Alexandre de Moraes determina extradição e prisão preventiva de Allan dos Santos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos e que o Ministério da Justiça inicie imediatamente o processo de extradição. As informações são da TV Globo.


O blogueiro está nos Estados Unidos. Ele deixou o Brasil e teria entrado em território norte-americano com visto de turista, que estava vencido desde fevereiro.


Então o ministro ordenou ainda que a Polícia Federal inclua o mandado de prisão na lista da Interpol, para garantir que Santos seja capturado e retorne ao Brasil. Também foi acionada a Embaixada dos Estados Unidos.
A decisão, do último dia 5 de outubro, atende a um pedido da PF.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra, segundo a Globo.
Allan, um dos aliados mais próximos da família Bolsonaro, é  investigado no Supremo em dois inquéritos: o que apura a divulgação de fake news e ataques a integrantes da Corte e também no que identificou a atuação de uma milícia digital que trabalha contra a democracia e as instituições no país.


A Polícia apontou ao STF que o blogueiro, “a pretexto de atuar como jornalista”, assumiu a condição de um dos organizadores de um movimento que pode ser financiado com recursos públicos a partir de sua interlocução com a família presidencial e parlamentares bolsonaristas.


Para a PF, a conduta de Allan pode configurar crimes de integrar organização criminosa, ameaça, crime contra a honra e incitação à prática de crimes, entre outros.


A delegada Denisse Ribeiro, da PF, afirmou que um dos principais motivos para Allan dos Santos integrar o grupo que divulga as mensagens antidemocráticas é “fazer dinheiro”.


Os investigadores dizem que, mesmo nos Estados Unidos, a conduta criminosa do blogueiro não parou e que a prisão é necessária para garantir a ordem e as investigações que estão em curso.


Foi identificado que Santos, em solo americano, se associou a pessoas ligadas aos violentos atos criminosos que ocorreram no começo deste ano, no prédio do Capitólio, em Washington, e que buscavam contestar o resultado das eleições americanas. Ele teria estado pessoalmente nos atos.

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