POUCAS & BOAS

MUITO BARULHO POR NADA


Valério Mesquita – mesquita.valerio@gmail.com


01) O ex-padre José Luiz, expert em tudo o que opinava, ao trocar a batina pelo terno, teve a idéia, feliz por sinal, de divulgar os onze mandamentos da mulher. De Jerusalém, via Pendências, eis a verve do saudoso Zé Luiz:

1. Mulher não mente, e sim omite os fatos.2. Mulher não fofoca, mas sim troca informações.3. Mulher não trai; se vinga.4. Mulher não fica bêbada; entra em estado de alegria etílica.5. Mulher nunca xinga; apenas é sincera.6. Mulher não grita; testa as cordas vocais.7. Mulher nunca chora; lava as pupilas dos olhos com freqüência.8. Mulher nunca olha para um homem sarado; apenas verifica suas formas anatômicas.9. Mulher não sente preguiça; descansa a beleza.10.    Mulher nunca engana os homens; pratica o que aprendeu com eles.11.    Mulher nunca gasta demais; ela está investindo nela mesma o suado dinheiro do marido.


02) Comemorava-se em Mossoró, o “Dia Internacional da Mulher”. A vereadora Dodoca, única mulher no plenário, nos anos setenta, usava o grande expediente para enaltecer a classe feminina. Em dado momento, a oradora atacou: “Os homens, aos vinte anos são infantis. Aos trinta, egocêntricos e aos quarenta, nostálgicos”. O vereador Antônio Rockfeller, sem pedir aparte, interrompeu: “Vereadora, e qual é a faixa da brochura?”. Também sem pedir aparte, Expedito Bolão complicou ainda mais: “Depende do desempenho da parceira, nobre vereador”. A essa altura, a ética da sessão tinha ido para as cucuias.


03) O cenário é antiga Colônia Penal João Chaves em Natal. Nela, estavam guardados centenas de criminosos bastante conhecidos. Num estabelecimento carcerário desse tamanho um fato menor pode preocupar muito. Assim aconteceu com o então dentista do presídio Gilvan de Carvalho, meu amigo e um dos fundadores do “senadinho”. Havendo atendido os apenados até tarde, o carcereiro da prisão não se deu conta e fechou o portão central, levando as chaves. Gilvan ficou furioso. E mais do que isso: temeroso por passar à noite numa casa de detenção sozinho com tantos criminosos lá dentro. Esbravejando, chamou os funcionários de irresponsáveis e outros em impropérios. De repente, para consolá-lo, surgiu o homicida famoso Joca de Cininha: “Calma doutor Gilvan!! O  senhor está aflito por se encontrar aqui detido por alguns minutos, avalie eu que estou pagando 30 anos de sentença!!”.


04) Hortêncio Ferreira de Lima, vereador emérito do Açu dá nó em pingo d’água. Merecendo confiança, o prefeito mandou chamá-lo para que fosse relator de importante projeto do interesse do executivo. Aceitou a incumbência e relatou favorável à sua aprovação. Mas, no plenário votou contra. Surpresos, os colegas o procuraram para saber a razão. Resposta enigmática de Hortêncio com ar professoral: “Como relator votei a favor, atendendo ao prefeito, mas como vereador votei contra.


05) Açu continua campeoníssimo em matéria de folclore político. A história é do vereador Chico Antão, 70 anos, que estava cansado das reuniões noturnas da câmara. Em plena sessão, Chico dormia ao ponto de puxar ronco. Preocupado com os comentários que ouvira, foi procurar o presidente da câmara. Queixou-se Chico Antão: ” Presidente, essas reuniões de noite não tão dando certo para mim. Tenho 70 anos e quando das 5 horas me vem um sono danado. Não dá para minha filha vir no meu lugar não?  As de dia eu venho!!”. Problema regimentalíssimo.

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