Dia do Artesão, que é comemorado neste sábado (19), valoriza atividade de grande relevância econômica e cultural

Neste sábado, 19 de março, é comemorado o Dia do Artesão, data escolhida por ser dia de São José, santo reconhecido como padroeiro dos artesãos, trabalhadores de um setor responsável por movimentar cerca de R$ 50 bilhões por ano no País, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Essa data é importante, porque o artesanato é uma profissão praticamente invisível. Muitos, pensam que fazer artesanato é apenas uma atividade para terapia, como lazer ou como hobby. Obviamente, isso não está descartado, mas é necessário entender que o artesanato é um importantíssimo setor econômico do Brasil.

A artesã mipibuense Maria do Carmo Porfírio Costa, por exemplo, firmou contrato com a grande varejista de móveis e decoração, colocando nas vitrines da rede de lojas Tok&Stok seu artesanato de capim-navalha. 600 lírios feitos com o material foram encomendados pela empresa.

O presidente da Associação Norte-riograndense de Folclore, escritor Gutenberg Costa, diz que é importante poder ajudar este importante setor, que gera empregos, renda e agrega valor aos produtos turísticos.

Gutenberg Costa ( esq.) tem em sua casa, lembranças das cidades que visitou

“A Semana do artesão, é comemorada, de 16 a 19 de março. Em grande parte, as prefeituras municipais, são as culpadas, pelo ostracismo cultural artístico, em que vivem nosso esquecido artesanato. Os mestres e mestras vivem em casa. Ausente das escolas, praças, feiras e, principalmente, dos eventos culturais das cidades. O turista não os vê e não compram suas peças. Sou do tempo em que trazia lembranças artesanais de cada cidade que visitava .Tenho até cartões postais, do tempo de suas divulgações e respeito. Lamentável a situação dos grandes mestres e mestras da arte popular”, fala.

 Agente de transformação

O artesanato é muito importante para a construção da personalidade dos jovens, dos adolescentes. O artesanato, a arte e a cultura têm uma importância muito grande na vida das pessoas. Tem o poder de transformar vidas. Se a pessoa está nervosa ou ansiosa, começa a produzir e já se transforma rapidamente. Se está com algum tipo de transtorno, a pessoa começa a vivenciar a cultura. A educação dela é outra. Ela muda completamente o pensamento de como vê a vida. 

O artesanato é carregado de simbolismo, de identidade, de valores, de histórias e de memórias. Quando um turista vai, por exemplo, em uma praia, e compra uma jangada, ou algum artesanato local, sempre que ele olhar para esse artesanato em sua casa, vai se lembrar daquela praia, daquele lugar onde esteve.

Coutinho diz que o artesanato é um objeto que carrega em si uma série de emoções, de lembranças, que tem esse poder de deslocar a memória e de recuperar a história e a identidade. “Além disso, se for feito todo o manejo das produções, o manejo da madeira, das sementes das plantas, é uma produção muito limpa. É uma produção que não polui, e onde, também, a inovação tecnológica desemprega muito pouco, porque todo o processo é feito à mão. É uma atividade que não tem como ser realizada sem as mãos”, avalia. 

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