REINALDO AZEVEDO: Bolsona faz da viola um fuzil e do Brasil um cemitério

Bolsonaro usou o instrumento como se fosse um fuzil – Reprodução/ TV Brasil

Na coluna desta segunda-feira (30), o Jornalista Reinaldo Azevedo compartilhou um artigo em que faz uma análise das mais recentes decisões e atitudes do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), tomando como base para a sua tese o ato feito no último sábado (28), quando, ao ganhar uma viola do deputado federal Glaustin da Fokus (PSC), tomou em mãos e simulou um fuzil.

“O presidente Jair Bolsonaro participou de um evento no sábado, sobre o qual me estenderei daqui a pouco. Ganhou de presente uma viola. Para saudar a plateia, não hesitou: usou o instrumento como se fosse um fuzil, simulando dar tiros. Empresários aliados, consta que ligados ao agronegócio, riram às escâncaras. Acharam graça naquele que vislumbra mortos onde outros encontram música. A perversão brasileira perdeu a timidez”, diz Reinaldo Azevedo, na abertura do seu artigo. Ele ainda complementa: “Tudo faz sentido. Temos um presidente que simula em uma viola um fuzil. Temos produtores de alimentos para exportação em terra de esfomeados que acham isso engraçado.”

Citando a mistura entre religião, política e negócios; o jornalista lembra a ironia que é o presidente realizar tal ato em um evento religioso, o 1° Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos da Convenção Estadual das Assembleias de Deus Madureira (Conemad), mesmo estando fora do templo.

Após o encontro, Bolsonaro conversou com políticos, empresários, religiosos locais e lá foi presenteado com a viola. É quando vai receber, que ele faz o gesto, objeto de estudo do jornalista em seu artigo.  “Uma pessoa normal pegaria o instrumento e fingiria tocar alguma coisa, dedilharia alguma coisa”, afirma Reinaldo Azevedo. 

No decorrer do artigo, o jornalista cita ainda os inquéritos que o presidente tem contra ele, além de fazer sua análise sobre o ato pró-governo convocado por apoiadores para o dia 07 de setembro. 

“Que tipo de gente usa a viola para fazer a apologia das armas num evento religioso? Que tipo de gente acha isso engraçado e aplaude? Que tipo de gente condescende com quem anuncia, com todas as letras, que, em nome da lei, pode violar a lei? São as pessoas que fizeram o segundo maior exportador de alimentos conviver cinicamente com a fome. São os que transformaram num grande cemitério o país antes conhecido mundialmente pela eficiência na imunização em massa. São o que mandam o SUS às favas e já dizem sem receio: ‘Quem pode mais chora menos’. Vão perder. Mas darão trabalho” concluiu o Jornalista. 

Do Blog TULIO LEMOS

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1 comentário

  • Angela disse:

    Infelizmente vivemos tempos sombrios, difíceis de entender. Seres humanos sem empatia, sem filtros, egocêntricas…”se eu estiver bem, o mundo que exploda e eu sigo rindo”…deve ser esse o perverso pensamento reinante

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