Narciso e as redes sociais

José Olavo Ribeiro – Aposentado do BB, bacharel em Administração. Autor do livro de contos “Portas Vermelhas” – 2016

A pane mundial no Facebook, Instagram e WhatsApp esta semana leva a pensar sobre os riscos, as vantagens e desvantagens das redes sociais.

Os nascidos após 2004 não conviveram sem esses aplicativos. As mensagens corriam através do telefone, e-mail e assemelhados. Se retrocedermos mais duas décadas nos deparamos com o telefone fixo, cartas, rádios, tvs, jornais, como formas de comunicação.

O avanço tecnológico recente em todas as áreas da atividade humana, tornou indispensável o uso da internet e das redes sociais. Indústrias, comércios, bancos, escolas, hospitais, serviços em geral só funcionam com tecnologia e comunicação eficiente.

Essa tecnologia, que nos parece mágica ao tocarmos o celular, depende de uma infraestrutura sofisticada ligada por milhares de cabos e fibras que atravessam continentes, monopolizadas por Mark Zuckerberg e outros poucos, que fazem suas regras priorizando o aspecto financeiro.  

 A lembrança de Narciso, um personagem da mitologia grega, me vem à mente. Ele representou um símbolo da vaidade, ao se apaixonar de forma intensa pela sua imagem. Encantado com a própria beleza, permaneceu na beira de um lago dias e noites, sem comer ou beber, apenas olhando seu rosto refletido nas águas.

 Como seria Narciso com as redes sociais? É fato que vemos pessoas agrupadas nos restaurantes, nas residências, nos mais diversos espaços, dedilhando seus aparelhos como se fossem proibidas de conversar entre si.

 A leitura de um bom livro, as caminhadas ao ar livre, a contemplação da natureza, tudo fica dependente do bip bip da notificação dos apps.

 Pessoas parecem viver em dois universos: o das postagens sorridentes e cheias de kkkkk e o mundo real, que cobra esforço, trabalho e lutas diárias.

Foto: Jornal Correio Eletrônico

Enfim, é importante refletir sobre o uso das redes, aproveitando seus inúmeros benefícios, sem se deixar alienar, num círculo vicioso e prejudicial.

 Nem oito, nem oitenta! 

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1 comentário

  • Terezinha Tomaz disse:

    O excesso é prejudicial, quando não existia rede social as pessoas estavam mais próximas uma das outras. Hoje não se telefona apenas se passa msg.

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