Veranista pernoite

Foto meramente ilustrativa

Por Haroldo Varela [email protected]


Essa prática, também, usada nos fins de semana. Chega o fim de semana, geralmente,  o cara aparece de surpresa com a mulher, filhos, genros e noras, netos e Bóris (o pet).  

Sábado é o dia preferido para desembarcarem. Todos são da paz, animados. O visitante toca violão. Todos são solícitos e embora o  grau de parentesco com o anfitrião seja duvidável, um pouco distante (primo em quarto grau) se acham íntimos, apesar de nunca se encontrarem no dia a dia.  

A visita começa  no início  do dia, as mulheres chegam de tamancos, que parecem mais pernas de pau, túnicas de renda e cabelos quase louros. São  despachadas.  Ele é  boa praça, não dispensa uma camisa listrada, ostentando um imenso jacaré no peito, bermuda colorida e dock side.

Nas grandes bolsas das mulheres só trazem toalhas e roupas de banho. Sim, também  tem o Bóris, aquele cachorrinho adorável  que faz parte do golpe, chega logo conquistando  os filhos do anfitrião.

Como estão na cidade, chegam cedinho logo para o café da manhã, e ainda dizem: “Essa tapioca daqui é imperdível. Tem um yogurtezinho para Júnior? Ele adora”.

Todos já chegam instruídos e se assumindo estrategicamente, cada recanto da casa do anfitrião. O objetivo  é passar  um fim de semana  0800.

Conversam sobre qualquer assunto e também comem de tudo. Garantem até o cochilo, numa rede na varanda, depois do almoço e, se por educação, depois do cafezinho, o dono da casa comentar, “só não convido para dormir porque não tem lugar para todos”.

A resposta já está na ponta da língua: “isso não é problema, redes e colchões infláveis já estão disponíveis no porta malas do carro”.

Vida que segue

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1 comentário

  • Angela disse:

    Eita… é assim mesmo. A casa enche e o trabalho para a dona de casa dobra. Alguns ainda tem um pouco de semancol e ajuda a lavar os pratos.

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