Fórum Nacional de Forró Raiz e Encontro Nacional de Forrozeiros acontece em João Pessoa com presença de potiguares

Pedro Brito, Marcos Lopes, Leide Câmara, Rosália e esposo Roberto do Acordeon e Gutemberg Costa, em João Pessoa

Evento acontece no Espaço Cultural José Lins do Rêgo e Centro Cultural Energisa, quatro dias após o Iphan declarar o forró como patrimônio imaterial brasileiro.

O IV Encontro Nacional de Forrozeiros e III Fórum Nacional do Forró de Raiz começa nesta segunda-feira (13), no Espaço Cultural José Lins do Rêgo e Centro Cultural Energisa, em João Pessoa, e segue até a sexta-feira (17). Confira a programação completa no site do evento.

Na última quinta-feira (9), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) decidiu declarar o forró como patrimônio imaterial brasileiro, por unanimidade. A definição ocorreu em reunião extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural da entidade, o qual também considerou a expressão musical como supergênero. O processo foi aberto em 2011.

Está na programação do evento desta semana a realização de vivências de forró, de cordel e xilogravura para estudantes da rede pública de ensino, discotecagem de forró, oficinas de dança, palestras, rodas de conversa, exibição de documentários, feira de empreendimentos solidários, exposição de aquarelas, shows manifestos com a participação de mais de 70 artistas no palco nas cinco noites do evento.

A programação começa com abertura com a presença de autoridades, gestores públicos e políticos de vários Estados da federação, seguida de audiência pública da Assembleia Legislativa da Paraíba, presidida pelo deputado estadual Anísio Maia, seguida pela solenidade do anúncio do título de Patrimônio Cultural Brasileiro concedido às Matrizes Tradicionais do Forró.

Os eventos nasceram em João Pessoa, capital da Paraíba, fruto da organização de artistas e produtores culturais do forró organizados nos Fóruns municipal, Estadual e Nacional com o intuito de proteger, preservar e fomentar o Forró e os seus elementos constituintes tradicionais: os ritmos, as danças, os instrumentos e a formação dos grupos musicais.

Busca também promover o intercâmbio das comunidades forrozeiras e sua cadeia produtiva para debater as condições de produção, circulação e preservação dos ritmos, das danças e das festas que dão forma e sentido a essa expressão cultural identitária da cultura nordestina.

Desde 2017 tem a colaboração do Nuplar/UFPB, através de projetos de extensão, tanto na concepção do evento, na elaboração da programação e na sua realização. Ambos têm a produção executiva da Associação Cultural Balaio Nordeste.

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