1º de abril: Dia da Mentira

José Alves – Jornalista e editor do jornal e blog O Alerta

A data 1º de abril é conhecida por todos como Dia da Mentira, mas a grande verdade é que poucas pessoas conhecem sua origem. Tudo surgiu como uma brincadeira a França, pois desde o começo do século XVI o ano novo era comemorado em 25 de março (chegada da primavera na Europa). As festas incluíam presentes e bailes, durando uma semana e acabando somente no dia 1º de abril.

Tempos depois, em 1564, o Papa Gregório e Rei Carlos propuseram um novo calendário em que o ano novo seria na data 1º de janeiro, porém alguns franceses ignoraram a mudança e mantiveram a celebração na data antiga. Em função disso, surgiu a brincadeira e as pessoas começaram a zombar dos franceses, mandando presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.

Antecedendo a data, já começo a pensar quem será a ‘vítima’ das minhas brincadeiras e, curtir com a cara de bobo, dos que ‘caíram na pegadinha’.

Vou contar alguns causos, mais recentes:

1 Trabalhava no INSS. Dia normal, no ambiente de trabalho. Como sempre, cumprimentei o segurança, no hall do edifício sede da Gerência Executiva do INSS Natal, que me olhou com um ar de espanto. Logo em seguida, a porta do elevador se abre a ascensorista, vê meu estado e começa a fazer perguntas, atropelando as palavras:

” – O que foi isso, pelo amor de deus?”, Como aconteceu? Por que você veio trabalhar, nesse estado?

Tudo isso porque estava com a cabeça envolta com uma gases e esparadrapos, deixando perceber marca de sangue. Também, usava uma tipóia com o braço enrolado em gases. Coisa de deixar qualquer um em estado de choque.

Respondi, com ar de cansaço e que mal podia falar: ” Acabei de sofrei um acidente automobilístico, no cruzamento da avenida Prudente de Morais com a rua Apodi (coisa de 100m do INSS).

Logo em seguida, como rastilho de pólvora, a notícia se espalhou pelo prédio de 12 andares. Minha ex-esposa que trabalhava noutro setor, não parava de atender telefonema. Os colegas querendo saber detalhe do ‘acidente’. Ela foi saber como estava e o que tinha ocorrido, mostrando-se perplexa com a cena diante dela. ” O que foi que aconteceu? Como foi isso? Perguntou.

Estava sentado em minha mesa de trabalho. E bastante tranquilo, disse-lhe sorrindo: “1º de abril – Dia da Mentira.

Nem vou contar o que aconteceu depois…

PS. Aproveitei, e pedir para o estagiário bater a foto que ilustra esse texto.

2Essa também ocorreu no INSS. Molhei com um pouco d’água meu rosto e o cabelo que caia na testa. Me aproximei de colegas que trabalhavam na sala vizinha, que era de apoio administrativo ao Gerente-Executivo. Me aproximei da colega Lígia Moreno, com ar de quem estava com queda de pressão arterial.

Com a voz um pouco trêmula e baixa, falei: “Lígia, não estou passando bem…”

Ela, um pouco assustada, comentou: “Vige, você está pálido e suado. Isso é queda de pressão arterial, pode ser algo grave. Vou chamar, com urgência, um médico do Instituto aqui.

Deixei-a falando e abri a porta de minha sala, onde só se encontra-a o meu chefe, Rui Almeida. Fiz o sinal com o dedo indicado sobre o lábio (no sentido de pedir silêncio) e derrubei umas cadeiras e mesinhas, fazendo enorme barulho de uma pessoa caindo sobre móveis.

Do outro lado, gritos e correria de pessoas, maioria mulheres ( já tem ideia da gritaria), abrindo abruptamente a porta da sala. Ao entrarem, me encontraram sentado, ‘ esparramado’ ,numa confortável cadeira: “1º de abril – Dia da mentira”, disse bem alto

Nem imaginem a raiva causada aos colegas, que foram pegos na pegadinha…

3Essa ocorreu, na última sexta-feira (1º de abril). Dirigi-me a cozinha, onde Ana Tereza, atual esposa, preparava o café da manhã. Fui ao encontro dela, dei um beijinho de bom dia e me encaminhei para o jardim da casa, onde está localizada a piscina.

Comecei a falar alto, como faço costumeiramente, quase como um ritual: “Bom dia, dia; Bom dia, sol; Bom dia, flores…

De repente o barulho de uma queda na piscina, semelhante de um corpo caindo na água. Minha esposa correu da cozinha, gritando meu nome: “Zé. Ô Zé, o que aconteceu você? Passou mal e caiu na piscina?

Nisso, apareci do mergulho e gritei: 1º de abril”.

Bastante nervosa e irada, pois tem cuidado de mim, por ter problemas de saúde, disse: “Pois vai ficar aí no frio, que não vou te levar a toalha para enxugar, para aprender a não fazer esse tipo de brincadeira de mal gosto”.

Passado algum momento, me entregou uma toalha e rimos bastante da pegadinha.

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