Dia: 16 de junho de 2021

Jovem potiguar vende lanches para alcançar sonho de estudar mestrado em Portugal e recebe doação R$ 21 mil, de anônimo

Reportagem do portal G1-RN nesta terça-feira(15) traz uma bela história de força de vontade. Como personagem, a potiguar Clévina Holanda Dantas, 23 anos, aprovada para fazer um curso de mestrado pelo Instituto Politécnico de Coimbra, Portugal, que teve a ideia de vender sanduíches para custear a viagem e os estudos, ao longo de 2 anos. “Troco sanduíches para realizar um sonho. Estamos há 2.230 sanduíches de distância”

Pensando nisso, criou uma página nas redes sociais , onde as pessoas podem ajudá-la ‘trocando’ um sanduiche por um sonho. nNa página, ela faz um apelo: ” Tenho uma grande oportunidade e quero muito vivê-la! Mas para isso, preciso de sua ajudinha”, escreveu Clévina na descrição do post.

A estudante calculou que precisava vender um total de 2.230 sanduíches para custear o mestrado. E na página mantém atualizada a quantidade de sanduíches que faltam para alcançar seu sonho.

A campanha começou no dia 10 de junho e a estudante tem vendido cerca de 35 sanduíches por noite. Clévina conta que tem ajuda da mãe e do noivo para produzir os sanduíches “Sem eles eu jamais conseguiria, eu os amo muito e sou muito agradecida” relatou.

Leia matéria na íntegra AQUI.

Após a estudante mossoroense Clévina Dantas Holanda agradecer através de vídeo postado nas redes sociais a doação recebida, o mesmo advogado, leitor do Blog do BG, que havia feito a primeira doação de R$ 10 mil realizou outro depósito, agora de R$ 11 mil, valor que garantirá o pagamento completo do mestrado que a estudante fará no Instituto Politécnico de Coimbra, em Portugal.

Assim, o que ela arrecadar com a venda dos sanduíches vai ajudar a bancar custos extras relacionados ao mestrado e estadia, por exemplo. Ao fazer a segunda doação, o advogado só pediu uma coisa em troca, que ela ajude a família e as pessoas em torno dela.

Do blog do BG

Reivindicação da vereadora Silvânia é atendida pela Prefeitura Municipal

Calçadão beneficiar os adeptos de caminhadas – Foto: Assecom PMSJM

A Prefeitura Municipal de São José de Mipibu por meio da Secretaria Municipal de Obras, segue com os trabalhos nas comunidade da Rocinha e Pau Brasil, que atende reivindicação da vereadora Silvânia Gomes da Silva (Solidariedade).

No mês de fevereiro, a parlamentar encaminhou requerimento ao prefeito José de Figueiredo solicitando a construção de um calçadão, para caminhadas, na Avenida Moizaniel de Carvalho (à margem do Residencial Mipibu), com arborização e iluminação, no bairro de Pau Brasil.

Atendendo o pleito da vereadora, a Prefeitura Municipal vem executando os serviços do calçadão para caminhada, beneficiando, principalmente, os moradores residentes naquele bairro de Pau Brasil e adjacências. Com a urbanização do local, melhorará a paisagem, onde antes, era um lixão à céu aberto, além de incentivar à prática de atividades físicas.

Calçadão mudará imagem, onde antes era um lixão. Foto: Assecom PMSJM

Para a vereadora Silvânia, “o calçadão de caminhada que beneficia Rocinha e Pau Brasil é um projeto de campanha, que coloquei requerimento na Câmara Municipal, pois o mesmo solucionou dois problemas: acabar com um lixão que era feito na entrada do bairro e ao mesmo tempo serve para as pessoas se exercitarem”

Antes, o local servia para os moradores depositarem lixo doméstico – Foto: Silvânia

E adianta: “Estou muito feliz pois o nosso prefeito José Figueiredo e o secretário de Obras, Alexson Adriano, atenderem nosso pedido e a obra está sendo executada”.

