Os decretos e a pandemia

Júnior Rebouças


3.650 mortes por Covid, nas últimas 24 horas. Esse número horrendo e estarrecedor, nos traz medo e pânico, tendo em vista que autoridades federais, estaduais e municipais estão em completo desalinho.


O sistema de saúde público e privado estagnados em relação aos leitos, com profissionais já exauridos em sua capacidade de produção laboral.


É sabido por entidades médicas do mundo inteiro, inclusive a Organização Mundial de Saúde – OMS, e exemplos na Europa, Ásia e EUA, que nessa fase da pandemia enfrentada no Brasil, só existe um caminho: isolar as pessoas para que o vírus diminua drasticamente sua circulação, diminuindo também o número de infectados, aliviando assim a demanda no sistema de saúde, fazer testagem em massa e aplicar vacinas.


Em paralelo, o Governo Federal, através de verbas sociais, que é função do estado federativo, tem que custear toda população necessitada.


Esse é o beabá de como minimizar a crise sanitária usada no mundo todo.
Vejamos então: campanha política, passeatas, aglomeração em todos os cantos; Verão, bares superlotados, praias cheias, festas; reuniões familiares no natal e ano novo; festas clandestinas acontecendo até os dias de hoje;
férias…


O Presidente da República, um negacionista, que em nenhum momento conduziu seu povo de forma responsável, levantou barreiras e empecilhos grotescos e grosseiros para compra de vacinas, antecipou a campanha política de 2022, quando devia dar exemplo de combate à doença. Ainda inventaram uma reunião faz de conta entre os poderes constituídos do país, que de ações objetivas, só saiu discurso.  Desarticulação e oportunismos políticos entre o governo central, estados e municípios, cada um tratando de seus interesses regionais. Continuamos carecendo, urgentemente, de uma coordenação central de combate à pandemia.


E agora, nesses dias, nos vem o desmonte dos decretos estaduais e municipais, que nada mais é do que a formalização de pressões das várias corporações e seus interesses de capital em detrimento da vida humana. Dentre eles, o transporte público. 

Com as muitas variáveis desta equação mortal, a população em comportamento de manada, seguindo o líder, foi pras ruas afirmando que “ninguém aguentava mais ficar em casa e precisava trabalhar”, como se a pandemia houvesse acabado. E deu no que deu…
Assim penso!

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