Mês: junho 2021

Lázaro é morto após ser baleado em Goiás

Após 20 dias de uma megaoperação, com mais de 270 policiais, Lázaro Barbosa, de 32 anos, foi morto após ser baleado nesta segunda-feira (28), em Goiás.

Policiais comemoraram a prisão e imagens mostram o fugitivo ferido. Condenado por assassinatos e estupros, o fugitivo da Justiça era procurado por uma série de crimes na Bahia e em Goiás. Ele também é acusado da morte de quatro pessoas de uma família em Ceilândia, no Distrito Federal, e de um caseiro de uma fazenda no distrito de Girassol, em Goiás.

As buscas começaram no dia 9 de junho, após o crime no DF. Na fuga, Lázaro roubou um carro e foi para a cidade de Cocalzinho de Goiás, a 80 km de distância. Desde então, foi perseguido pela força-tarefa policial pelas matas da região (leia detalhes mais abaixo).

Drones, helicópteros, rádios comunicadores e até um caminhão com uma plataforma de observação elevada de videomonitoramento ajudaram nas operações.

Cães farejadores também atuaram na caçada a Lázaro. A cadela Cristal, que ajudou nas buscas em Brumadinho (MG), estava entre eles. Um dos animais, o pastor alemão Sauke, se machucou em uma pedra dentro de um rio. Um vídeo mostrou o momento em que o cão foi carregado nas costas por um militar.

Durante a perseguição, Lázaro invadiu ao menos 11 fazendas, trocou tiros e baleou moradores, dois policiais militares e um oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo informações da força-tarefa.

Ele também fez uma família refém em uma das fazendas – o casal e uma adolescente de 16 anos. Durante o sequestro, o criminoso exigiu que todos andassem em um córrego para não deixar rastros. Imagens registraram o momento em que a polícia encontrou a família.

Durante as buscas, os policiais encontraram ainda um carro queimado e alguns objetos, como um lençol usado e um serrote. Todos os itens seguiram para a perícia.

G1

São José de Mipibu está vacinando pessoas com 48 anos ou mais, sem comorbidades

A Secretaria Municipal de Saúde de São José de Mipibu está ampliando o público alvo de vacinação contra a Covid-19.

 Agora, pessoas com 48 anos ou mais, sem comorbidades, já poderão agendar sua vacina.


O agendamento já pode ser realizado nesta segunda-feira (28), na unidade básica de saúde mais próxima a sua residência.


É necessário estar cadastrado no RN Mais Vacina e levar a seguinte documentação: RG; CPF; Comprovante de residência atualizado e
Cartão de vacinação.

VACINAÇÃO

Até o dia 26 (sábado) já foram vacinadas em São José de Mipibu, 10.829 pessoas, sendo 10.829 ( 1ª dose e 4.362 ( 2ª dose)

Direção do Centro Social Monsenhor Antônio Barros, avança na restauração do prédio

Centro Social e Pastoral São José, com nova pintura – Fotos: Marcel Souza

A Direção do Centro Social Monsenhor Antônio, composta por Marcel Souza, Vagner Tavares, Jonathan Souza, Marcelo Martins e John Lennon, nomeada pelo pároco Padre José Lenilson, dão mais um passo na restauração daquele prédio da paróquia.

Centro Social, ant5es do início da pintura

Neste domingo (27), foram iniciados a segunda fase dos trabalhos de restauração, com os serviços de pintura, dando uma nova aparência ao prédio do Centro Social, construído pelo saudoso monsenhor Antonio Barros, na praça Monsenhor Paiva, centro de São José de Mipibu.

Trabalho de pintura do Centro Social

“A restauração do Centro Social continuará com outras etapas conforme planejamento de restauração”, explica Marcel Souza.

Os que desejarem colaborar com a preservação de patrimônio paroquial, devem se dirigir a um dos membros da diretoria do Centro Social.

Meu amigo e santo Expedito de São Paulo do Potengi

Monsenhor Expedito e o pesquisador Gutenberg Costa1997 – Foto: Arquivo de Gutenberg

               

 Gutenberg Costa – Escritor, pesquisador e folclorista.  

Hoje, vou lembrar de alguns santos e aviso que aqui em casa, os mesmos já estão canonizados há muito tempo. Começo com dois padres e santos. João Maria e Expedito. Um saiu de Caicó e veio ser santo em Natal, já o outro saiu de São Rafael e foi ser santo em São Paulo do Potengi. Ninguém é santo em sua terra mesmo! Um é do tempo de minha avó e o outro, do meu.

O saudoso Monsenhor Expedito Sobral de Medeiros foi uma das minhas grandes amizades. Sua modesta e abençoada casa era uma espécie de refúgio para meus feriados e até férias. Chegava lá com meus livros ainda para revisar os originais. Projetos e rascunhos precisando fugir da Natal tão agitada. Era recebido com seu sorriso amigo. Entrava com minha pequena máquina datilográfica portátil na bagagem. Um luxo para a época. Ele colocava uma rede, uma mesa a disposição e cafezinho de vez em quando deixado pela bondosa dona Alba. Cenário de um verdadeiro paraíso!

