Das 5 cidades escolhidas para sediar Conmebol, só Manaus e Brasília deverão abrir as portas para os jogos

Das 5 cidades brasileiras escolhidas como sedes dos jogos da Copa América, duas já declinaram.

Os governadores Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, e Paulo Câmara, de Pernambuco, já disseram que Natal e Recife não tem condições epidemiológicas para receber o evento que já foi negado pela Argentina e pela Colômbia.

Os gestores do Maracanã, estádio do Rio de Janeiro apontado para sediar a final, e ainda com público, avaliam que abrir as portas para um campeonato internacional em uma das fases mais preocupantes da pandemia no Rio de Janeiro pode passar sinal ruim.

As outras duas cidades são Manaus – onde a pandemia foi mais cruel – e Brasília.

O governo do Amazonas, que bem pouco tempo atrás pediu socorro a governadores de vários estados na tentativa de salvar vidas no estado onde sequer havia oxigênio, afirmou que não recebeu notificação oficial sobre os jogos, mas admitiu conversar sobre o assunto.

A outra cidade é Brasília, que segundo o governador Ibaneis Rocha, ‘não tem resistência’.

Senadores da CPI da Covid criticam Conmebol no Brasil: “escárnio, insanidade, afronta, surreal, deboche, estupidez”

Relator da CPI da Covid, Renan Calheiros disse que a decisão do Brasil de sediar os jogos da Copa América é um”escárnio”. O senador chamou o torneio de “campeonato da morte”.

O senador Humberto Costa (PT-PE) definiu a posição do governo de “insanidade do presidente Jair Bolsonaro”.

“Enquanto o povo cobra movimentos do governo no caminho da vacinação, Bolsonaro dá mais uma demonstração de descaso e insanidade confirmando a Copa América no Brasil. Os governadores devem se posicionar no sentido contrário. É mais um grande absurdo desse governo”, disse Costa, senador de Pernambuco, onde o governo já decidiu que não aceita sediar jogos como está no script da Conmebol.

“Se realizado, o evento será uma afronta às mais de 450 mil vidas que perdemos para a Covid-19 no Brasil”, afirmou Randolfe Rodrigues (Rede), vice-presidente da CPI.

“Quase 1 ano para responder a oferta de vacinas da Pfizer e menos de 24 horas para responder a oferta da Conmebol para realizar a Copa América no Brasil. Qual a prioridade deste governo?”, questionou o senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe.

“Surreal que um governo que ignore compra de vacinas numa pandemia mundial responda tão rapidamente um pedido para realização de um evento internacional no país. A Copa América no Brasil é um deboche e um desrespeito com as 460 mil famílias em luto no país”, afirmou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

“Já tivemos presidentes conhecidos por ‘atravessar a rua para pisar na casca de banana do outro lado’. Bolsonaro segue a mesma linha. Não existe nenhuma lógica em aceitar a realização da Copa América em plena pandemia, com risco de 3ª onda. A estupidez realmente não tem ideologia”, escreveu em uma rede social o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE).

Do Blog de Thaisa Galvão

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