Arquivo vivo: Fabrício Queiroz teme pela própria vida

Por questões de segurança, Queiroz ficará isolado, 14 dias. Foto: Jornal da Record

Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), preso em Atibaia, interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18), chegou por volta das 15h25 ao Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap), Queiroz ingressou no sistema prisional fluminense no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte. Posteriormente foi transferido para Bangu.

Por questões de segurança e por conta da pandemia do novo Coronavírus, Queiroz cumprirá um período de isolamento social durante 14 dias no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira.

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a prisão de Queiroz porque, segundo o órgão, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro continuava cometendo crimes e estava fugindo e interferindo na coleta de provas. A Justiça autorizou também a prisão da mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar.

O MP considerou ter reunido três condições para pedir a prisão de Queiroz: continuava delinquindo, estava fugindo e vinha interferindo nas provas.

Queiroz foi preso no imóvel que pertence ao advogado Frederick Wassef, que representa a família Bolsonaro. Segundo Paulo Emílio Catta Preta, advogado que assumiu a defesa do policial reformado, Queiroz ainda não esclareceu porque estava escondido naquela casa.

“Ele disse que ia [a São Paulo] com alguma regularidade para cuidar da saúde. Desde que ele fez a cirurgia do câncer, há mais de um ano, e recentemente fez uma outra de próstata há dois meses, ele tem ido sempre que necessário para São Paulo, mas não me disse porque estava na casa do advogado [Frederick Wasseff, advogado da família Bolsonaro]”, disse o advogado Paulo.

Paulo Emílio assumiu a defesa de Queiroz recentemente. O advogado anterior, Paulo Klein, desistiu de continuar defendendo o ex-policial e deixou o caso em dezembro passado.

O mandado de prisão contra Queiroz — o primeiro — foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, em um desdobramento da investigação que apura desde 2018 um esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, incluindo depósitos e saques.

A suspeita é que Queiroz coordenou o reparte dos salários de funcionários de Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. ( Fonte: G1)

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