Casa onde morou o monsenhor Expedito, atualmente Memorial em homenagem
ao sacerdote, na cidade de São Paulo do Potengi/RN

Ninguém podia conversar comigo para não atrapalhar minhas leituras e anotações. Respeitava minha preferência ecumênica e eu respeitava e o acompanhava em suas missas. Ria muito quando eu dizia que – casa de padre, missa com eleCasa de pai de santo, na gira com ele. Nunca me questionou porque eu não entrava na fila da comunhão e não rezava o credo católico. Se eu tivesse que rezá-lo, faria assim democraticamente: creio nas santas igrejas. Todas santas, sem discriminações e privilégios. Da Católica a Umbanda! Com certeza, tive o seu perdão para os meus muitos questionamentos religiosos…

O santo Expedito levou-me as casas de algumas rezadeiras, suas amigas e beatas, quando estava pesquisando: “Amigo Gutenberg, essas pobres mulheres que rezam a todos, sem interesse financeiro, são umas santas. Elas têm mais fé do que cem padres reunidos”. Quando o mesmo partiu, fui lá baqueado e choroso deixar meu pranto presencial e na volta preparei um pequeno texto, imediatamente publicado por outro grande amigo de Mossoró, o Vingt Un Rosado (1920-2005).  Seus familiares gostaram tanto do meu relato vindo do coração, que o leram na missa em Natal, na tradicional Igreja do Galo, da Cidade Alta. Minha amiga Vera Medeiros, irmã do santo Expedito de São Paulo do Potengi, cada vez que me vê comenta sobre essa emotiva quase crônica.

Monsenhor Expedido em suas andanças pelas comunidades rurais
– FOTO:Blog Silvério Alves

Tenho histórias presenciadas na casa do amigo santo Expedito, as quais dariam para encher um volumoso livro. Aqui por falta de espaço vou enumerar algumas das mais engraçadas e santas que eu vi e ouvi. Uma fervorosa beata da região foi lhe perguntar e ficou envergonhada, se confessando baixinho, mas deu para escutar muito bem o seu pecado em segredo: “Meu padrinho, eu soltei uma grande bufa na missa. Não teve jeito de segurar a presepada, viu!”. Expedito Sobral de Medeiros, padre velho e experiente com suas beatas, piscando o olho pra meu lado, se fazendo de muito sério para não cairmos em gargalhadas, lhe aconselha e perdoa assim: “Está perdoada, minha filha, Deus sabe a intenção de cada um de nós. Agora, se for soltar novamente daquelas muito fedorentas, corra para a frente da Igreja. Vá pra calçada, pelo amor de Deus”. Presenciei uma vez este tentando convencer, a sua maneira, um pai para não tirar o seu filho da escola rural e, ao final de tantos argumentos, cair na risada para meu lado com a argumentação simplória e verdadeira dada pelo genitor do estudante: “Olhe, meu padrinho monsenhor Expedito, esse menino é tão desarnado, que é ele quem tá ensinando a prefessora. Ela não sabe mais inventar lição pra esse capeta não…”.

O Arcebispo de Recife e Olinda, Dom Helder Câmara (centro) Por ocasião da Missa do Agricultor, criada por Monsenhor Expedito, no começo dos anos 70, seria um momento forte de evangelização do homem e da mulher do campo

Um domingo, tomando o seu café da manhã, esse me adiantou num rompante o tema do sermão que ia fazer dedicado especialmente as ditas fofoqueiras, as quais viviam comungando e andando com ar de puras santas. E eu fiz carreira atrás do santo padre meu amigo. Na hora de sua prelação, o calejado religioso só faltou excomungar as fofoqueiras de plantão daquela missa dominical: “Vocês sabiam que é o diabo quem recebe com alegria quem vive da fofoca e do boato maldoso e falso. Aquelas que botam até o tamborete no muro da vizinha para fofocar, deixando as panelas queimando o almoço? Essas são recebidas no inferno ao rojão de foguetões. Elas ficam noticiando as separações e erros dos outros. Bem que dizem que macaco não olha pra o rabo sujo que tem. Fiquem sabendo que não existe pecados maiores do mundo do que a fofoca e o fuxico”. São, literalmente, irmãos gêmeos da maldade na boca do povo…

Nem precisa contar-lhes o constrangimento e medo entre os presentes que eu vi na referida celebração religiosa. Até os homens ficaram nervosos. E dizem nas feiras que homem fofoqueiro é imagem do cão! Sentado num banco da Igreja de São Paulo do Potengi, bem atrás, percebia muito bem as cotoveladas entre algumas das beatas, como quem dizendo umas para as outras: eu nunca fofoquei na minha vida. Juro por tudo quanto é sagrado que nunca falei da vida alheia. Santa Luzia que me cegue… um raio me parta. Foi um Deus nos acuda! O velho santo Expedito pisou em cima da ferida com sua coragem de sempre. E dizem que só os loucos e os santos são os que têm coragem suficientemente para enfrentar tudo. Naquela manhã aconteceu o dia de maior contrição e comunhão de hóstias que meus olhos já viram até hoje. A fofoca foi perdoada de vez!