Vereadora Silvânia Gomes – Foto Facebook

O prefeito José de Figueiredo Varela realizou inspeção das obras nesta quinta-feira (10), e afirmou que outras comunidades também irão receber o benefício. “É a primeira de muitas ações nesta região e em outras comunidades, levando uma estrutura moderna de urbanização e oferecendo mais qualidade de vida aos mipibuenses aonde quer que residam no nosso município. É compromisso da nossa gestão mudar a cara das comunidades e estamos focados nisso.” Disse o prefeito

Câmara Municipal de São José de Mipibu entra em recesso parlamentar

Fotos: AssecomCMSJM

A Câmara Municipal de São José de Mipibu entrará em recesso parlamentar, no próximo dia 20 de junho e retornarão os trabalhos legislativos, dia 13 de julho. Serão 20 dias de recesso, neste primeiro semestre.

Na manhã desta terça-feira (15), ocorreu a 20ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de forma hibrida, presidida pela vice-presidente, vereadora Verônica Senra (MDB).

A sessão foi marcada pelos seis primeiros meses da atual legislatura e mostrou que os vereadores tem unido esforços para melhorar a qualidade de vida da população mipibuense e atender as suas expectativas.

A produção legislativa do primeiro semestre de 2021 que são: requerimentos, projetos de lei e indicações, mostra que de fato, os vereadores tem se mobilizado na tarefa de indicar melhorias ao Executivo, para que sejam executadas ações de interesse da população mipibuense.

A Câmara trouxe temas importantes, entre eles, palestras sobre o trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Semthas), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Também recebeu a diretoria executiva da rede Supercoop que está com projeto de expansão para que a empresa se instale no município.

O projeto Câmara Cultural,  também marcou os trabalhos legislativos nesses seis meses. E em momento de pandemia deu atenção a classe artística mipibuense, com a realização da Live Solidária na qual diversos artistas mipibuenses se apresentaram no canal do Youtube da Câmara Municipal e com o resultado positivo de mais de 5 mil visualizações e mais de 80 famílias beneficiadas diretamente.

BALANÇO DA ATUAÇÃO

Indicação – Neste primeiro semestre foram apresentadas e aprovadas 147 indicações pelos vereadores. As indicações foram feitas para sugerir ao Executivo Municipal, melhorias em todas as áreas: infraestrutura, saúde, segurança. esporte/lazer, transito, etc.

Requerimento – Foram apresentados e aprovados 216 requerimentos que contemplam diversas áreas do município.

Projeto de Lei – Foram apresentados e aprovados, 34 projetos, beneficiando diversos setores da sociedade, mas com um olhar mais atento para a saúde, nesse período da pandemia do  novo Coronavírus.

A presidente da Câmara, vereadora Carla Simone, destacou o desempenho dos vereadores nesse primeiro período, que foi de muita união, trabalho e compromisso sempre em busca do melhor para a população mipibuense.

Deputados aprovam projeto de Ezequiel Ferreira que regula off road no RN

Foto: Eduardo Maia

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou na sessão plenária desta quarta-feira (16) o Projeto de Lei 131/2021 de autoria do presidente da Casa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), que estabelece diretrizes sobre a regulamentação de atividades off road, reconhecendo a atividade como esporte de aventura e radical de importante valor cultural e turístico para o RN. A matéria foi aprovada por unanimidade, com 21 votos favoráveis, e agora segue para a sanção ou veto da governadora Fátima Bezerra (PT). 

“Importante parabenizar todos os seguimentos envolvidos neste debate pela construção de um consenso. Esta é a casa do diálogo, e todos sentaram à mesa, discutiram, aperfeiçoaram a proposta e trouxeram sugestões de emendas. O entendimento é sempre o melhor caminho para aprimorarmos acima de tudo a política do RN. O projeto é um benefício que a Assembleia está fazendo em defesa da população do RN, que utiliza as trilhas e o nosso litoral, seja bugueiro ou praticante de off road”, disse Ezequiel Ferreira, enaltecendo a emenda aglutinativa apresentada de forma consensual pelo próprio parlamentar e pelos deputados Kelps Lima (SDD) e Coronel Azevedo (PSC).

Relator da proposta, o deputado Gustavo Carvalho (PSDB) também destacou a proposta única construída após semanas de diálogo entre os setores envolvidos. “Mostra o equilíbrio da Assembleia Legislativa em uma discussão importante para o Estado”, completou.

Já Coronel Azevedo ressaltou o fato do projeto “regulamentar uma atividade importante para o turismo do Estado, por dar mais segurança para os envolvidos e permitir que estes também frequentem a natureza do RN de forma regulamentada e segura”. 

