Covid-19: População deve continuar tomando todas as precauções

FOTO: Sandro Menezes

O início da segunda fração da primeira fase e da primeira fração da segunda etapa do Plano de Retomada Gradual das Atividades Econômicas no RN nesta quarta-feira, 15, não é momento de relaxamento das medidas protetivas para evitar a Covid-19. A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alessandra Luchessi, considera como de muito cuidado. “Os efeitos do reinício das atividades econômicas no comportamento da pandemia serão mensurados nos próximos 15 dias. Hoje temos tendência de queda, mas a população deve continuar tomando todas as precauções”, afirmou na entrevista coletiva para atualização dos dados epidemiológicos e prestação de contas das ações do Governo.

Lucchesi ainda destacou que na perspectiva de melhoria de processos de trabalho e de acompanhamento dos indicadores, a equipe de Vigilância Epidemiológica da Sesap passa a atuar mais fortemente junto aos municípios. “Nós sabemos que vamos conviver com a Covid-19 por um tempo e, portanto, continuaremos atuando de forma ativa com os municípios. Temos projetos estratégicos de apoio às regionais de saúde, nossas equipes avaliam processos de trabalho de cada local, reorganizam se necessário e buscam fazer esse acompanhamento, para que os processos possam e continuem a dar uma resposta efetiva ao combate e monitoramento do vírus”, disse.

Em outra frente de ação, o Governo do RN, através do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (CEREST) atua para garantir medidas sanitárias e de biossegurança nos estabelecimentos que voltam à atividade. “Não é suficiente apenas dispor de álcool, água e sabão e usar máscara. “É preciso evitar que o ambiente de trabalho seja causador da transmissão do novo coronavírus”, frisou a coordenadora do CEREST, Kelly Lima.

Neste sentido o CEREST está emitindo nota de recomendação aos empregados e empregadores com as medidas sanitárias e de biossegurança. A nota orienta a aferição da temperatura, que os casos sintomáticos, e de quem teve contato com o infectado, sejam afastados do trabalho por até 14 dias, investigação para constatar se há transmissão dentro do ambiente, teletrabalho ou cumprir tarefas sem contato com público para idosos e pessoas com comorbidades. “O empregador deve garantir os meios para a segurança do empregado. E o afastamento não deve ser motivo para ônus no salário do funcionário”, informou Kelly Lima.

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