Mipibuense recebe título de Cidadão de Baía da Traição/PB

Professor Paulo Roberto Palhano

O mipibuense professor Paulo Roberto Palhano Silva, vinculado a Universidade Federal da Paraíba, foi agraciado com o  Título de Cidadão da cidade de Baía da Traição, município da Paraíba. A honraria foi concedida por proposição da vereadora Luíza Dantas e aprovada pelos demais parlamentares, em sessão solene realizada no dia 29 de dezembro de 2020.

A vereadora Luíza Dantas, justificou a sua indicação ao título: “foram três os aspectos que fundamentaram a concessão do título ao Prof. Paulo Palhano: O primeiro, diz respeito a sua dedicação na UFPB Campus Litoral Norte desde 2009, sempre acolhendo os jovens indígenas Potiguara que conquistam o acesso ao ensino superior. Os universitários indígenas relatam que são bem acolhidos, estimulados e orientados visando a permanência e conclusão do ensino superior UFPB; O segundo,  se sustenta no fato do ter desenvolvido boas relações educativas junto às escolas do povo indígena; E terceiro, por vivenciar com maestria ações de pesquisas, curso de formação e projetos extensão em economia solidária do artesanato Potiguara, além das relações com Caciques, Pajés e famílias nas Aldeia Indígenas do Povo Potiguara. Nem na pandemia, o Prof. Paulo Palhano esteve ausente do nosso povo”, argumentou.

Vereadora Luíza Dantas,conhecida também por Lu de Pompéu, autora da proposição

A parlamentar, conhecida também por Lu de Pompéu,  destaca que o título obteve votação de unânime entre os vereadores. Dois detalhes na biografia do Prof. Palhano chamam também a atenção: o fato de ter conhecimento e amizade junto aos indígenas, bem como, por ter divulgado a etnia Potiguara em eventos em diversas universidades no Brasil e no exterior, como em França, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Venezuela e Chile.  

Indios da Tribo Potiguara, de Baía da Traição/PB

QUEM É PAULO PALHANO

Paulo Palhano nasceu em Natal, 1960, sendo filho de Mariza Palhano e Nivaldo Agenor (in memória), cursou o ensino primário no Instituto Pio XII, o ginasial, na Escola Estadual Barão de Mipibu e o 2º Grau no Winston Churchill. É graduado, Mestre e Doutor  na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Sociólogo, Mestre em Desenvolvimento Regional, Politicólogo e, doutorado em Educação.

Na França, em Paris, fez o pós-doutoramento na University Saint Demi – Paris 8. Desde 2009 é servidor público federal na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Tem um currículo marcado pela publicação de vários livros e artigos nas temáticas de Educação, Educação Popular, Movimentos Sociais, Saúde das Populações, Povo Indígena e Economia Solidária. Trajetória

aulo Palhano tem livros sob a temática de povos indígenas, entre eles, os Potiguara

AGRADECIMENTO

O pesquisador mipibuense disse estar muito agradecido pelos motivos apresentados pela Vereadora Luiza. “Estou agradecido. Estou feliz. Um título é uma honraria justificada pelo que fizemos e representamos para a população”, disse Paulo Palhano.

TÍTULOS RECEBIDOS

Na entrevista ao Blog ALERTA, Palhano destacou que já recebeu as honrarias de: Título de Cidadão Jacarauense – Jacaraú-PB; Título de Cidadão Riotintense – Rio Tinto-PB; Título de Cidadão Baiense – Baia da Traição-PB e Título de Cidadão Mipibuense – São José de Mipibu-RN, pela vereadora Verônica Senra da Silva; além dos votos de aplausos na Câmara de Vereadores de Natal pela vereadora Divaneide. “Sou extremamente grato a todos os parlamentares”.

Indagado se é um colecionador de títulos, Palhano manifestou: “Não sou um colecionador de honrarias. Apenas tenho títulos acadêmicos conquistados nos bancos das universidades e concedidos por várias Câmaras de Vereadores o que muito me honra e sou muito grato.

Sobre os título, “Beto” Palhano, como é mais conhecido em sua cidade, diz: “Prefiro dizer que sou um colecionador de boas práticas educativas libertadora. Gosto do que faço: ministrar aula, desenvolver pesquisa e projetos sociais que geram novos ambientes de bem-estar às populações.  A educação libertadora gera cidadãos com nova visão de mundo. Vejamos: O Brasil encontra-se em grave crise sanitária por uma terrível pandemia Covid-19, que contamina, infecciona, hospitaliza e mata”

E adianta:  “Lamento dizer que estaremos chorando morte de 200 mil vidas perdidas brasileiras. Só no passado remoto tivemos indígenas assassinados com tamanho volume. O cidadão com educação libertadora, ele tem capacidade de analisar as práticas de um governante que espalha boatos, realçando que os imunizados pela vacina vão ser comunista, vai virar jacaré, falar fino e criar barba. Tudo sem comprovação científica. É muita crueldade que alguém se expresse assim, especialmente para um dirigente político. Estamos em 2021 e o Governo Federal brasileiro não comprou vacinas, seringas, agulhas, freezers e outros componentes para a campanha de vacinação em massa. No mundo já temos 47 países vacinando sua gente: Na nossa América Latina já temos os países vacinando, entre eles: Venezuela, Chile, Peru, México e Argentina”.

 “Eu cultivo bons ensinamentos apreendidos de meus familiares e professores. Cultivo os ensinamentos do monsenhor Antônio Barros (in memória) de quem fui coroinha. Acompanhei o religioso em inúmeras nas atividades religiosas na Matriz de Sant’Ana e São Joaquim e nas inúmeras Capelas. Cultivo os ensinamentos recebidos no Instituto Pio XII, do Barão de Mipibu, da Cruzada Eucarística e do Grupo Juventude Integrada Mipibuense. Tive boa formação na Pastoral de Juventude do Meio Popular e nos mestres das universidades. Eu gosto de apreciar as tradições e elevar a cultura educativa libertadora. Sou pessoa de hábitos simples. Gosto de ajudar educativamente as pessoas. Gosto da minha religião católica, de praia, natureza, de estudar, de fazer uso das tecnologias em favor da vida. Essa trajetória de vida tem sido a justificativa apontada por aqueles que estão no Poder Legislativo, por tanto, no campo da política”, enfatiza.

E conclui: “Minha atuação visa colaborar com o bem-viver das pessoas. Fico feliz em fazer um simples ato educativo até com desconhecidos. Nosso Brasil precisa de educação para termos prosperidade. Se possuo o dom de ser educador, devo ao que aprendi com meus ancestrais, pois foram educadores e solidários”.

2 Pessoas comentaram
Terezinha Tomaz

Parabéns professor!!!

Didi Avelino

Paulo Palhano trás, e honra, um sobrenome que se confunde com a Educação. Mérito pleno pelas homenagens recebidas.

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