Neste dia na hora do almoço, Monsenhor Expedito, sertanejamente, rindo muito, me explica o seu polêmico sermão da sua missa da manhã daquele domingo: “Amigo Gutenberg Costa, é preciso falar do viver do povo e dá o tiro certo. Eu sei que é importante assuntos atuais, mas esse povo simples e humilde não ia me entender e todo o meu trabalho ia ficar no vazio. É necessário levar o rebanho com jeito, boa conversa e pão com café… quando esse povo chega na minha casa é recebido com café, cuscuz, bolachas. Com fome ninguém escuta e respeita ninguém…”. Está mais do que explicado os pães e peixes. Já diz o sábio povo que saco vazio não se põe em pé mesmo. Muita farofa não adianta sem carne. Muita conversa só enche linguiça. O nosso santo Expedito sabia com jeito e maestria levar o seu povo para o caminho certo. Depois dele, ninguém mais falou a língua daquele povo ali por aquelas bandas… 

E como santo não precisa de dinheiro, esse renunciou a própria herança dos pais. Recebeu de presente uma vez um objeto muito luxuoso e teve que o devolver com a desculpa de que em sua casa aquela coisa seria um disparate, um luxo aos olhos dos matutos que iam lhe abraçar todos os dias. Sua casa coube jarras, potes, redes. Simplicidade e caridade aos quatros cantos. Luxo e soberba, não! Sua igreja nunca teve a tabela de preços para serviços religiosos, como outras que vi e ainda vejo. Uma vez, estando em sua morada, ouvi o seguinte diálogo desse com um senhor que morava um pouco distante de São Paulo do Potengi e não conhecia as suas regras rígidas e únicas no clero potiguar de seu tempo: “Meu senhor, aqui não se paga casamento, batizado e nem missa. Quando o senhor vi lá dentro da igreja uma urna de madeira com um buraco em cima, coloque o que quiser naquela brecha e bem escondido de todo mundo, viu? Fique o senhor sabendo e Gutenberg aqui de testemunho, que meu pai quando me viu vestido numa batina preta me deu a regra de minha vida religiosa: – Expedito, meu filho, não vá fazer de sua igreja como bodega, cobrando o povo…”.

Já disse e repito que aqui no nosso RN, só tem dois santos. O padre João Maria, injustiçado e esquecido, que ainda não foi reconhecido por sua Igreja Católica, desde 1905; e o santo monsenhor Expedito do Potengi, o qual tive o privilégio de sua amizade e convivência durante anos. O vi e o ouvi de perto. Sou testemunho de sua santa simplicidade e extrema caridade humana, como nunca vi em outro padre até agora. Seus milagres foram em vida. Não precisa oficialidade e ritualística nenhuma, o nosso Rio Grande do Norte tem indiscutivelmente dois santos já canonizados pelo povo. Povo que eu respeito, que sabe muito bem quem prestou aqui e quem não prestou. Quem veio pra enganar como ‘santo de pau oco’, pergunte ao povo e não ao Vaticano. Chega de tantos purismos e hipocrisias. O tão longe Vaticano não, mas o povo aqui de pertinho, conhece de vista muito bem as artimanhas do dito diabo…

Há 21 anos, falecia o pároco de São Paulo do Potengi, Monsenhor Expedito, onde foi pároco por 56 anos e devido a seu trabalho social e a luta pela água foi chamado de “Profeta das Águas”. O seu falecimento foi repercutido pela imprensa de todo estado. Cerca de 20 mil pessoas deram o último adeus a Monsenhor Expedito. Foto: SPP News

Vamos, portanto, colocar em nossos oratórios de vez e com justiça, os santos Padre João Maria (1884-1905), o qual minha avó paterna, Maria Tavares da Costa, que viveu mais de cem anos, dizia-me ter ido ao seu enterro quando criança e se espantara com tanta gente em sua despedida. E também o santo Expedito Sobral de Medeiros (1916-2000), o qual conheci e dele só recebi atenção e boa amizade. Os dois já bastariam para meus netos acreditarem na bondade humana e na seriedade das religiões!

Agora já vou pensar em outro mote para o próximo domingo. Quem sabe mais alegre e menos religioso e polêmico. Vou me despedindo por aqui como aconselhava o mestre e santo Câmara Cascudo (1898-1986), o qual nem precisava, mas já foi com justiça canonizado pela Igreja Católica Brasileira (ICAB): “Vá baixar noutro terreiro!”.

Mês dos santos – Antônio, João e Pedro. Morada São Saruê, Nísia Floresta/RN.

VAMOS MALHAR?

Nilo Emerenciano – Arquiteto e escritor

Sou como Rita Lee: a atividade física que eu mais pratico é dormir. Mas admiro esses atletas amadores que reservam uma boa parte do seu tempo para uma prática esportiva. Cheguei a tentar, instado pela minha médica. Criei coragem e me dirigi a uma academia perto de casa. Ao entrar, meus ouvidos quase arrebentaram com uma “música” tipo bate-estacas vinda dos quatro cantos do salão. Botei uma cara de desagrado e a atendente sugeriu: – Podemos mudar o som, se o senhor quiser. Arrisquei: – Rola Altemar Dutra? Fui convidado gentilmente a me retirar.