O deputado Kelps Lima demonstrou satisfação com a aprovação da matéria em formato consensual. “Parabenizo pela forma democrática como processo foi conduzido na Assembleia, infelizmente sofremos com as fake news e radicalismos de alguns envolvidos na questão, mas chegamos a um consenso”, afirmou.

Para o deputado George Soares (PL), a proposta apresentada por Ezequiel resolve um antigo problema que já cobrava uma solução há algum tempo. “Regulamenta o passeio turístico que gera emprego e renda para bugueiros, trabalhadores, e também para a iniciativa privada, os off roads, pessoas que compram seus equipamentos, também fomentam a economia do RN, gerando ICMS e empregos. Havia luta histórica de desentendimento entre as duas atividades pelo mesmo espaço. RN não poderia ficar de fora de regulamentar essas atividades e de construir essa união”, destacou.

Ubaldo Fernandes (PL) relatou que por diversas vezes foi procurado por representantes do Sindicato dos Bugueiros e, sempre que necessário, foi recebido pelo presidente da Casa, Ezequiel Ferreira para debater o assunto e encontrar um entendimento. “Parabenizo o presidente pela serenidade com que conduziu o assunto. Ezequiel deu tempo ao diálogo, foi sensível, e chegou a consenso importante para o RN. Regulamenta sistema de lazer e entretenimento, não prejudica aqueles que há tempos fazem com que turismo do RN seja essa máquina de desenvolvimento”, disse.

Quem também parabenizou o presidente da Casa pela iniciativa foram os deputados Tomba Farias (PSDB), Cristiane Dantas (SDD), Hermano Morais (PSB), Isolda Dantas (PT) e Nélter Queiroz (MDB).

Fotógrafo João Maria Alves lança exposição “Dunnas”, por live


No próximo sábado (19), às 10h, acontecerá a live de lançamento do mais novo espaço de exposições do Mercado de Petrópolis. Na ocasião ocorrerá, também, o lançamento da exposição “Dunnas”, do fotógrafo potiguar João Maria Alves.


O live de lançamento vai ser transmitida através do Instagram do coletivo daFOTO!. A escolha por um formato virtual foi pensado para evitar aglomerações,  fazendo uso dos protocolos de segurança devido ao novo corona19. 


Com curadoria dos fotógrafos Henrique José e Meysa Medeiros, o evento conta com o apoio do Mercado de Petrópolis, Mercado da FOTO, Portal Pantim e o Coletivo daFOTO!. O evento ficará disponível para visitação até o dia 14 de agosto.


HORÁRIO DE VISITAÇÃO – Segunda a Sexta-feira das 8h às 17h. Aos sábados, de 8h às 12h.

ARTIGO: As paróquias na pandemia e pós…

Pe. Matias Soares

Pandemia nos coloca em estado de crise. Já faz parte da constatação comum o fato de que, o que é humanamente e globalmente instituído está sofrendo as consequências dos malefícios causados pela pestilência. Estamos imersos numa situação de anormalidade que tem uma causa definida: é um vírus para o qual ninguém estava preparado. A humanidade tecnocrática e individualista, marcada por um comportamento autossuficiente e consumista, depara-se com a desconstrução do que é estrutural, no campo da economia, da política, da cultura e, ainda mais, no do ordenamento sanitário. A conjuntura eclesial, por está situada no tempo e no espaço, com sua historicidade humana e divina, sofre também as consequências deste momento atípico.

Nessa nova ordem assistêmica, que nos é posta, uma hermenêutica do sujeito faz-se necessária. Juntamente com as estruturas, a identidade subjetiva da condição humana está em colapso. Uma nova trajetória epistemológica está para ser reformada. Juntamente com as sequelas corporais, o vírus deixa as psicológicas e as espirituais. Há uma desconstrução psicossomática. Nesse incerto mundo novo, as questões existenciais passam a ser mais uma vez objeto de análises e questionamentos. Novos estilos devem ser construídos para que existam constituições de realidades novas. A maratona para essa utopia, acompanhados pelos sonhos e novidades promissoras, faz-se necessária. Ela vai existir com possibilidades ignotas. Os mais previdentes terão uma chance remota de galgar terras até então inóspitas. Ainda estamos a saber qual itinerário será percorrido.

