ARTIGO: Inimigos da democracia

Padre Matias Soares
Pároco da paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório/Natal-RN

Não tenho a pretensão de esgotar o debate, como nunca tive quando abordo algumas questões no que escrevo; mas, de acordo com o que vimos, as duas alas radicais, com raras exceções, saíram derrotadas nestas últimas eleições. As duas, tendo em vista a história recente do nosso país, são aqui representadas por dois coringas da nossa política, a saber: Lula e Bolsonaro. Sei que seus seguidores logo partirão para o confronto, ao que normalmente acontece, já que por falta de racionalidade e respeito para com as opiniões diferentes (N. Bobbio), embasam justamente o que tenho em mente e exponho.

Bolsonaro tem mostrado para o povo brasileiro o quanto é medíocre e despreparado para ocupar o cargo máximo da representantividade democrática do país. Sinais já eram perceptíveis antes da sua eleição. Só que ele tinha coragem de dizer e mostrar ao partido que aparelhou o Estado Brasileiro para perpetuar-se no poder, ampliando o que todos sabemos que existe e foi declaradamente assumido por quem sempre afirmou que faria diferente, o que milhares de cidadãos queriam dizer. As urnas foram o caminho.

Outro fator, dentre tantos que poderíamos citar, foi a “violência simbólica” que norteou o estilo de fazer política de quem têm pressupostos ideológicos vinculados a determinadas correntes. Por mais que desejemos avançar historicamente em determinados valores e estilos de vida, não podemos fazê-lo violentando o passado de um povo. Falta conhecimento de outros pressupostos epistemológicos. A cultura de um povo não é algo definido; mas algo que a si se define.

Em tempos passados escrevi que Bolsonaro era filho do PT e dos demais ultra-liberais políticos. A reação foi imediata. Nestas eleições, os cidadãos já demonstraram que nem Lulinha, nem Bolsonaro, que é a segunda face da mesma moeda, só que contraposta, não terão tanto sucesso. Eles amam o poder. São dois megalomaníacos. Profissionais da política, como outros deste Brasil ainda escravizado por causa da sua obscuridade mental.

Por fim, que todos aqueles que amam sua vocação política possam vivê-la dignamente em favor dos cidadãos, especialmente os mais pobres e que estão nas “periferias” deste nosso amado Brasil de tantos Lulas e Bolsonaro. Assim o seja!

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2 Comentários

  • Santiago disse:

    Discordo da megalomania de Lula, caso contrário ele teria condições de provocar uma revolução Civil no país, era só reagir a prisão ilegal, haja visto a ausência da comunicação antecipada para prestar depoimento. acho que os valores defendido por Lula diferiam muito de Bolsonaro. Mas, como há intelectuais e “intectuais”…..

  • Santiago disse:

    Correção INTELECTUAIS..

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