Dia: 11 de outubro de 2021

Diretor da PF afasta delegado que coordena área que investiga filho de Bolsonaro

Diretor-geral da Polícia Federal afasta delegado da PF, responsável por investigar o inquérito das fake news e o filho caçula do presidente Bolsonaro, Jair Renan

O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu substituir o delegado Hugo de Barros Correia do cargo de superintendente do órgão no Distrito Federal. É a superintendência do DF a responsável por dois dos principais inquéritos que hoje preocupam o presidente Jair Bolsonaro: o inquérito das fake news, que mira em aliados do presidente, e o que tem como alvo suposta prática de tráfico de influência envolvendo o filho “04”, Jair Renan. Como superintendente, Correia não tocava tais investigações, mas coordenava o núcleo que apura os casos.

Para o lugar de Correia, Maiurino deve indicar um delegado do Rio de Janeiro, reduto da família Bolsonaro. O Estadão apurou que o delegado foi informado da “demissão” na noite de quinta-feira, por telefone, sem maiores explicações. Correia mal completou cinco meses no cargo – foi alçado à chefia da unidade da PF no Distrito Federal em maio, no início da gestão de Maiurino.

Segundo o Estadão apurou, a gota d’água foi a operação deflagrada nesta quinta-feira pela PF de busca e apreensão em endereço ligado a uma ex-estagiária do ministro Ricardo Lewandowski, que seria uma informante do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. O diretor-geral da PF soube da operação pouco antes da deflagração.

A troca ocorre no momento em que a investigação que tem Jair Renan está bem avançada. A apuração envolvendo o filho “04” de Bolsonaro foi aberta em março e mira em supostos crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro praticados por um grupo empresarial do setor de mineração e Jair Renan. A proximidade entre o filho do presidente e outras companhias em outras ocasiões despertaram a atenção não só da PF e do Ministério Público Federal, mas também da CPI da Covid. Documentos obtidos pelo colegiado mostram que Jair Renan recorreu a ajuda de um lobista para abrir sua empresa privada em Brasília.

Uma outra investigação tocada pela superintendência é relacionada ao inquérito administrativo aberto no âmbito do TSE para apurar ataques ao sistema eleitoral e crimes abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos. O caso foi aberto depois da “live” em que o presidente Jair Bolsonaro lançou uma série de informações falsas sobre as urnas eletrônicas.

Foi no âmbito dessa apuração que a PF no Distrito Federal sugeriu ao TSE a ideia de barrar a monetização de canais com conteúdo político, o que atingiu aliados do presidente. “A prática visa, mais do que uma ferramenta de uso político-ideológico, um meio para obtenção de lucro, a partir de sistemas de monetização oferecidos pelas plataformas de redes sociais. Transforma rapidamente ideologia em mercadoria, levando os disseminadores a estimular a polarização e o acirramento do debate para manter o fluxo de dinheiro pelo número de visualizações”, diz a PF em um relatório enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A PF no Distrito Federal é ainda a responsável pela Operação Pés de Barros, que investiga supostas fraudes na aquisição de medicamentos de alto custo pelo Ministério da Saúde, entre maio 2016 e abril de 2018, período em que a pasta teve como chefe o atual líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (Progressistas-PR), no governo Michel Temer. Dois ex-diretores do Departamento de Logística (DLOG) do Ministério da Saúde empregados posteriormente no governo Jair Bolsonaro foram alvos da ofensiva, aberta no último dia 21.

Outra investigação conduzida pela superintendência no DF que causou desconforto ao Palácio do Planalto foi a que mirou no ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. A operação que fez buscas contra o aliado do presidente Jair Bolsonaro foi deflagrada dias após Correia assumir a chefia da superintendência. No âmbito de tal apuração – cuja fase ostensiva foi batizada como Akuanduba – a PF apontou “fortes indícios” do envolvimento de Salles com um possível esquema de corrupção para exportação ilegal de madeira, além de citar ‘operações suspeitas’ envolvendo o escritório de advocacia do ex-ministro.

Morre aos 93 anos ex-governador do Rio Grande do Norte, Lavoisier Maia

Lavoisier Maia Sobrinho, ex-governador do Rio Grande do Norte, morreu nesta segunda-feira (11) aos 93 anos, em sua residência em Natal, conforme informou a assessoria de comunicação. Uma infecção a Sepse (Generalizada), resposta do organismo a uma infecção foi a causa do óbito.

Médico e Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Lavô foi o 44º governador do Rio Grande do Norte, exercendo o mandato no período de 15 de março de 1979 a 14 de maio de 1982. Também foi Senador da República, deputado federal por dois mandatos e deputado estadual.

“É um momento difícil, não só para a família, mas para todo o Rio Grande do Norte que reconhece até hoje o serviço prestado de Lavoisier ao longo de toda a sua vida pública. Perdemos um grande homem público e um ser humano de virtudes admiráveis”, declarou a viúva Teresinha Maia, casada com Lavô há 15 anos.

