Bolsonaro faz nova ameaça ao Judiciário sobre eleições: “Dois ou três não decidirão como serão contados os votos”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a lançar dúvidas sobre as eleições nesta quarta-feira (30/3), durante discurso em cerimônia de inauguração de uma estação de trem em Parnamirim (RN).

Sem citar nomes, o mandatário disse: “Pode ter certeza de que, por ocasião das eleições, os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos”.

Desde 2021, Bolsonaro entra em embates com três ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Luís Roberto Barroso (ex-presidente da Corte), Edson Fachin (atual presidente) e Alexandre de Moraes (que irá presidir o tribunal no pleito de outubro).

O chefe do Executivo passou meses lançando dúvidas sobre o sistema eletrônico de votação, sem apresentar provas. Em agosto, a Câmara dos Deputados impôs uma derrota ao presidente ao rejeitar a PEC do Voto Impresso.

Ele disse que os votos das eleições serão contados, sem explicar como,já que o voto impresso foi derrubado pelo Congresso em meio a discursos golpistas do presidente da República.

Nesta quarta, Bolsonaro fez críticas indiretas a ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Podem ter certeza que, por ocasião das eleições de 2022, os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos”, disse, em referência a Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE; Edson Fachin, o atual; e Alexandre de Moraes, que será presidente nas eleições.

“Defendemos a democracia, a liberdade e tudo faremos até com sacrifício da nossa vida para que esses direitos sejam relevantes e cumpridos pelo nosso país”, afirmou Bolsonaro, que aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, bem atrás do ex-presidente Lula (PT).

Mais tarde, ao participar de um outro evento na cidade de Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, Bolsonaro voltou a fazer referência à contagem dos votos.

“Teremos sim eleições limpas por ocasião do mês de outubro do corrente ano. Não podemos admitir que três ou quatro pessoas definam ou decidam como venha ser essas eleições. A alma da democracia é o voto e a contagem dele faz parte dessa alma”, afirmou.

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