Quem prega a violência e a impunidade?

Antonio Costa Lopes – Jornalista

O Brasil vive hoje uma fase crescente de intolerância. Com a violência e a impunidade fazendo uma horrorosa festa. E o principal mandatário do país – o presidente da República – e seus principais seguidores tomando atitudes de incentivo a esse estado de coisas.

Está em nossa memória todas as atitudes do excelentíssimo sr. Jair Messias Bolsonaro – inclusive as gargalhadas cínicas – para atrasar a vacinação contra a Covid-19, motivando a morte de milhares de brasileiros. Isto é violência e impunidade.

Está em nossa memória todas as atitudes do excelentíssimo sr. Jair Messias Bolsonaro – inclusive simulando atirar com as mãos – para beneficiar o comércio de armas no país, ampliando as facilidades de acesso às armas por meio da compra e venda clandestinas. Isto é violência e impunidade.

Está em nossa memória todas as atitudes do excelentíssimo sr. Jair Messias Bolsonaro – inclusive os acenos pessoais e institucionais a garimpeiros e madeireiros e a quem faz do agronegócio um latifúndio – para incentivar a devastação da Amazônia, tirando direitos dos povos indígenas e tirando verbas de entidades que cuidam das chamadas minorias. Isto é violência e impunidade.

Temos agora “uma maluquice”, no dizer do ministro da Justiça do Governo Bolsonaro. Um fato que, de forma estarrecedora, difunde o plano “do cala-boca” de quem exerce um ativismo em defesa da cidadania. Um fato que representa uma síntese do quadro de violência e impunidade no Brasil. O assassinato – nos requintes da crueldade humana – do indigenista Bruno Pereira, de 41 anos, e do jornalista britânico Dom Phillips, de 57 anos.

Infelizmente, o tempo próximo continuará aberto à violência e à impunidade, sob a graça do excelentíssimo sr. Jair Messias Bolsonaro e seus principais seguidores.

Mas quem pode dar um basta nisso? Somos nós, Brasil

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1 comentário

  • José Olavo Ribeiro disse:

    Esse indivíduo representa a escória da humanidade!
    Infelizmente, somos um País de propriedade dos ricos, que não permitem uma imprensa livre e a maioria das pessoas não têm informação de qualidade. Somente porisso por desconhecer a realidade ainda defendem esse ser abjeto.

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