Para a história: uma foto e três políticos com suas nuances folclórica

 João Maria Freire, professor, jornalista, doutorando em Educação pela UFRN

A foto é histórica para quem vive em São José de Mipibu. Nela aparecem dois ex-prefeitos, já falecidos que, por décadas, deram as cartas na política local. 

Hélio Ferreira e Janilson Ferreira (óculos escuros) assistem o então governador Lavoisier Maia falar ao microfone, um menino curioso está entre eles, a ouvir os pronunciamento (em política, sempre aparece um menino curioso para se meter entre as autoridades e ficar assistindo os discursos. Às vezes, estes meninos tornam-se aguerridos políticos, outras vezes, quando crescem, fogem de política como o diabo foge da cruz, mas isso é outra história). 

Pois bem, Hélio e Janilson administraram São José de Mipibu quando o município quase não tinha estradas, escolas ou postos de saúde. Foram abrindo estradas, inaugurando escolas e postos de saúde e também entraram para o folclore político da cidade. 

“Seu” Hélio, como era conhecido, depois que pendurou as chuteiras, foi morar em Natal. Sempre aparecia na cidade em dia de eleição para pedir votos para familiares ou aliados. Ia aos locais de votação e abordava os eleitores. Perguntava ao pé do ouvido em quem o sujeito votava. Dizia que votava no candidato do sujeito se o sujeito votasse em alguns dos seus candidatos. Conquistado o voto, dava um abraço no eleitor e corria para pegar outro que passasse por perto.

Já Janilson Ferreira gostava de discursar citando os nomes dos eleitores e pronunciando sempre as mesmas palavras. Dedé do Alerta, editor deste blog, que trabalhou com Janilson por alguns anos, já sabia que a palavra “peremptório” não faltava nos pronunciamentos de Janilson. Quando o político pegava no microfone para falar, Dedé se portava num cantinho do recinto e dizia a algum amigo que estivesse perto: “quer apostar como ele vai falar a palavra “peremptório”, umas cinco vezes?”. Era tiro e queda. Quando Janilson acabava de falar, Dedé olhava para o caboco ao lado e sorria: “não falei?…”

Já Laivoisier Maia entrou para o folclore político com a fama de namorador. Conta-se que, quando senador, ele protagonizou uma cena junto ao também senador à época, Mário Covas, que fora governador de São Paulo. O político paulista estava no andar térreo do edifício do Senado, esperando abrir o elevador. Depois de alguns minutos, ao abrir-se a porta do equipamento, eis a cena: Lavoisier quase ao pé do ouvido da ascensorista, uma loira estonteante. Covas, percebendo o clima no ar, pergunta: “E aí, senador, crau???? Lavoisier, meio sem jeito, tendo sido pego no flagra, mesmo assim não perdeu a pose: “ainda não, senador: semi-crau” e cai na risada, tomando o rumo das longas alamedas daquele casa legislativa.

1 Pessoa comentou
LÚCIA AMARAL

VOCÊ SABE QUEM É “ESSE MENINO_ COM O GRAVADOR, E O OUTRO, DE CABEÇA BAIXA? A RESPOSTA É UM DOS “PRIVILÉGIOS” DE QUEM TEM MAIS IDADE E TAMBÉM ESTAVA LÁ🤭

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