oferecido por um garçom muito solícito e simpático… – pensei cá com meu enjôo… lá no Caipira, ela demora vinte minutos pra escolher, imagine aqui com o cardápio em espanhol…Levantei o braço e bradei, quero uma Heineken.- perdão senhor, em bom portunhol, só temos Quilmes! E eu, puto, caralho, pois até o momento a primeira dama ainda estudava o cardápio e ainda estavam por vir, as tradicionais perguntas. Lascou!Pra me salvar, chegando naquele instante a lembrança da indicação de um amicíssimo, Volney Diniz, que já viajou o mundo todo, e novamente falei: uma Quilmes geladíssima e um bife chorizo.Quase que instantaneamente chegaram a cerveja e o prato pedido, acompanhados com taças de vinho.

Como nordestino autêntico, fino e bem educado, emborquei as duas taças, homi bem docim,,, e Mayne, toda chique, ainda abobalhada, traduzindo o cardápio.Nunca havia comido uma carne igual, saborosíssima. Inicie também o emborcamento das taças de Quilmes, e em pouquíssimo tempo, passou o mal humor, chegou alegria e já estava no maior diálogo, sobre futebol, com o garçom.

Ele era fã de Ronaldinho Gaúcho e eu perguntei, como provocação, quem era o maior jogador do mundo de todos os tempos? – seca e prontamente respondeu, Messi.

Fato pelo qual, retruquei, acho que é Maradona.E o solícito e simpático garçom, em um espanhol arrastado, transformado e aos gritos, verbalizou: Dieguito é o deus do futebol!

E eu instintivamente aplaudi.

Júnior Rebouças, 25/11/2020, São José de Mipibu

1 Pessoa comentou
Aécio Medeiros

Acredito que a religião futebolística é, sem dúvida, politeísta.

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