Idema pede ajuda a Polícia Federal para saber origem de lixo no litoral

Aproximadamente 40 toneladas de lixo foram levadas pela corrente marítima até praias da Paraíba e outras 3,5 toneladas foram retiradas da orla do Rio Grande do Norte. Durante todo o fim de semana, voluntários e equipes enviadas pelas prefeituras dos municípios atingidos atuaram na retirada dos resíduos sólidos urbanos. No entanto, a origem dos materiais segue desconhecida.

Foram encontradas seringas, tubos para coleta de sangue, documentos, restos de roupas e sapatos, em Baía Formosa. Já em Tibau do Sul, chegaram fragmentos de madeiras, garrafas pets, recipientes plásticos, isopor, sacos plásticos, máscaras descartáveis e seringas. Mais plástico, embalagens, sapatos e garrafas flutuavam até as praias de Nísia Floresta, onde um tubo de coleta de sangue também foi descoberto em meio aos resíduos.

O Idema do Rio Grande do Norte pediu à Polícia Federal que abra um inquérito para apurar a chegada de mais de 3,5 toneladas de lixo nas praias de seu litoral pelo mar. Neste domingo, moradores relataram mais resíduos na costa.

Entre os detritos, estão garrafas com rótulos em idiomas asiáticos, materiais escolares de Pernambuco e até lixo hospitalar, como seringas, ampolas e até utensílios sujos de sangue. Só ontem, três tartarugas apareceram mortas nas praias atingidas.

A origem do lixo, no entanto, ainda é desconhecida. Por isso, o Idema solicitou investigações à Polícia Federal.

— Formalizei o pedido no sábado, e aguardamos até a segunda o início das investigações — afirma Leon Aguiar, diretor do Idema.

O GLOBO

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