De volta ao passado… (82)

Essa é Isolinda Galvão, conhecida pelo mipibuenses como “Zola”. Foi acolhida na Casa Paroquial, pelo seu primo, o saudoso Monsenhor Antonio Barros, pároco da Paróquia de Santana e São Joaquim e por 53 anos exerceu seu sacerdócio em São José de Mipibu, e falecido em 1º de março de 2000.

Era Zola quem recebia as visitas que iam falar com com o pároco. Ela observava o(a) visitante dos pés a cabeça, para em seguida exclamar, como uma espécie de elogio:” -Você está realçando”. Segundo Luiz Olinto (‘Luiz do padre’), que conviveu por vários anos com Zola, ela sempre dizia: “Se for branco realça, se for preto, não realça”.

Muito vaidosa, sempre se apresentava com as unhas pintadas de cor rosa e era assídua cliente do Armarinho Nova Aurora, do comerciante Firmino Gurgel (próximo a Casa Paroquial), onde era vista comprando perfume, esmalte e pó para pôr no rosto.

Gostava de passear. Sempre acompanhava o monsenhor Antonio Barros nas visitas pastorais às capelas, levando bilhetes de rifa, para ajudar na manutenção das entidades da paróquia.

Segundo Luís de França, “padre Antonio chamava Zola de “Mamãe”. E , sentado na mesa para o café da manhã, pedia: “Mamãe, me faça aí sua santidade”. Ela compreendia, que era para fazer uma papa”.

Com a idade avançada, sofreu uma queda, sendo internada no Abrigo Anízia Pessoa, onde passou seus últimos dias de vida.

Foto do americano Ronald Skrabut

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