Mais dois ministros deixam governo Bolsonaro

Bolsonaro e sua equipe de ministros na posse presidencial, em janeiro de 2019
Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

Os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o da Defesa, Fernando Azevedo e Silva pediram demissão dos cargos nesta segunda-feira (29).

Em pouco mais de dois anos de mandato, o presidente Jair Bolsonaro já mexeu em metade dos ministérios e órgãos com status de ministério anunciados na posse, em janeiro de 2019. Das 22 pastas do governo federal que tiveram chefes empossados por Bolsonaro no início do governo, 12 sofreram alterações.

MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES

O pedido de demissão de Ernesto Araújo, do Ministério das Relações Exteriores ocorre após pressão de parlamentares inclusive dos presidentes da Câmara,Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores

A situação política de Ernesto vinha se deteriorando nos últimos dias. No Congresso, a avaliação é a de que a atuação do ministro isolou o Brasil no cenário internacional e prejudicou a obtenção de doses de vacinas contra a Covid-19.

Ernesto adotou em sua gestão os mesmos princípios da política externa do ex-presidente norte-americano Donald Trump. Essa postura gerou atritos com importantes parceiros comerciais, como a China, principal destino das exportações brasileiras, além de maior produtor de insumos para vacinas no mundo.

O agora ex-ministro fazia parte da ala ideológica do governo, conhecida por priorizar em sua atuação a defesa das ideias mais típicas do bolsonarismo.

MINISTRO DA DEFESA

Já o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, informou em nota oficial nesta segunda-feira (29) que deixou o cargo.

Azevedo e Silva, ministro da Defesa

Azevedo e Silva foi escolhido por Bolsonaro para chefiar o Ministério da Defesa ainda durante a transição de governo, em 2018.

O militar foi chefe do Estado-Maior do Exército, um dos postos de maior prestígio na Força, e passou à reserva em 2018. Quando foi anunciado ministro, ele era assessor do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Azevedo e Silva permaneceu por dois anos e três meses à frente do Ministério da Defesa. As Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) são vinculadas à pasta.

1 Pessoa comentou
Dutra Assunção

Causa muita decepção pelo vício, prática que as funções de Ministros eram atreladas ao sistema corrupto da máquina pública federal.

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