Femurn abre mão da luta para não embaraçar bolsonarismo no RN

Foto: Portal Acontece RN

“O jornalista mossoroense Bruno Barreto levantou um assunto que vale ser analisado pelos municípios.

Até que ponto vale se criar uma associação de municípios quando essa associação, em vez de lutar pelos municípios, luta por candidaturas, por projetos pessoais que interessam à sua diretoria?

Bruno está ressaltando o papel da Femurn em relação ao piso nacional dos professores criado pelo presidente Bolsonaro sem discutir com ninguém”. (Thaísa Galvão).

Via Rogério gestão da Femurn de Babá Pereira está instrumentalizada ao bolsonarismo (Foto: divulgação)

Vamos a matéria de Bruno Barreto:

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) foi uma leoa para lutar contra perdas que teria com ICMS através da criação do PROEDI, programa que está resultando em interiorização dos investimentos industriais no Estado.

A pressão municipalista rendeu uma compensação com repasses de recursos para a saúde aos municípios via Governo do Estado.

Agora com o reajuste 33,24% do piso nacional dos professores assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) sem a garantia de nenhum aporte aos prefeitos a entidade pratica um silêncio ensurdecedor. A Femurn virou uma gatinha manhosa.

Nenhuma nota. Nenhuma reclamação pela falta de apoio da União feita pelo presidente da entidade o prefeito de São Tomé Babá Pereira (Republicanos).

O único prefeito relevante que chiou foi Allyson Bezerra (SD), de Mossoró, que afirmou que Bolsonaro está fazendo bondade com o chapéu alheio.

A Frente Nacional dos Prefeitos classificou o reajuste como “impraticável”. “O reajuste para esse índice [de 33,24%] tem um impacto gigantesco e algumas prefeituras, além do impacto na folha de pagamento, podem sofrer dificuldades na Previdência. Para cada 10% de aumento na folha dessas cidades, por exemplo, existe um aumento de 30% na previdência”, disse ao UOL, o prefeito de Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira (PDT), presidente da Frente Nacional dos Prefeitos.

Ligada ao ministro do desenvolvimento regional Rogério Marinho (PL), a entidade abre mão da obrigação de lutar por recursos que viabilizem a aplicação do piso para ficar de boa com o bolsonarismo.

A Fermurn foi instrumentalizada.

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