Morre ex-governador do Rio Grande do Norte, Geraldo Melo

Faleceu neste domingo, aos 86 anos, o ex-governador Geraldo Melo da Câmara Melo. Nasceu no município de Campo Grande, em 12 de julho de 1935. Deixa a esposa Ednólia Melo e cinco filhos. Ele enfrentava um câncer no pulmão diagnosticado em 2020. Recuperou-se, mas no ano seguinte teve diagnosticada ocorrência de tumores no cérebro. Em 23 de dezembro passado foi internado na Casa de Saúde São Lucas, em Natal. Com o estado irreversível, foi para o apartamento da filha, onde permaneceu ao lado da família até a madrugada do domingo(6).

“O Rio Grande do Norte perde um grande homem público. Seja conduzido com muita luz, Geraldo Melo. Nossa solidariedade à esposa Ednólia e família”, afirmou a governadora no velório realizado no cemitério Morada da Paz, onde esteve acompanhada do vice-governador Antenor Roberto e do secretário de Comunicação, Daniel Cabral.

Os atos de velório e sepultamento do ex-governador, contou com as honrarias legais previstas a personalidades que exerceram o cargo de chefe do Executivo estadual. As honras militares incluem guarda de honra, salva de tiros e banda de música, atividades executadas pela Polícia Militar. O luto oficial por três dias foi instituído pelo Decreto Estadual Nº 31.301, de 06 de março de 2022.

Geraldo Melo governou o Rio Grande do Norte, no período de 1987 e 1991. Foi senador de 1995 a 2003 e vice-presidente do Senado de 1995 a 1997. . Vice-governador do Rio Grande do Norte entre 1979 e 1983, na chapa do governador Lavoisier Maia. Nos anos seguintes, contribuiu em campanhas de aliados políticos até que se elegeu governador pelo PMDB (hoje MDB) entre 1987 e 1991. Casado com Edinólia Melo, ex-prefeita de Ceará-Mirim, ele fez parte de sua vida política no município próximo a Natal.

Em 1993, se filiou ao PSDB e se tornou presidente estadual da sigla, cargo em que permaneceu até 2008. Entre 1995 e 2003, Geraldo Melo também foi senador pelo estado.

Geraldo também era conhecido por realizar discursos memoráveis, alguns deles, no Senado, dispostos na biblioteca da Casa. Em 2018, tentou retornar ao cargo de senador pelo PSDB, mas não foi eleito.

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