Essa onda em torno do culto ao corpo, principalmente sempre que se aproxima o verão, teve início nos anos setenta com o teste do Dr. Cooper e se alastrou rapidamente numa profusão de academias e novas formas de ginástica, tipo aeróbica, anaeróbica, tai- chi- chuã, artes marciais, pilates, tae-kwon-do, zumba, etc.

De um dia para o outro as nossas ruas, praças e calçadas se encheram de pessoas de todas as idades alongando, caminhando, correndo, fazendo abdominais ou exercícios de barra.

Nada contra.

Mas não deveríamos experimentar fazer o mesmo com a nossa moral?

Não vamos nos tornar melhores e mais perfeitos (moral e intelectualmente) sem que haja algum esforço pessoal. Nosso progresso não vai cair do céu. É necessário que exercitemos a cada dia, de forma metódica e disciplinada, a prática e o exercício das boas virtudes.

Temos que malhar! Que tal um programa para isso?

Poderíamos começar por trabalhar os músculos da nossa paciência. E ao fazê-lo, beneficiaremos também os da tolerância e da compreensão para com as fraquezas do nosso próximo. Três repetições de quinze movimentos, cada.

Depois, trabalharíamos de forma muito séria, as gorduras acumuladas do nosso egoísmo, através de exercícios de solidariedade, fraternidade e altruísmo.

Para os músculos das pernas talvez fosse indicado muitas caminhadas pelas ruas, visitando os abrigos de idosos, orfanatos e hospitais, aprendendo um pouco de humildade e desprendimento.

Como em toda atividade física que se preza, o candidato deve também fechar a boca. No nosso caso não para os doces ou massas, mas para o que dela sai. Nada de maledicência, injúrias, conversas vazias ou ofensas.

Mas nada disso vai adiantar se o atleta da moral não se entregar plenamente ao exercício do autoconhecimento. Para isso se recomenda sessões de silêncio e reflexão. Além disso, uma análise acurada dos nossos atos (se estamos sendo bons ou maus, generosos ou mesquinhos, nobres ou canalhas, queridos ou detestados) vai ser de fundamental importância. Tudo isso frente ao espelho fiel da autocrítica.

Santo Agostinho dizia que a coragem é uma virtude cristã. Então, para não agirmos como esse pessoal que comparece à CPI, tentemos encarar as coisas de frente, sem curvar a espinha e falando sempre a verdade. Além de assumirmos as responsabilidades pelos nossos atos.

Não podemos fazer nada disso sem o acompanhamento de gente que entende do assunto.

Para isso, duas atividades são recomendadas: primeiro, a leitura de bons livros, talvez até a biografia das grandes personalidades do bem, tipo Gandhi, Francisco de Assis, Vicente de Paulo, Benjamin Franklin, Madre Tereza, Irmã Dulce, Bezerra de Menezes, Chico Xavier. Afinal, todos foram bem sucedidos na área da retidão moral. Segundo, a prática diária da reflexão, momento em que o nosso Instrutor Maior- ou a consciência, se você preferir – vai nos inspirar e estimular a determinação.

Depois, nada de dormir sobre os louros dos resultados alcançados. Há que se ter consciência que essa prática deve ser constante, sob ameaça de sofrermos recaída, voltando ao estado anterior. Para isso, sabemos todos, é recomendada a constante vigilância.

Agora estamos quase prontos para o que vai ser o ano de nossas vidas.

Percebemos que somos outros. Lépidos, fagueiros, otimistas, saudáveis. Encaramos a vida com outra disposição.

Ficaram longe as angústias, a tristeza, o pessimismo.

Esquecemos um pouco a Covid-19, o número de mortos, as taxas de desemprego, a educação e a economia em declínio.

Somos atletas do bem, “sarados” e empolgados com os resultados obtidos.                                                                                                                   

Já pensamos até em participar, quem sabe, da Grande Olimpíada, a da Solidariedade, em que o importante não é vencer nem competir, e sim, participar.

NATAL/RN

MARCAS QUE MARCAM

Nadja Lira – Jornalista – Pedagoga – Filósofa

Durante muito tempo da minha vida ouvi as pessoas dizerem que existem duas coisas que marcam de forma inesquecível, um fato, um momento ou um acontecimento em nossas vidas: Música e perfume. Lembro-me que durante a minha adolescência havia um comercial de perfume na TV, que fazia muito sucesso. O comercial anunciava uma colônia masculina chamada Rastro. O vidro caía e o líquido escorria, enquanto um homem de voz grave dizia: Um vidro de Rastro que se acaba é como um amor que vai embora. O comercial era bonito e marcante.

Hoje, adulta e convivendo com as cicatrizes deixadas pela vida, vejo que de fato, as músicas assim como os perfumes são inesquecíveis na vida das pessoas. Aquele que discordar de tal afirmação, que atire a primeira pedra.

Ao longo da minha vida conservo na minha memória olfativa, alguns cheiros que me remetem de volta à infância, por exemplo. É impossível esquecer o cheiro do café preparado por minha avó, cujo sabor só tive o prazer de degustar quando contava com mais de 20 anos. Criança, na casa da minha avó, não tomava café. Para ela, café não era bebida adequada para criança, porque atrasava os estudos. E ninguém jamais ousou questionar tal afirmação.

