Comissão Norte-riograndense do Folclore faz desagravo à estátua de Câmara Cascudo

Representantes da Comissão Norte-riograndense do Folclore fizeram, nesta quarta-feira (4), um ato de desagravo pelo ato de vandalismo à estátua de Câmara Cascudo. Participaram do ato, o escritor e folclorista Gutenberg Costa, Severino Vicente, da Comissão Nacional de Folclore, o escritor e ator José Rodrigues e o ator Beto Vieira, gravaram um vídeo de desagravo, que pode ser acessado no YouTube

Escritor e folclorista Gutenberg Costa se emocionou durante a gravação de desagravo

A estátua do Memorial Câmara Cascudo, foi alvo de um ato de vandalismo. O monumento, que fica em frente ao prédio, amanheceu pichado nesta segunda-feira (2). As mãos da estátua foram pintadas em vermelho e no piso foi escrito “fascistas não passarão“.

Luís da Câmara Cascudo foi um historiador, sociólogo, musicólogo, antropólogo, etnógrafo, folclorista, poeta, cronista, professor, advogado e jornalista potiguar. Ele nasceu em 30 de dezembro de 1898, em Natal, e morreu em 30 de julho de 1986, também na capital potiguar.


Ele é conhecido como um dos maiores folcloristas do Brasil. Autor de uma obra de destaque na área do folclore e da etnografia, com destaque para o Dicionário do Folclore Brasileiro.

Neta do historiador e presidente do Instituto Câmara Cascudo, Daliana Cascudo tomou conhecimento sobre o caso em contato com a reportagem da TRIBUNA DO NORTE e informou que vai se posicionar após averiguar os danos à estátua do avô.

NOTA

Na qualidade de representantes legais do Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo, instituição privada mantenedora do seu acervo e responsável pela preservação do seu legado cultural, vimos a público manifestar nossa mais profunda indignação diante da pichação feita na estátua de Câmara Cascudo que encontra-se em monumento localizado em frente ao Memorial Câmara Cascudo. 
O ato de vandalismo expressa o total desconhecimento sobre a vida do homenageado e sobre sua obra repleta de brasilidade tendo por objeto de estudo o povo e todas as suas manifestações. 
Por se tratar de prédio público cuja administração está a cargo da Fundação José Augusto, solicitamos aos mesmos que sejam adotadas medidas urgentes no sentido de recuperar os danos ao patrimônio histórico do Rio Grande do Norte. 
Apoiamos a livre expressão de pensamento, mas repudiamos qualquer ato de vandalismo que venha a danificar bem histórico e macular a imagem de Luís da Câmara Cascudo. 

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