Além da esposa, Lavô deixa órfãos quatro filhos: Ana Cristina, Márcia, Lauro e Cintia Maia, 13 netos e três bisnetos. Lavoisier completou 93 anos no último 09 de outubro.

Sobre Lavoisier Maia

Natural de Almino Afonso (RN), Lavoisier Maia Sobrinho é filho de Lauro Maia e Idalina Maia. É médico, formado pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em Planejamento de Saúde na Universidade de São Paulo e especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

De volta à terra potiguar, seguiu na carreira médica e foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, chefiando o Departamento de Tocoginecologia. Foi diretor da maternidade Januário Cicco e presidiu ainda a Fundação Dinarte Mariz de Estudos e Pesquisas.

Vida pública

Durante o governo do seu primo Tarcísio Maia (in memoriam), Lavoisier foi secretário estadual de Saúde, cargo que exerceu de modo simultâneo, assim como ocupou a presidência da Comissão de Fiscalização Estadual de Entorpecentes do Ministério da Saúde.

Nesse mesmo período foi secretário de Justiça. Indicado governador do Rio Grande do Norte via ARENA em 1978 pelo presidente Ernesto Geisel, nomeou seu primo José Agripino Maia prefeito de Natal. Extinto o partido governista, ingressou no PDS, sendo presidente da executiva regional e também membro do diretório nacional da legenda.

No pleito de 1982 elegeu José Agripino Maia como seu sucessor e após deixar o governo foi nomeado assessor do Ministério da Saúde no estado do Rio Grande do Norte e apoiou Paulo Maluf na sucessão presidencial indireta de 1985. Em 1986, Lavoisier foi eleito senador pelo PDT.

Em 1998, foi eleito deputado federal pelo PFL e primeiro suplente nas eleições de 2002, sendo efetivado ao final desta última legislatura, após a eleição de Iberê Ferreira para vice-governador do Rio Grande do Norte e em 2006 foi eleito deputado estadual pelo PSB, onde encerrou sua vida pública.

BENEFÍCIOS PARA SÃO JOSÉ DE MIPIBU

Em São José de Mipibu, na gestão do ex-governador Lavoisier Maria, o município foi beneficiado com a, Central Telefônica da Telern, Centro de Saúde (onde hoje funciona o Centro de Referência João Berckmans Dantas, postos de saúde, nas comunidades rurais,, casas populares ( conjunto da Cohab e do IPE). I Regional de Saúde ( atualmente I USARP), energia elétrica em várias localidades, rodovias estaduais, entre outros.

Inauguração do Centro de Saúde ( ao lado da rodoviária)

Final da Copa Municipal “Janilson Ferreira” 2021 será entre as equipes do Olho D’água x São José

A final da Copa Municipal “Janilson Ferreira”, ocorrerá neste sábado (16), dentro da programação alusiva aos 176 anos de Emancipação Política do município de São José de Mipibu.

Vão disputar o título as equipes do Olho d’água x São José. A partida será realizada no Estádio Moizaniel de Carvalho, às 14h40.

Equipe do Olho D’água
Equipe do São José

O acesso a partida de futebol ocorrerá mediante um quilo de alimento não perecível.

O campeonato envolveu 40 equipes de 16 comunidades, tanto da sede do município, como das comunidades rurais, 950 atletas 200 membros da Comissão Técnica. A realização da Copa ´é da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São José de Mipibu.

Secretário Municipal de Esporte e Lazer, professor Dalmo Pereira

PREMIAÇÃO 

Segundo o secretário Municipal de Esportes e Lazer, Dalmo Pereira, a premiação será de R$ 4 mil, para a equipe campeã; R$ 2 mil, para vice-campeã, R$ 1 mil para o terceiro lugar e R$ 500,00 para o quarto colocado, além de troféus e medalhas para os dois primeiros colocados do campeonato. Também, será premiado, o artilheiro da Copa com R$ 500,00.

Malafaia promete denúncia “arrasa quarteirão” sobre dois ministros: “Perderam condição moral”

Silas Malafaia prometeu que a divulgação será um “verdadeiro arrasa quarteirão”. Foto Veja

Em publicação no Twitter, o líder religioso disse que divulgará o nome dos gestores na segunda-feira (11/10) e falou em “arrasa quarteirão”.

O pastor Silas Malafaia afirmou, neste domingo (10/10), que dois ministros de Estado da gestão Jair Bolsonaro (sem partido) perderam a “condição moral” de continuar nos cargos. Em publicação no Twitter, o líder religioso disse que divulgará o nome na segunda-feira (11/10).

Malafaia chamou as autoridades de “inescrupulosas” e prometeu que a divulgação será um “verdadeiro arrasa quarteirão”.

