‘Nunca realizei ato sem a ciência dos meus superiores’, diz médico do STF exonerado por Fux

Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux FOTO: Diário do Poder

O médico Marco Polo Dias Freitas, exonerado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, de cargo de confiança, disse à Folha que “nunca realizou ato administrativo sem a ciência” de seus superiores.

O servidor, que ocupava o cargo de secretário de Serviços Integrados de Saúde da Corte havia seis anos, perdeu a função de chefia após o pedido de reserva de 7.000 doses da vacina contra a Covid-19 à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para funcionários do tribunal.

Fux disse à Folha, na segunda-feira (28), que o pedido foi feito sem o seu conhecimento, que estava em choque e atribuiu ao médico a iniciativa.

Nesta terça-feira (29), porém, Marco Polo Dias Freitas respondeu à Folha que respeita “rigorosamente” a hierarquia administrativa do Supremo Tribunal Federal.

“Nesses 11 anos no STF, nunca realizei nenhum ato administrativo sem a ciência e a anuência dos meus superiores hierárquicos. Continuarei, como médico, de corpo e alma, na luta diária pela saúde e bem-estar das pessoas”, disse.

“Em relação às notícias veiculadas na imprensa que envolvem meu nome, informo: tenho 33 anos de serviços públicos prestados à comunidade. Sou médico concursado do STF desde setembro de 2009. Fui secretário da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde do STF nas gestões do Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowiski, da Excelentíssima Senhora Ministra Cármen Lúcia e do Excelentíssimo Senhor Ministro Dias Tofolli, com reconhecimento pelos serviços prestados”, acrescentou. (Da Folha de São Paulo)

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