Na vanguarda deste tempo sombrio alguém tenta nos oferecer pistas. A referência é o Papa Francisco. Até o momento, é o único líder mundial que nos indica uma luz. Basta lermos a Fratelli Tutti, que trata “sobre a fraternidade e a amizade social”. Segundo ele, “enquanto redigia esta Carta, irrompeu de forma inesperada a pandemia da Covid-19, que deixou descobertas as nossas falsas seguranças. Apesar das várias respostas que deram os diferentes países, ficou evidente a incapacidade de agir em conjunto. Embora estejamos superconectados, verificou-se uma fragmentação que tornou mais difícil resolver os problemas que afetam a todos. Se alguém pensa que se trata apenas de fazer funcionar melhor o que já fazíamos, ou que a única lição a aprender é que devemos melhorar os sistemas e regras já existentes, está negando a realidade” (FT, 7). Podemos considerar este documento do magistério social da Igreja como uma riquíssima pista de reflexão e ação para a humanidade, neste momento crítico da história contemporânea. Ela é uma carta, que nos faz ver a realidade, julga com o Evangelho (FT, Cap. II) e nos mostra que a fraternidade para a qual nos chama Jesus Cristo é o que promoverá a amizade social e via para a existência de um mundo melhor.

Uma nova construção programática é uma esperança a ser germinada. Assim, como depois da II guerra mundial, a civilização volta-se para ordenar, a partir da extinção da pandemia, os outros tantos mecanismos que possibilitam a vida em sociedade. Na Igreja, essa intenção ainda está arrefecida nas mentes de muitos que constituem o coletivo; principalmente da parte de vários ministros ordenados, que institucionalmente foram ‘acostumados’ a ter as seguranças proporcionadas pelo arcabouço do que foi construído historicamente. Muitos esperam a volta do normal, como se esse pudesse ser definido. As anomias do tempo presente, sem um referencial paradigmático ao qual podemos nos agarrar, nos deixam inseguros para o futuro que desejamos.

O Papa Francisco nos traz, mais uma vez, luzes, ao descrever a situação como “uma tragédia global que despertou, por algum tempo, a consciência de sermos uma comunidade mundial que viaja no mesmo barco, em que o mal de um prejudica a todos. Nos recorda que ninguém se salva sozinho, de que só é possível salvar-nos juntos” (FT, 32). Continua ele, afirmando que “a tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades” (Idem). A situação é de extrema complexidade. Mas assim como o contexto nos coloca diante das possiblidades de ‘nulidade’, e eis aí a situação de crise, este também pode ser uma via de ressignificação direcionada pela possibilidade de valores como o cuidado pelo outro, a afirmação da compaixão (Idem. FT, cap. II) na relação com os que encontramos pelo caminho da nossa existência e da história. Parando para contemplar os sinais dos tempos, a partir do Evangelho, conseguiremos qualificar a condição humana e o ethos eclesial com as marcas virtuosas da verdade, da justiça e do amor ao próximo.

Quando fazemos a memória da história e tomamos um outro pronunciamento do Sumo Pontífice no ‘Encontro com os participantes do V Congresso da Igreja Italiana’, em 10 de novembro de 2015, no qual ele afirma que “só podemos falar de humanismo a partir da centralidade de Jesus, descobrindo n’Ele os traços do autêntico rosto do homem, temos ainda mais elementos para embasar a nossa perspectiva. É pela contemplação da face de Jesus morto e ressuscitado que recompõe a nossa humanidade, inclusive daquela fragmentada pelas dificuldades da vida, ou marcada pelo pecado, que nos imbuímos de profunda convicção acerca da nossa responsabilidade neste momento desafiador para todos os povos. Não devemos domesticar o poder da face de Cristo. A face é a imagem da sua transcendência. É o misericordiae vultus. Deixemo-nos olhar por Ele. Jesus é o nosso humanismo. Deixemo-nos inquietar sempre pela sua pergunta: ‘Vós, quem dizeis que eu sou?’” (Mt 16, 15), podemos, com ele, assumir três sentimentos que podem ser marcas da vocação cristã para esta fase peculiar da história e atitudes civilizatórias deste possível ‘novo humanismo’, a saber: humildade, abnegação e bem-aventurança. Essas são três vias que considero atualíssimas para este tempo em que, a partir do significado da Kenosis Cristológica, a Igreja é chamada a ser e estar inserida nos dramas humanos que nos são postos pela pandemia. De acordo com Francisco:

uma Igreja que apresenta estas três características – humildade, abnegação e bem-aventuranças – é uma Igreja que sabe reconhecer a ação do Senhor no mundo, na cultura, na vida diária das pessoas. Já disse mais de uma vez e repito-vos de novo hoje: ‘prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos’” (EG, 49).

