O PADRE QUE EU CONHECI É O AUTOR DA “LITANIA DOS EMPOBRECIDOS”

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Tállison Ferreira e Padre José Freitas Campos

Tállison Ferreira – Filósofo (tallison_@hotmail.com)

A canção Litania dos Empobrecidos me acompanha desde a infância. Quando eu era criança, na Terra da Poesia (Assu/RN), ouvia cantar: “Ave cheia de graça. Ave cheia de amor! Salve, ó Mãe de Jesus, a ti nosso canto e nosso louvor”. Mas nunca imaginei que um dia eu pudesse conhecer o autor dessa canção e com ele manter uma relação de amizade permanente.

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Na travessia da vida, nos meus tempos de seminário, no ano de 2015, tive a honra de ser convidado a escrever sobre o padre José Freitas Campos – pároco da paróquia de São Sebastião do Alecrim, em Natal/RN. O “Padre Das Mãos de Ouro”, nasceu em Caiada de Baixo (Senador Elói de Souza/RN), em 10 de dezembro de 1948.  O filho de Maria Jacinto de Freitas e Renato Cezário Campos fez do Evangelho a sua música. Através dos versos e de cada composição conseguiu desenhar outras faces de Cristo, que se encarna na vida do seu povo.

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Padre José Freitas Campos – Foto: tribunadonorte.com.br

A música que aprendi a cantar aos quatro anos de idade traz invocações que pedem a intercessão da virgem Maria: “Mãe do céu clemente, rogai. Mãe dos doentes, rogai. Do menor carente, rogai por nós. Mãe dos operários, rogai. Dos presidiários, rogai. Dos sem-salários, rogai por nós”. A Litania dos Empobrecidos pode ser interpretada como uma oração que ecoa da boca de quem, com a sua reza, faz uma denúncia social.

No Brasil há doentes que morrem por falta de um sistema de saúde de qualidade. Existem operários sendo explorados e maltratados. Cárceres superlotados e pessoas sendo presas injustamente. Crianças, adolescentes e jovens fora da sala de aula. Atualmente, no país “o desemprego mantém recorde de 14,7% e atinge 14,8 milhões de brasileiros” (UOL Economia, 2021).  Muitos são os sem-salários. Há gente passando fome e ruas voltando a ser ocupadas, com expressividade, pelos pedintes. O que fazer? Resta-nos compor outra narrativa de vida. É preciso consciência de realidade e ação para transformá-la.

Indubitavelmente, o padre que eu conheci me ajudou a confirmar que a música é, portanto, um ato de resistência. Sem ela, parafraseando o filósofo Nietzsche, a vida seria um erro.

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