Covid-19: As 100 mil mortes no Brasil e o tempo da pandemia

Brasil atingiu neste sábado (8) a marca de 100 mil mortes pelo novo coronavírus.
(Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

No momento em que o Brasil atinge a marca de 100 mil pessoas mortas e 2.988.796 infectados pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde continua por quase três meses sem um ministro titular na pasta; políticos defendem a aplicação retal de ozônio como forma de tratamento; e a pandemia se mantém em crescimento, ainda que em ritmo lento.

Segundo o último relatório da OMS, divulgado em 7 de agosto, o Brasil lidera o ranking mundial de novos óbitos pelo segundo dia consecutivo. Nos números totais, perde apenas para os Estados Unidos. A condução e descoordenação

 A condução e descoordenação

Na live habitual de quinta-feira, feita pouco antes do país alcançar a marca dos 100 mil, o presidente Jair Bolsonaro anunciou: “Vamos tocar a vida”, sem nenhuma demonstração concreta de querer fortalecer o coletivo.

Na mesma semana, o presidente assinou uma medida provisória que prevê R$ 1,9 bilhão para compra da vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.

Na ocasião, declarou estar com a consciência tranquila e alfinetou o rival paulista João Dória. “E o que é mais importante nesta vacina, diferente daquela outra que um governador resolver acertar com outro país: vem a tecnologia para nós”, disse ele, referindo-se ao acordo do governo de São Paulo com a empresa chinesa Sinovac.

Além da média de mortes no país se manter estável, outro fator que não apresenta variação é o comportamento de Bolsonaro, que continuar a minimizar a gravidade da pandemia, a defender tratamentos sem comprovação científica, como o uso da hidroxicloroquina, e a estimular aglomerações.(por Nathan Fernandes)

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