Vovó costumava comprar o café em grãos, que ela torrava, pilava e depois servia. O cheiro do café sendo torrado, vive até hoje impregnado nas minhas narinas, trazendo saudade da minha infância vivida com o carinho e cuidados da minha avó.

Outro cheiro inesquecível para mim está relacionado ao perfume usado pelo meu primeiro namorado. Impossível esquecer o cheiro que por longo tempo ficou grudado no meu nariz, assim como o cheiro da sua farda de Soldado Naval, no dia em que ele partiu para nunca mais voltar, ao som de uma música muito tocada na época da Jovem Guarda e que ficou marcada como a nossa trilha sonora: Adeus Ingrata.

Acho incrível a forma como os odores, sabores e as músicas marcam a nossa vida e passam a fazer parte da nossa história. Sendo filha de músico tive o privilégio de viver em uma família profundamente musical. Meu pai tocava trombone, meu avô pífano e um dos meus tios tocava violão. Aos domingos minha casa vivia em festa, porque além da família, ainda havia os amigos que vinham tocar e a festa estava garantida.

Meus tios, assim como meus avós, passavam o dia cantarolando as músicas de sucesso da época de ouro do rádio, de forma que minha vida era embalada por uma variada trilha musical. Lembro com profunda saudade das músicas de Moacir Franco, que meu tio Ademar Lira gostava de cantar enquanto tomava banho ou fazia a barba.

Foi através do gosto musical da minha família, que aprendi a aprimorar o meu. Afinal, cresci ouvindo o que havia de melhor em termos musicais. Minha adolescência foi embalada pelas melodias dos artistas da Jovem Guarda e Bossa Nova, seguida pela Tropicália e Novos Baianos. Pensar que a juventude de hoje perde tempo ouvindo Funk estilo musical pornográfico, em sua maioria – é uma tortura.

A trilha sonora da minha vida é composta por músicas tocadas pela Orquestra Municipal de João Câmara, da qual meu pai era integrante e que animava as festas no Baixa-Verde Esporte Clube. Era neste clube onde a juventude se reunia para as matinês nos fins de semana e onde desenvolvi minha habilidade de dançarina. Bons tempos em que se ouvia música de qualidade e a população esperava ansiosamente pelo baile mensal, organizado por Manoel Avelino, ocasião em que as festas eram animadas por bandas vindas de outras cidades. Uma das que fazia maior sucesso era a banda Verdes Canaviais – de Ceará-Mirim. A lembrança me remete a um tempo e juro que sou capaz de ouvir o som das músicas que embalaram as festa da minha juventude.

A música realmente deixa marca inesquecíveis em nossa vida, mas nem todas as memórias musicais encerram boas lembranças. A música Royal Cinema, do compositor e maestro potiguar Antônio Pedro Dantas, mais conhecido como Tonheca Dantas, por exemplo, me remete à uma lembrança muito triste e dolorosa para mim.

Eu devia ter uns 5, 6 anos e estava na casa da minha avó juntamente com meus primos tios e alguns amigos da família, quando de repente, em frente à casa surgiram dois homens bêbados brigando. Rapidamente, os que estavam na calçada trataram de entrar em casa e o alvoroço dos adultos me deixou bastante assustada.

Um dos homens briguentos puxou uma faca para ferir o outro, enquanto um dos amigos do meu tio pediu: “Amigo, não faça isto. Não mate um pai de família”. Eu chorava de medo e aflição, sem saber o que fazer, enquanto meu pai tentava me acalmar. O homem atingiu o outro com uma facada embaixo do braço esquerdo. As testemunhas do fato dizem que foi um corte pequeno, mas mortal, uma vez que atingiu a veia aorta e o homem morreu sangrando.

Não havia médico na cidade nesta época e todas as questões de saúde eram resolvidas pelo farmacêutico Wanildo Queiroz (em memória). Também não havia telefone celular ou emissoras de rádio, de forma que as comunicações eram feitas através de um serviço de alto-falante e este foi utilizado para chamar o farmacêutico.

Enquanto o locutor da “boca de ferro” anunciava o fato ocorrido, tocava uma música ou outra e entre estas a que se destacou e ficou gravada na minha memória, foi justamente a música de Tonheca Dantas, Royal Cinema. A música que levou o nome do compositor potiguar a todas as partes do mundo, tornou-se para mim em uma trágica lembrança, que me remete a um assassinato.

CONVERSA DE ENGALOBAR

Foto Ilustrativa

Rosemilton Silva – Jornalista e escritor. Natural de Santa Cruz/RN

Bom dia, meus povo. Tava eu ainda na cinza da fogueira de São João, esperando minha cumade para retirar as espigas de milho que a gente enterrou com a palha pra assar – assar ou cozinhar? – conversando com Tarcísio de seo  João Ataíde, que vinha “lá de baixo” essa hora da madruga, e que me conta que viu Ureal mais João Caravéia e a Morte lá no gango da minha cumade tomando umas cervejinhas. Três presepeiros juntos haverá de ter algo especial.

