Escolas podem engajar adolescentes como eleitores: número é o menor da história

O número do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é preocupante: a quantidade de adolescentes de 16 e 17 anos com o título de eleitor é o menor da história do Brasil. São apenas 834 mil jovens com o documento até agora. Em 2018, no mesmo período, era 1,4 milhão, cerca de 70% a mais.

Para promover o engajamento dos adolescentes no processo democrático, uma escola particular de Natal decidiu transformar a escolha do novo grêmio estudantil numa prévia das eleições gerais, com regras similares à da Justiça Eleitoral e o uso de urnas eletrônicas.

No Complexo Educacional Contemporâneo, os últimos dias foram dedicados à apresentação e ao debate de propostas e, a partir de uma parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), as eleições estão sendo decididas com as mesmas urnas que serão utilizadas em outubro, quando da escolha de presidente, senador, governador e deputados federal e estadual.

Marianny Andrade Arcanjo, diretora da escola, destaca que o desinteresse pela política passa pela falta de consciência de como as decisões dos agentes públicos impactam na vida dos jovens. “Todo o processo tem sido acompanhado por lições de cidadania. Estamos mostrando que o voto, para eles, ainda não é obrigatório, mas que já podem e devem ser protagonistas das decisões”, afirma ela.

Quem se engajou bastante na campanha foi o estudante Fabrício Montenegro. Além da confiança dos colegas, ele ganhou uma certeza: vai votar nas eleições gerais deste ano. “É muito importante que nós, jovens, participemos das eleições para marcar nossa presença e trazer novas ideias para a política brasileira. Não adianta reclamar se a gente não quiser mudar”, disse ele.

No Rio Grande do Norte, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, o título pode ser emitido de forma totalmente on-line e também na modalidade presencial. Mais informações podem ser obtidas pelo https://www.tse.jus.br/eleitor/autoatendimento-do-eleitor/#/.

Fonte: Portal Grande Ponto

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