A tragédia causada pela peste tem nos condicionado a repensarmos as nossas estruturas eclesiais. Como já foi assinalado no título, o nosso olhar volta-se para a situação das paróquias. É nelas que ‘acontece’ a vida cristã e eclesial. Ainda não foi cogitada uma outra realidade que as substituam. Desde o IV século da era cristã, tem sido por meio delas que a vida da Igreja vem existindo até os nossos dias. Pela sua capilaridade católica e orgânica, as mesmas ocupam um papel de primazia na veiculação da Palavra de Deus, a vida sacramental e a ação caritativa da vida eclesial. Sobre as mesmas escreveu o Papa Francisco, a saber:

“A paróquia não é uma estrutura caduca; precisamente porque possui uma grande plasticidade, pode assumir formas muito diferentes que requerem a docilidade e a criatividade constantemente, continuará a ser ‘a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas’. Isto supõe que esteja realmente em contato com as famílias missionária do Pastor e da comunidade. Embora não seja certamente a única instituição evangelizadora, se for capaz de se reformar e adaptar e com a vida do povo, e não se torne uma estrutura complicada, separada das pessoas, nem um grupo de eleitos que olham para si mesmos. A paróquia é presença eclesial no território, âmbito para a escuta da Palavra, o crescimento da vida cristã, o diálogo, o anúncio, a caridade generosa, a adoração e a celebração. Através de todas as suas atividades, a paróquia incentiva e forma os seus membros para serem agentes da evangelização. É comunidade de comunidades, santuário onde os sedentos vão beber para continuarem a caminhar, e centro de constante envio missionário. Temos, porém, de reconhecer que o apelo à revisão e renovação das paróquias ainda não deu suficientemente fruto, tornando-as ainda mais próximas das pessoas, sendo âmbitos de viva comunhão e participação e orientando-as completamente para a missão” (EG, 28).

  Este é o ensinamento mais atual que temos sofre a missão e a importância das paróquias. Juntamente com o que apresentamos antes disto, na Fratelli Tutti e no discurso pontifício aos participantes do Congresso italiano, podemos ter algumas indicações sobre o caminho a ser percorrido pela Igreja, a partir da dinâmica destas células eclesiásticas, na situação e conjuntura hodiernas. Com os referenciais para a vivência de um Novo Humanismo e com as prerrogativas pastorais a serem seguidas nas orientações dadas na Alegria do Evangelho, talvez tenhamos já algo a ser esboçado para nos adequarmos ao ‘novo normal’, sem saudosismo, nem ingenuidades fantasiosas e práticas alienantes das pessoas, como temos acompanhado em muitas destas comunidades. Uma ação missionária e pastoral, com possíveis atualidades e respostas a inquietações justas, está a exigir de todos nós, seres humanos e cristãos, membros destes corpos eclesiais, racionalidade, mística e testemunhos.

Por fim, temos que avançar pelas vias da contemplação e do discernimento evangélicos, que nos levarão à leitura dos novos sinais dos tempos. A Igreja continua a ser Sacramento Universal de Salvação. A sua vocação é testada em momentos de crises, como os atuais. O seu conteúdo sempre será o que está contido no Evangelho. É interessante como nada do que é sinalizado pela Palavra de Deus está estranho aos sofrimentos que assolam a vida dos seres humanos. A situação de padecimento da humanidade pode ser lida, interpretada e respondida já no desenrolar da vida de Jesus Cristo, especialmente no que é sintetizado no Mistério Pascal. É no cotidiano da paróquia, onde diariamente deve ser celebrado esse centro gravitacional, que é o Mistério da Fé e que tem uma razão cosmológica, que podemos encontrar a força e o sentido da existência cristã e, por isso, também antropológico. Assim o seja!