Poucas & Boas

Valério Mesquita ([email protected]

01) O saudoso professor Américo de Oliveira Costa, citado por Câmara Cascudo, proferia aula de História Geral na Escola Doméstica de Natal abordando o tema da Revolução Francesa. Em dado momento pontificou: “Napoleão Bonaparte que era corso”. “Era o que professor?”, indagou de repente uma aluna distraída. “Era também”, completou o professor Américo com presença de espírito.

02)  O saudoso senador Jessé Freire, então presidente da Confederação Nacional do Comércio, viajara à Coréia do Sul a fim de cumprir uma missão de intercâmbio comercial. Durante dez dias, teve da parte dos coreanos uma recepção pra lá de cinco estrelas, com direito a gueixas e etecéteras. Coisas que Jessé não gostava. Meses depois, era a vez da visita dos sul-coreanos ao Brasil. Nem precisa dizer do esmero da programação receptiva. Mas, aquele detalhe das penosas massagens noturnas, evidentemente, não poderia ser esquecido. Quem arranjaria os “aviões?”. Alias, no Rio de Janeiro sempre houve muita escassez de gente pra esse tipo de coisa. Como deixaram o problema para a última hora, veio uma solução doméstica. Inclusive o nome escolhido estava numa de suas melhores fases. Pelo interfone, Jessé, ordenou: “Ulisses, suba até aqui!!”. Era, o não menos saudoso general da reserva e ex-secretário de Segurança do Rio Grande do Norte, Ulisses Cavalcante. Explicada a missão, como bom militar, Ulisses consultou o infalível caderninho e montou sua tática. Pelas dez da noite, no coquetel de recepção do finíssimo restaurante Rio’s, lá estava o nosso Ulisses a bordo, discretamente, com dois Boeings, contemplando à parte a rica paisagem coreano-brasileira. Ao vê-lo, de longe, o velho Jessé, capitão de longo curso, esboçou um tênue sorriso de assentimento mas preocupou-se com o litro de uísque que vira sobre a mesa. Em todo o caso, fez uma leve e sutil menção para os dois chefões coreanos: “São meus amigos (em inglês, claro, com acentuado sotaque macaibense). Os polegares dos Tigres Asiáticos subiram apressadamente. Nisso, acontece o inesperado: um black-out completo em todo o restaurante. Movimento, velas, vozes desencontradas, enfim, aquele burburinho próprio dessas situações. Com a demora de quase trinta minutos, verificou-se que foi um longo-circuito. Mas, de repente, também, as luzes claras e profusas voltaram. E ouve-se, incontinente, aquele uníssono e ondulado alarido óóóó… – O general estava com as suas mãos firmes mergulhadas no decote farto de suas convidadas, confiante de que a escuridão seria eterna e que o uísque é a mais corajosa das bebidas. Quando se recompôs, como bom estrategista militar, viu que a maior vitória nessas situações é a retirada. E saiu de fininho “cantando pneu” com as suas notáveis beldades. 

03)  No meio de uma sessão legislativa, perto de meia-noite, eram votadas 42 emendas da Oposição. Lá pras tantas, o deputado Lara Ribeiro aparteante sistemático e obsessivo da deputada do PT, entre enfadado e irônico, bocejou: “Vou embora”. Virando-se, para o colega, pelo microfone, a deputada Fátima fuzilou: “Pode ir. Vai com o cão!!”.

04) Noutra sessão da Assembleia Legislativa, na apresentação de todas as suas emendas, a deputada Fátima Bezerra sempre mencionava repetidamente a parceria do deputado Leonardo Arruda. Não se contendo, Lara Ribeiro disparou: “É a dupla Batman e Robin”.

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Rosa Ramos Regis da Silva

Aaadooooreeeeeei!

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