Foi o que aconteceu. A Morte descobriu que o pote vizinho a mesa deles estava cheinho de água pra lavar o salão no dia seguinte e não pensou duas vezes. Mandou descer cerveja inté num o c* fazer bico. Os outros dois, Ureal e Caravéia, não entenderam nada, mas não se fizeram de rogados. E tome cerveja. No fim das contas, pagaram apenas dez garrafas que estavam debaixo da mesa e que foram contadas pelo raparigal.

Tarcisio mal acabou de contar a estória – seria história? – quando minha cumade aparece a pé, porque deixou de andar na Mercswiss e Tarcísio se apressa dizendo que vai encontrar Marcelo, seu irmão, para abrirem o Cartório. Eu lembro a ele que é sábado e que seo João Ataíde deveria estar na feira.

Minha cumade Maria Gorda ainda longe, ali perto da bodega de Maria do Carmo, grita na direção da gente perguntando: “Tarcisim, meu fií, acabei de saber que as meninas quando foram lavar o salão, ouviram o tilintar de garrafas dentro do pote, coisa de umas catorze. Quem tava perto dalí era Ureal junto com Caravéia e a Morte. Com três felas desses não é difícil entender o que aconteceu. Mas fique certo que eles vão pagar as outras cervejas encontradas dentro do pote”.

Tarcísio me disse baixinho que Ureal deu calado por resposta e escafedeu-se. Passado o episódio, porque minha cumade era de reclamar apenas uma vez, fiquei certo que ela ia esperar os três voltarem por lá, o que não seria difícil. Pois bem, minha cumade vai se aproximando e começa a reclamar que Gonzaga andava calado, esperneando, tentando ispaiá brasa, querendo prolongar a agonia e Michael arrumando um jeito de fechar o cabaré dele.

Foto ilustrativa

Já Chicó de Maria Anjo continua se reunindo com os bodegueiros pra dar um jeito de modo a que Zé Dobico fique mais tomando conta do hotel pra ajudar Mariinha que cuidar da delegacia. Minha cumade quer ir lá na tipografia de Manoel Macedo encomendar a Manoel Bernardino uns panfletos anunciando a chegada de gente nova. E lá fomos nós pra rua da Usina.

Chegando lá encontramos Nazareno mandando fazer uns anúncios da campanha para União Santa-cruzense de Estudantes (USE), onde a foto principal era um caçote. E aí, vejo seo Tito saindo de casa com Hildebrando, também envolvido na campanha. E o caçote vinha fazendo a festa nos últimos dias de chuvas porque, além dos estudantes passarem o tempo na praça imitando o som do bicho, o que indicava a vitória de Nazareno, na pracinha o que mais tinha era o batráquio comandando a carroça chefe de nossa diversão que vinha a ser jogar os bichinhos em cima das moças. Campanha acirrada e que pela primeira vez acontecia com tanto vigor pelas duas partes envolvidas.

Enquanto minha cumade conversa com Manoel Bernardino, eu aproveito e peço licença para entrar na casa de dona Joabel e seo Manoel Soares pra me inscrever no curso de datilografia. Saio com o apito da usina e vejo professor Acácio, “inglês” até no cumprir horário, numa conversa animada com Lourdes Anunciada em frente ao escritório de Nóbrega & Dantas.

Usina Nóbrega & Dantas – Santa Cruz/RN – Foto:tribunadonorte.com.br

Minha cumade acerta os detalhes com Manoel Bernardino e vamos embora não sem antes ver que o Peba, embora não precisasse, estava catando piúbas pela rua e guardando no bolso do palitó. Ouço seo Lourenço me chamando para pegar o óleo Benedito que eu tinha pedido para alimentar a luz do Sacrário da paróquia. Peço licença a minha cumade e rumo no sentido contrário, descendo a rua da usina.

Ah, que saudade do Falador!

José Alves – Jornalista e editor do jornal e o blog O ALERTA

Decorridos 32 anos de circulação da primeira edição do”O Falador”, muitos mipibuenses ainda sentem saudades daquele jornalzinho mimeografado que agitava as noites dos festejos juninos na década de 90. A linha editorial do informativo era divulgar as fofocas e fuxicos, além de noticiar fatos fictícios envolvendo pessoas que compareciam aos festejos juninos.

Alguns, principalmente, os mais jovens, perguntarão:

– Mas, o que era esse tal de Falador?

O Falador era um jornalzinho idealizado e editado por Dedé do ALERTA e Sônia Pastel, rodado (impresso) em mimeógrafo a tinta, de forma artesanal e distribuído gratuitamente às pessoas que compareciam as barracas e pavilhão durante a festa do São João em São José.

Somente no ano de 2008, primeira vez, que Dedé e Sônia confessaram, de público, através de matéria publicada no jornal impresso O Alerta (edição nº 370 – Junho/2008) serem os editores do jornalzinho com a ajuda de Marcílio Buriti (in memoriam), que se colocava a disposição para imprimir, no mimeógrafo da Secretaria Municipal de Educação.

Amado por uns e odiado por outros. Entretanto, hoje todos concordam que o Falador deixou sua marca na revitalização dos festejos juninos no município, cuja revitalização foi iniciada na gestão do saudoso prefeito Janilson Ferreira, no ano de 1989.

