HISTÓRIA: O escudo paroquial de São José de Mipibu

Criada por força de decreto imperial que emanou de Portugal, no dia 22 de fevereiro de 1762, nossa Paróquia hoje celebra a efeméride de 260 anos de sua fundação. Por essa ocasião tão feliz, queremos apresentar ao povo de Deus o nosso Escudo Paroquial, símbolo contundente de nossa história e nossa fé, para representar nossa instituição paroquial tanto em seus documentos, como em seus eventos oficiais.

Sendo a Cruz o maior sinal da fé cristã, é ela que sustenta o nosso Escudo Paroquial. Foi na santa Cruz que o Senhor consumou o sacrifício de si pela salvação do gênero humano, e, por ele, todos nós alcançamos o céu. O próprio Senhor nos disse no Evangelho que para segui-lo devemos também nós levar a nossa cruz a cada dia (Cf. Mt 16, 24). A Cruz de nosso escudo está adornada de cinco rubis, pedras preciosas vermelhas, para simbolizar as chagas de nosso Salvador, sinais da morte de Cristo, mas, sobretudo, de sua ressurreição, como podemos ver em sua aparição aos Apóstolos no evangelho segundo São João (cf. Jo, 20, 26-29); o corpo glorioso de Cristo traz os sinais de sua paixão.

O escudo está divido em dois campos um superior em vermelho e um inferior em azul.O campo superior em vermelho contém em si uma flor de lis, as tábuas da lei de Deus (os mandamentos), uma vara e um cajado. O vermelho neste campo simboliza a caridade divina que abrasa a nossa realidade humana. No centro do campo se encontra o decálogo, as tábuas da lei, os mandamentos de Deus dados a Moisés. Esses mandamentos dados por Deus guiaram o povo de Israel até a plenitude dos tempos quando veio até nós o Messias tão esperado: Jesus Cristo, nosso Salvador.

Nessa lei foram instruídos e viveram-na com fidelidade, os nossos excelsos Padroeiros: Sant’Ana (representada pela vara de quem ensina, e instrui. A chamamos com tanta verdade de Sant’Ana Mestra da Virgem) e São Joaquim (representado pelo cajado dos patriarcas. Ele é pai zeloso, esposo amável, protetor de sua família, de seu lar), e, por essa lei instruíram sua amada filha, a Virgem Maria (representada pela flor de lis. Fruto excelente da redenção de Cristo, toda pura e santa, glória de seus pais: Sant’Ana e São Joaquim). As tábuas da lei no centro simbolizam também Cristo, palavra de Deus que se fez carne; ele é o bom Pastor de nossas almas. Na Paróquia, através dos legítimos pastores, o Senhor tem instruído o seu povo ao longo desses anos com a vara da orientação e o cajado da proteção, permanecendo e dando-se ele mesmo através da Palavra e da Eucaristia.

O campo inferior em azul contém em si o Cruzeiro de nossa Matriz, o coqueiro, a cana de açúcar e o rio. O azul neste campo simboliza a realidade celeste na qual estamos envolvidos. Somos peregrinos na terra, mas cidadãos do céu. A Igreja tem a missão de anunciar o reino de Deus a toda humanidade, como nos pediu o Senhor no evangelho segundo São Mateus (cf. Mt, 28,18-20). Cumprindo essa ordem divina, os Missionários Capuchinhos deixaram sua família e sua pátria, e, entre os indígenas, outrora habitantes dessa terra, fincaram as raízes da fé, plantado neste chão a santa Cruz. Que pela obra da evangelização, brotou, floriu, deu, tem dado e dará ainda muitos frutos neste solo tão fértil de coqueirais e canaviais a perder de vista, símbolos contundentes, do ontem e do hoje, de nosso município, de sua cultura e história, postos por isso em nosso Escudo. Abaixo do cruzeiro, do coqueiro e da cana de açúcar está o rio que deu nome à cidade: aquele que surge subitamente – Mipibu.

Logo mais abaixo, fora do escudo, estão as faixas que trazem para perpétua memória a data de fundação, o orago paroquial e o nome da cidade e estado da federação: 22 de fevereiro de 1762, Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim, São José de Mipibu, Rio Grande do Norte.

Heraldista: Jalison Vitor da Silva Idealizador: Pe. Robson Paulo de Oliveira Silva

Da Pascom

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