Grupo de Centro exclui esquerda do manifesto democrático … e não foi por esquecimento

Lideranças da esquerda tiveram reações variadas ao manifesto pela democracia lançado pelos presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Eduardo Leite (PSDB), João Amoêdo (Novo), João Doria (PSDB), Henrique Mandetta (DEM) e Luciano Huck (sem partido).

Presidentes e nomes fortes dos partidos receberam com bons olhos a defesa à democracia e a oposição a Jair Bolsonaro, mas viram seletividade na escolha de nomes. “Pareceu-me um manifesto vetado para quem votou contra Bolsonaro em 2018”, diz Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

“Desconheço se alguém do campo da esquerda foi convidado a assinar”, continua a deputada, ressaltando que “iniciativas em defesa da democracia sempre são importantes e louváveis.”

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, enxerga com otimismo a proposta e diz que assina:

(…) “todos os manifestos que ajudem a mobilizar a sociedade a favor da democracia e contra o terror bolsonarista”. Ele não foi chamado, no entanto.

Sobre o fato de Ciro ser o único do grupo ligado à esquerda, ele diz que o importante é “a convergência no conteúdo. O resto, o processo vai ajeitando.”

O não convite ao PT e a outros partidos de esquerda está longe de ter sido esquecimento, mas opção e necessidade de reafirmar que o Centro tem o diferencial de não se identificar com os extremos postos e desgastados.

Luiz Henrique Mandetta, idealizador do manifesto, aliás, deixou isso bem claro na noite de quinta-feira quando o ex-presidente Lula dava sua primeira entrevista a Reinaldo Azevedo.

A JOTAinfo, Mandetta declarava:

Agora, o Lula não, PT não, já decidiram, o poliburgo já decidiu que o Brasil é o dele, você só pode entrar no Brasil na agenda dele.

Tanto ele que quanto Bolsonaro querer abrir a boca da sociedade e enfiar goela abaixo e você só pode permanecer calado. 

DO TERRITÓRIO LIVRE

1 Pessoa comentou
Didi Avelino

Utilizo sempre uma expressão popular que se adequa, perfeitamente, ao recente “Manifesto Democrático”, liderado por alguns pretensos candidatos à 2022, e do qual foram excluídos os partidos de esquerda.
“ACERTARAM NO GROSSO E ERRARAM NO VAREJO”. Embora o objetivo do manifesto seja, absolutamente, louvável, tal discriminação retira do grupo emissor a legitimidade e representatividade que se autoapregoa. Até porque, se a nossa democracia encontra-se abalada e correndo riscos eminentes, todos que assinam o presente Manifesto colaboraram, direta ou indiretamente, para isto.
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