Saudoso prefeito Janilson Ferreira

Muitos foram os nomes que passaram a ser notícias nas diversas colunas do jornal. Alguns deles, já não estão entre nós, partiram para a eternidade, entre eles, relembramos: Seu Roque, Janilson Ferreira, Vavá (do Canadá), Ramos Barbalho, Uracinda Barbosa, José Honório Barbalho, Luís de Joana, professora Lúcia Lima, Goretti Dantas, Fátima Ribeiro, Luiz Amaral, Monsenhor Antonio Barros, ‘Biba’, John Kennedy, Francisquinha Lima, Valdir Cabral, ‘Lelé’, Djalma Emerenciano, Araken, Esdras de Souza, João Corcino, Hélio Ferreira, engenheiro Marcelo, entre tantos outros que já não estão entre nós, mas, permanecem em nossa saudade.

Montagem das barracas do São João em São José,
em frente da Escola Estadual Barão de Mipibu

O Falador não só agitava, como seus exemplares eram disputados entre aqueles que compareciam aos festejos, para saberem se eram personagens nas notícias. Muitos enviavam exemplares aos familiares, que residiam em outros estados.

Nosso objetivo era realmente perturbar o sossego de alguns, principalmente, aqueles que ficavam, “sarrando”, como se dizia naquela época, no escurinho. Às vezes ficávamos observando as pessoas, como quem não quer nada, mas tomando nota para serem noticia no informativo, no dia seguinte. Havia algumas pessoas que não gostavam de nossas brincadeiras e levavam a coisa a sério, a ponto de querer tomar satisfação com os editores. Não foram poucas as discussões…

São João em São José, vendo-se o palco onde se apresentava as bandas musicais

Para conseguir obter as notícias, circulávamos entre as dez barracas (cinco de cada lado) e o pavilhão central (onde o prefeito recebia os convidados), onde hoje é a Praça Cap. José da Penha (em frente a Escola Estadual Barão de Mipibu). Era nessas barracas  e em locais mais afastados  da festa que se encontrava as informações que seriam notas no jornal.

Barracas já montadas e enfeitadas para o famoso São João em São José

Pela manhã, quando todo mundo estava dormindo ou ressacado da noite anterior, começávamos a trabalhar a edição  do Falador. A cada ano, o informativo era como o complemento da festa. Tivemos que aumentar a tiragem para 500 exemplares. “Recebemos até proposta de representante da cerveja Brahma, para patrocinar o Falador, porém, preferimos continuar com a Antarctica, que ao final da festa, nos presenteava com várias grades de cerveja, para  distribuir com a equipe que trabalhava no jornal.

Público assistindo apresentação das Bandas que se apresentavam à noite

Também o número de colaboradores que preferiram ficar no anonimato aumentou. Passamos a receber “torpedos” (bilhetinhos) contendo informações do que se passava na festa. Muitos desses torpedos, falava da própria pessoa, que queria ser notícia no Falador.

O nosso editorial, já era uma provocação: “ A partir de hoje, estaremos publicando os ti-ti-tis e babados que ocorrem na festa. Os que se sentirem ofendidos em suas honras (e também que não as tem mais) ou incomodados por alguns de nossas fofocas e boatos maliciosos, algumas mentiras deslavadas e calúnias tôrpes e outras pérolas do jornalismo marrom, vermelho e azul (cor de manteiga) que não adianta reclamar ao promotor, juíza, delegado ou ao Procon. Também não adianta se queixar ao Bispo, que tem outras coisas mais importantes para resolver.”

E continuava: “A go-za-ção e o humor negro (por que não branco?!?) sempre foi o ponto principal deste pasquim. Ridicularizar coisas ou fatos supostamente sérios e transformá-los em gozação é o nosso objetivo. Calma! Não adianta ficar com raiva. O Falador só irá circular em quatro edições. Por isso se você ainda não foi notícia, aguarde sua vez sentado, pois em pé irá cansar”.

O Falador tinha o patrocínio de alguns comerciantes e da cerveja Antarctica, por meio do distribuidor Rossini, além do saudoso livreiro Carlos Lima, através da Gráfica Clima, Prefeitura Municipal de São José de Mipibu, nas gestões dos prefeitos Janilson Ferreira e Carlos Marques e alguns comerciantes locais.

Com o passar dos anos, o São João em São José foi crescendo, deixando de ser uma festa para os mipibuenses, passando a ser uma grande festa da região Agreste. “Diante da grandiosidade que tomou conta dos festejos, ficou impossível de editar o Falador, que em 1996 circulou pela última vez, deixando saudades  para aqueles que frequentaram os festejos juninos em São José de Mipibu.

Depoimento de Sônia Pastel

“Falar do falador é recordar o início do São João em São José. Da iniciativa nossa com José Alves (‘Dedé do ALERTA’), que procurava informar os acontecimentos de cada noite da festa, onde as pessoas ficavam na expectativa de chegar até a ficar escondido para que seu nome não fosse notícia, no dia seguinte. Tivemos “problemas” à época, com algumas pessoas, mas atualmente superadas.

Era divertido os fofoqueiros de plantão. Nossa maior fonte de fuxicos era na Cigarreira do Bastinho e na residência da professora Núbia Monteiro.

