Lagoa do Bonfim entra em estado de alerta e tem apenas 47% do seu volume d’água

O Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn) realizou, por meio da sua coordenação de Gestão Operacional, um estudo hidrológico dos reservatórios monitorados pelo Instituto, que busca auxiliar na gestão dos recursos hídricos, dando suporte para os processos decisórios de Alocação de Águas dos mananciais potiguares.

O estudo realizado pelo Igarn calculou a capacidade de atendimento às demandas de consumo dos reservatórios monitorados pelo Igarn até janeiro de 2022. Com exceção dos mananciais que já se encontram secos, todos os demais, incluindo as lagoas do Boqueirão, Extremoz e Bonfim tiveram seus dados estudados.

Lagoa do Bonfim entra em estado de alerta e tem apenas 47% do seu volume d’água; outros açudes também entrarão As lagoas de Extremoz e Boqueirão, foram consideradas em estado “bom”. É necessário ressaltar, que a classificação ocorre com base na capacidade dos mananciais de atender às necessidades de retirada de águas que são postas a eles, não necessariamente nos volumes que acumulam.

Já a lagoa do Bonfim está colocada como em estado de “alerta”, pois, apesar de estar com cerca de 47% do seu volume e não correr risco de secar, seu volume é importante para a manutenção de lagoas menores ao redor, já que ela compõe um sistema lacustre. O Governo do RN, através da Caern, já está trabalhando para reduzir os usos da água do manancial com a reativação de poços na região de Boa Cica. Somente durante o mês de outubro passaram a funcionar sete poços.

Do Blog BG

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1 comentário

  • Didi Avelino disse:

    O que estarão esperando os senhores responsáveis pelo setor de abastecimento hídrico do nosso estado para tomar uma atitude séria e definitiva para salvar a Lagoa do Bonfim ?!
    Seria mais honesto que viessem à público dizer de que lado estão: se daquele que pretende preservar a Lagoa e seu importantíssimo manancial ou do lado de quem joga pra plateia, ou seja, finge que tem compromisso com a preservação daquele ecosistema, mas atende a interesses, exclusivamente, político-regionais.
    Tá faltando mais sinceridade e objetividade.
    Pena que a população não se mobilize no sentido de se opor a esse verdadeiro crime contra seu patrimônio natural.

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