Em operação do MPRN, advogados são presos por envolvimentos com facções criminosas

Foto: Divulgação/MPRN

Na manhã desta sexta-feira (8/7), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) a operação Carteiras, que tem como foco a atuação de três advogados – duas mulheres e um homem – suspeitos de envolvimento com facções criminosas.

Ao todo, a ação contou com a participação de 5 promotores , 11 servidores do MPRN, 20 policiais militares e 4 penais, que atuaram diretamente no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e outros quatro de busca e apreensão, nas cidades de Natal, Parnamirim, Extremoz e Nísia Floresta.

A investigação, iniciada pelo MPRN em julho de 2021, aponta que os advogados trocavam mensagens com detentos, estabelecendo a comunicação deles com outros integrantes da organização criminosa que estão nas ruas.

Os três advogados presos são suspeitos de integrarem a estrutura da organização criminosa, sendo pessoas de confiança dos principais chefes da facção. Os “gravatas”, como são chamados os advogados dentro da estrutura do grupo, exercem a função de “mensageiros do crime”.

Ainda segundo o MPRN, uma dessas advogadas se portava como “coordenadora dos Gravatas”, organizando e cobrando relatórios para os criminosos custodiados e repassando orientações aos membros soltos da organização, bem como transmitindo mensagens e preocupações dos chefes da facção que se encontram custodiados. Em uma conversa em um grupo de WhatsApp, ela chegou a reivindicar a função de “corregedora dos presídios” em nome da facção.

Um dos “catataus” (como eram chamados os bilhetes), apreendido durante o trabalho investigativo, continha ordem para o “decreto” de um homem em Natal – decreto é como os integrantes da organização criminosa se referem a homicídio. Um outro “escrito”, comprova a ligação entre a bandidos potiguares e uma facção que tem por base o Rio de Janeiro.

Trecho de um dos bilhetes apreendidos durante as investigações. (Divulgação/MPRN)

Além de supostamente serem os responsáveis pela comunicação entre os chefes da facção presos e os demais integrantes que ainda estão soltos, há indícios de que um dos advogados cometeu crime de obstrução de justiça, quando em 2021, a Polícia Civil prendeu em flagrante um integrante de facção criminosa que mantinha irregularmente em casa 60 munições intactas e uma cápsula do calibre 7,62, de uso restrito; 12 munições intactas de calibre 5,56, também de uso restrito; uma munição intacta do calibre .380; uma munição intacta do calibre .40; quatro munições intactas do calibre 9mm; e quatro carregadores para munições do calibre 9mm.

Os suspeitos, que já foram detidos e se encontram à disposição da Justiça, tiveram novas prisões preventivas decretadas e irão responder pelos crimes previstos na lei de organização criminosa.

Nísia Digital – Com informações do MPRN

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