Como trabalhávamos na Prefeitura Municipal, era comum, na manhã seguinte nos procurar para “passar as notícias”, já que utilizávamos as máquinas datilográficas e o mimeógrafo (não existia, ainda computador) da municipalidade para editar o jornal.

Difícil é recordar as pessoas, que colaborava conosco, prestando informações dos acontecimentos e das fofocas ocorridas nas barracas, entre elas o Sr. Roque (que gostava de dançar todas as noites e procurava “aparecer” para ser notícias no Falador.

Que saudades das barracas como a de Laranjeiras dos Cosmes, sob a coordenação de Uracinda, de Margarida Ribeiro, de Rosália(de Figueiredo), dona Maria José Nerino e tantas outras…

Quantas saudades de Nenem e Vavá , do Canadá, Fátima Ribeiro, Raminho Barbalho, Luiz Amaral e tantas outros nomes que foram notícias no Falador.

Sônia Pastel

As colunas do Falador: amadas por uns e odiadas por outros

As colunas publicadas no Falador eram motivo de gozação. Enquanto uns levavam  para o lado  brincadeira , outros  detestavam. Eis os nomes das colunas:  Kurtas e Kentes, Caiu na boca do povo, Bolinho humano, Flashes, Conselhos do Falador, Super-promoção. Vende-se, Variadas, Burrinho perdido, Amar é…, Loteca, Novelas, Você sabia que…, Flagra, Mexericos…

Para que não conheceu o jornalzinho, eis alguns exemplos das notas publicadas no Falador

O Falador tem dó

“De Cid Ferreira, que levou um puxão de orelhas de sua esposa Rejane, para ir tomar banho e trocar de roupas, para vir aos festejos do São João”

Juro que vi

“Zé Figueiredo dançando com Rosália, parecendo mais um réu, quando recebe uma sentença de condenação do juiz”.

Frases

“De Luzia Barbosa: Será que o vocalista da banda,  não vai anunciar o meu aniversário?”

Destaques da Festa

“O mais cafona – Evandro Gomes  / A mais charmosa – Fátima Ribeiro”

FOFOCA’S

“José Sales sendo arrastado pelos familiares para comparecer a festa. Ele estava com medo do Falador. Num morde não,”Seu” Zé Sales…”

Meninos, eu vi e ouvi

“Arlindo Dantas concentrado na leitura do Falador que parecia que nem estava na festa”

Perdidos e achados

“Quem encontrar um monte de cabelo, deixar na Casa Paroquial, pois pertence ao monsenhor Antonio Barros”.

“O restante da altura de George Ferreira e Deputado Carlos Marinho (Cacau), favor entregá-los mas suas respectivas as suas esposas”.

Cala-te boca

“Dr. Gilberto (Emater) estava sendo procurado pela esposa. Ele saiu para fazer xixi e duas horas depois não havia retornado à mesa”.

FILMES NA TV

Caçada Imperiosa – Silvana Sena dando um bote em cima de um visitante

Perseguidor Implacável – Bastinho

Pelo buraco da fechadura eu vi…

Dema, da Farmácia São José se “abestalhando” com as gatas. Pena que Tereza não lhe deu tréguas”.

OBS. Todas as edições do Falador, que circularam, durante seis anos, posteriormente, foram apresentadas a um professor do curso de Jornalismo da UnP. Porém, durante a mudança do curso para a nova sede, na Av. Roberto Freire, o envelope pardo, contendo todas as edições, foram extraviadas e nunca foram encontradas.

De volta ao passado… (58)

A foto não identifica, se é uma procissão ou um enterro. A fotografia foi batida da Praça Monsenhor Paiva. Ao centro, vemos a Igreja Batista Regular de São José de Mipibu (demolida há pouco anos). Essa igreja foi a primeira a ser construída no Nordeste do Brasil, pelos missionários americanos Carlos Matheus e sua esposa Adelaide, em 29 de setembro de 1939. À esquerda, a residência do Sr. Coutinho (um português que foi prefeito da cidade) e a direita, onde era a residência do Sr. João Barbosa, atualmente funciona uma farmácia. Na década de 60 funcionava a barbearia do Sr. Zezinho.  Não temos a data da foto. Mas deve ter mais de 70 anos…

INSS começou a pagar 2ª parcela do 13º salário de aposentados

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social- INSS, começaram a receber a segunda parcela do 13º salário nesta quinta-feira (24). O calendário de pagamento segue até o dia 7 de julho.

Os primeiros contemplados com a antecipação do pagamento do abono salarial serão os segurados com o final do benefício terminado em “1” e que ganham até um salário mínimo (R$ 1.100).

Para aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo, o pagamento inicia em 1º de julho para benefícios com finais em “1” e “6” (confira o calendário completo abaixo).

Normalmente, o crédito ocorre em agosto e novembro. No entanto, o governo decidiu antecipar a primeira e a segunda parcelas do abono para combater os impactos da pandemia de covid-19 e estimular uma retomada mais rápida da economia.

“A medida é muito relevante pois permite injetar na economia cerca de R$ 52,7 bilhões, favorecendo o processo de recuperação econômica, e, ao mesmo tempo, antecipar a renda aos beneficiários da Previdência Social neste momento de enfrentamento da pandemia”, destacou na época o secretário de Previdência, Narlon Nogueira.