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junho 30, 2024

Ratificando uma amizade

Mariana Lima Rodrigues – Psicanalista e, nas horas vagas, escritora As memórias virão na cronologia do afeto! Teve “pé na areia, caipirinha, água de coco e a cervejinha”.

Mariana Lima Rodrigues - Psicanalista e, nas horas vagas, escritora

As memórias virão na cronologia do afeto! Teve "pé na areia, caipirinha, água de coco e a cervejinha". Eu nadei igual a uma arraia, nas águas deliciosamente geladas do Rio de Janeiro, porque tive quatro mãos pra me ajudar a colocar o biquíni que comprei na beira da praia. @comcecilia começou esse sonho e @kcaldasss e eu costuramos os nossos ao dela, o resultado é uma linda colcha de retalhos, na qual, por vezes, só pude costurar meus trapos, mas que aquece meu coração, toda vez que deito com as lembranças dessa viagem.

Acordar todos os dias ao lado de duas potências como Kátia e Cecília, me fez enxergar que minhas olheiras são mais fáceis de resolver do que eu imaginava. Elas ouviam pacientemente meus sonhos, gentilmente os decifravam e a gente seguia no roteiro que elas prepararam quando eu não ousava acreditar que conseguiria me permitir ser feliz.

Elas respeitavam meu tempo de assimilação dos lugares e das situações, e depois eu retribuía com as graças que riam das nossas desgraças. A gente sorriu muito, arengou pouco, sentiu o efeito da convivência de uma forma muito natural e ratificamos uma amizade que é uma das coisas mais lindas que a psicanálise me deu.

Minhas amigas conseguem equilibrar a intensidade de quem reprimiu muita coisa na vida e me autorizam silenciosamente a ser mais de mim, sem me destruir. Como sou sortuda! Essa viagem só não foi um retiro espiritual porque a quantidade de álcool não permite essa associação, mas, minha alma voltou mais "feliz, alegre e forte" porque eu "tenho amor e sorte aonde quer que eu vá!"

No último dia, as meninas me colocaram pra decidir o que íamos fazer, como quem delicadamente me colocavam numa implicação com o meu desejo. Eu decidi que íamos ao Jardim Botânico, iríamos almoçar no Parque Lage e depois diríamos um até logo, num passeio de barco pela ilha da Gioia.

Achei simbólico se despedir do Rio, navegando por um rio. Mas sabe o que é mais importante desse roteiro? É que essas opções já tinham sido pesquisadas e projetadas por elas. Foi aí que eu percebi que, por vezes, a gente precisa de um outro que consiga enxergar possibilidades de roteiros que a gente nem ousaria se colocar no elenco.

Qualquer hora eu escrevo mais!

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