Para tirar doces de crianças

João Ricardo CorreiaÉ jornalista

Época de campanha eleitoral é aquele período em que a desfaçatez e cara-de-pau da classe política estão mais afloradas. Tudo é ainda mais possível entre os que desejam a manutenção do poder e os que estão querendo fazer parte do mundo encantado das benesses, da farra com o dinheiro público.

Acreditar entre adversários políticos é o mesmo que crer em Papai Noel. Nessa tal política partidária só existem adversários até o momento em que não surgem vantagens financeiras para ambos e suas gangues. E eles são vorazes pela dinheirama. Os exemplos são inúmeros. O que eles chamam de aliança, como se fosse uma notícia do outro mundo, é tão somente a oficialização da sacanagem com o eleitor, afinal de contas, nos bastidores, os rivais aparentes conversam, se confraternizam, trocam mensagens, compartilham de tudo que o dinheiro público oferece. São adversários de mentirinha. A mentira é matéria-prima deles, de todos eles.

Existe um grande acordo, um acerto alicerçado nos conchavos intermináveis que ganham publicidade na hora de, mais uma vez, ser montado um esquema gigantesco para que o eleitor saia de casa e vote nessa cambada.

Votar seria, teoricamente, a única maneira de tentar mudar tudo isso. Mas votar está cada vez mais difícil. O Brasil é cheio de pegadinhas, de leis que beneficiam canalhas. O sistema presidencialista é mais uma farsa oficial, pois o presidente da República não decide nada, quem manda é o Congresso Nacional com seus atores chamados de deputados federais e senadores, que se dizem “representantes do povo”, mais uma mentirinha. Por aqui ainda tem o STF com seus ministros que se metem até em briga de galinhas, pois duvido que tenham coragem de enfrentar um galo de briga dos bons.

Bom saber, sempre, que nós, brasileiros, somos obrigados a comparecer a uma sessão eleitoral. Daí a confirmar o voto em qualquer desses candidatos é outra história. Pense nisso. Se achar que está tudo legal, escolha um deles.

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