Neste sábado (19) será o Dia do Artesão. Quase nada a comemorar em São José de Mipibu

É com este sentimento de renovação e esperança que celebramos o Dia do Artesão, no próximo sábado, dia19 de março. A data foi escolhida em homenagem a São José, o santo cristão que era carpinteiro e, por isso, escolhido como padroeiro dos artesãos.

O artesanato é uma expressão da história do homem em seu lugar. “O artesanato é milenar assim como a história. É um registro simbólico carregado de memórias afetivas e histórias que nos falam sobre a humanidade e nos revelam nossas sincronicidades a despeito do tempo”, frisa Graça Leal, subcoordenadora do Proarte.

Procurada para informar a programação dedicada ao artesão ( sábado, dia 19), a secretária Municipal de Cultura de São José de Mipibu, Mariana Dantas, informou que estava definindo a programação para comemorar a data. Mas adiantou que, nessa data, haverá um dia de bem-estar com as artesãs, com café da manhã, dança, salão de beleza, relaxamento e distribuição de brindes. Um evento só para elas”.

Adiantou que a Secretaria de Cultura pretende criar um Shopping de Artesanato. “Os artesãos mipibuenses terão um espaço no Shopping Popular, para comercialização de seus produtos“.

Feirinha de Artesanato, que era montada em São José de Mipibu, na Praça Monsenhor Paiva, semanalmente, na gestão municipal passada.

Artesã mipibuense, Maria do Carmo Porfírio, conhecida nacionalmente pelos seus trabalhos
No ateliê do artesão Beto Job, em São José de Mipibu
Gutenberg Costa faz crítica pelo ostracismo cultural artístico, em que vivem nosso esquecido artesanato

Para Gutenberg Costa, presidente da Comissão Norte-rio-grandense de Folclore, “a Semana do artesão, é comemorada, de 16 a 19 de março. Em grande parte, as prefeituras municipais, são as culpadas, pelo ostracismo cultural artístico, em que vivem nosso esquecido artesanato. Os mestres e mestras vivem em casa. Ausente das escolas, praças, feiras e, principalmente, dos eventos culturais das cidades. O turista não os vê e não compram suas peças. Sou do tempo em que trazia lembranças artesanais de cada cidade que visitava .Tenho até cartões postais, do tempo de suas divulgações e respeito. Lamentável a situação dos grandes mestres e mestras da arte popular”, fala.

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