“Gravíssimo! Atenção, povo brasileiro. Dois ministros de Bolsonaro perderam a condição moral de continuarem como ministros. Amanhã vou postar um vídeo denunciando esses inescrupulosos. Será um verdadeiro arrasa quarteirão”, escreveu.

O pastor já vinha utilizando as redes sociais para criticar outras autoridades. Na sexta-feira (8/10), Malafaia publicou um vídeo em que acusa o ministro Ciro Nogueira, da Casa Civil, de indicar nomes de seu interesse pessoal à vaga disponível no Supremo Tribunal Federal (STF).

O nome cotado para o cargo é o de André Mendonça, ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), indicado por Bolsonaro ao posto. O magistrado aguarda sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal para aprovação na Corte.

“Queria aproveitar e mandar uma mensagem também para o ministro Ciro Nogueira e para o líder do governo, Fernando Bezerra, que ninguém vai enganar a comunidade evangélica. E que não adianta jogo de baixo dos panos para botar alguém de interesses, porque não vai dar certo”, disse.

Malafaia também afirmou que a escolha de um nome para o STF passará pela comunidade, seguindo a promessa feita por Bolsonaro de indicar um nome “terrivelmente evangélico” ao posto.

“Se tentarem barrar André Mendonça, vai ter um outro que será terrivelmente evangélico. E não vão ser vocês que vão dizer se A ou B é terrivelmente evangélico”, concluiu.

METRÓPOLIS

ANÁLISE: “Começa a eleição de 2022”

Por Ney Lopes de Souza

O calendário da eleição de 2022 começa a estreitar-se.

Falta um ano para a disputa, que será em 2 de outubro de 2022 e os prazos já correm.

Percebe-se que a maioria dos eleitores está indiferente, voltada para as emergências do dia a dia.

As sondagens mostram cerca de 1/3 do colégio eleitoral indeciso.  Pondera-se que muitos sabem em quem votar, mas preferem silenciar.

Admite-se que boa parcela dessa indecisão tem origem na “silenciosa expectativa”, em relação a uma terceira via, na sucessão presidencial.

Algumas pedras podem ser colocadas no tabuleiro.

A principal delas será a definição partidária dos possíveis candidatos à presidente e também governador e senador nos estados. Sem isso, as forças políticas ficam imobilizadas.

No caso presidencial, Bolsonaro hesita na sua opção partidária. Igualmente difícil é a situação do PT, no apoio ao ex-presidente Lula.

Além de resistências internas, que não aceitam Lula como candidato natural, será obra dificílima construir alianças com legendas da esquerda, que se queixam do centralismo petista no lançamento da candidatura, antes das consultas.

Um fato novo foi a aprovação das chamadas “federações partidárias”, que consistem em dois ou mais partidos atuarem de forma conjunta, como uma só sigla.

 Essa via legal abre várias alternativas de acomodação política.

A fusão do PSL/DEM se revela uma operação política destinada a eleger deputados, manter a maioria no Congresso e garantir maiores parcelas do milionário fundo eleitoral de 150 milhões de reais por ano.  

Para esse novo partido entrar na disputa presidencial, talvez a solução seja o PSD, liderado por Gilberto Kassab, integrar a federação partidária e o senador Rodrigo Pacheco inscrever-se na legenda, que trabalha o seu nome há tempo.

Tal hipótese reuniria “pesos pesados” como Geraldo Alckmin, em SP, Eduardo Paes no RJ, Alexandre Kalil em BH e ACM Neto.

A “federação partidária” também beneficiaria os blocos políticos de Lula e de Bolsonaro.

O PT pensa restabelecer a frente de esquerda formada com o PSB, o PCdoB e ampliá-la.

Já o presidente, optando por um pequeno partido, que possa controlar, consolidaria a sua aproximação com o PP.

O dia de hoje é um alerta para os líderes partidários, na busca de uma candidatura “única”, que una segmentos da direita, centro e esquerda e os insatisfeitos com Lula e Bolsonaro.

O tempo corre.

Fala-se na existência de um pacto de quase dez partidos, no sentido da escolha de nome, que enfrente o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

O critério seria o presidenciável mais bem colocado nas sondagens, desde que ele tenha dois dígitos na preferência do eleitorado. O prazo fixado até após o carnaval (1° de março).

Com os resultados conhecidos das pesquisas, o escolhido seria Ciro Gomes de centro-esquerda, que alcança 11%, o qual teria de superar obstáculos do seu partido.

Conta-se com a possibilidade de crescimento de Rodrigo Pacheco, após o lançamento.

Além disso, surgirão muitas dificuldades para João Doria, ou Eduardo Leite, de centro-direita, saírem da disputa.

Em analogia com pensamento do ex-embaixador Roberto Campos, essa tarefa exigirá, que “tal como os muçulmanos em suas mesquitas”, as lideranças deixem as sandálias do radicalismo ideológico e vaidades fora das negociações.

Por enquanto, cabe repetir o artilheiro Didi, que dizia “Treino é treino, jogo é jogo”.