Mês: maio 2021

DISCORDANDO DA NATUREZA

Nadja Lira – Jornalista – Pedagoga – Filósofa

Desde os meus tempos de criança ouço dizer que a natureza é sábia, mas para mim, esta afirmação tem controvérsias. A primeira delas diz respeito ao crescimento dos cabelos e das unhas, o que ocorre diariamente. Sabe-se que o homem das cavernas mantinha os cabelos compridos, entre outros fatores, para proteger o corpo. As unhas, por sua vez, ajudavam a fazer às vezes de garfo e faca e ajudar na alimentação.

Atualmente, por uma questão de higiene e estética é necessário que as pessoas mantenham seus cabelos e unhas aparadas e limpas. Mas estes continuam a crescer independentemente da nossa vontade, mesmo que a necessidade deste crescimento seja dispensável.

Nossos dentes, entretanto, que são muito mais necessários, uma vez perdidos não há como se recuperar. Depois que perdemos os dentes permanentes, a única alternativa é a de se ficar banguela. É claro que existe a possibilidade de se fazer um implante dentário. Mas esta é uma alternativa que custa “os olhos da cara”, e, portanto, não está acessível para a maioria das pessoas.

Questiono a sapiência da natureza neste aspecto: por que cargas d’água as unhas e os cabelos que não são tão necessários à sobrevivência humana, não podem ser recuperados enquanto que com os dentes a história é bem diferente? Depois que caem prejudicam seriamente nossa mastigação e ainda tem um agravante: tira a nossa vontade de sorrir.

Outro ponto que me leva a duvidar desta propalada sapiência da natureza, está relacionada ao fato das pessoas crescerem e engordarem. Por que é que a natureza controla a nossa altura e não controla nossa capacidade de engordar?

Conheço uma infinidade de pessoas que gostaria de ter crescido pelo menos 10 centímetros a mais, mas a natureza não permitiu. Estas pessoas, porém, precisam se submeter a dietas rigorosíssimas para manter o peso equilibrado.

Sendo sábia como se apregoa, a natureza deveria fazer com o peso, o mesmo que faz com a altura: se ela permite que a pessoa cresça somente até determinado ponto, então deveria fazer o mesmo com o peso permitindo que a pessoa chegasse ao peso ideal para a sua altura e então não precisaria engordar mais.

Esta, sem dúvida, seria uma atitude sábia e que evitaria as filas intermináveis nos consultórios médicos para cuidar de casos de obesidade e aumento nas taxas de colesterol, triglicérides, glicose, etc. E ainda sem contar que enquanto um considerável grupo de pessoas evita comer para se preservar destes problemas, outro contingente não come porque não têm acesso aos alimentos.

Também não consigo entender por que a natureza concentra energia demais nas crianças, que correm, pulam, gritam, caem, levantam e começam tudo de novo, enquanto os adultos, que devem correr atrás destas crianças, mal se aguentam nas pernas.

O resultado desta disparidade pode ser visto no fim do dia: as crianças dormem feito uns anjinhos, enquanto os adultos mais parecem farrapos humanos de tanto cansaço. Neste ponto, me parece que a natureza não foi tão sábia dotando as crianças com energia demais e os adultos com energia de menos. Portanto, até que me provem o contrário, eu discordo da sabedoria da natureza.

A moça do feijão verde

Foto ilustrativa

Júnior Rebouças – É escritor e radialista. Reside em São José de Mipibu/RN

João Rezende, cinquentão, funcionário bem sucedido, gerente de grande banco, chegou ao limite do estresse em sua atividade laboral e antecipou a aposentadoria.

Ao se ver sem a velha rotina e longe das pressões diárias e horários, por um tempo, ficou meio perdido sem saber o que fazer. Só as caminhadas não eram mais suficientes. Em um período de seis meses, escolheu uma cidade pequena próxima à capital, comprou uma casa, fez as reformas necessárias que imaginava, montou um pequeno escritório e tudo mais que era preciso pra viver com sua amada esposa, naquele pensado paraíso escolhido.

Preparou uma residência pequena, de um quarto, cozinha americana, tudo adaptado ao que queria, alpendrada por completo, em um terreno com 40 metros de frente e 20 de fundo, ideal para o que desejava fazer: uma horta, cuidar de plantas, de cachorros, um minúsculo galinheiro e terminar seu interminável livro. Um romance que há cinco anos, vinha tentando pôr um final.

Foto ilustrativa

Ele só esqueceu um detalhe: não era aquilo que sua amada queria.

Sua esposa simplesmente não acreditou, quando João Rezende avisou que, a partir daquele dia, iria morar na cidadezinha do interior que havia escolhido. Por cerca de três meses já vinham debatendo a enorme vontade do marido aposentado, em se mudar. Não havendo um consenso mínimo que fosse, em nenhum momento. Pelo contrário, ficavam, com o passar do tempo, mais acaloradas e agressivas. Sendo assim, João Rezende, decididamente, saiu do apartamento amplo, com todo conforto possível, localizado em área nobre e foi morar sozinho no interior.

Na primeira semana e com a euforia da novidade, não sentiu tanto. Mas com o passar vagaroso do tempo, de vez em quando a solidão se chegava, tomando conta do espaço e o deprimia um pouco.

Em curtíssimo tempo, com sua humildade e simpatia peculiar, já havia conquistado quase toda a vizinhança.

Seu Toin, homem simples, trabalhador braçal, era o responsável pela manutenção das plantas, horta, algumas poucas galinhas, da limpeza e também dos cachorros. Viúvo, pai de três filhos, Ritinha com 25 anos, uma mulher exuberante, um tanto maltratada pela condição social e financeira, João com 14 e Pedro com 12, também muito bonitos, genética certamente herdada da mãe. Mas a atividade principal de Seu Toin, era a venda de feijão verde, onde todos os membros da família participavam ativamente daquele processo comercial, aos sábados, na feira da cidade.

A esposa de João Rezende, inicialmente, todo final de semana, ia ficar com ele na casa, o tempo foi passando e as visitas de final de semana, ficavam cada vez mais raras. Ao ponto da acumular três meses que não aparecia.

O que transparecia é que o marido, apesar de solitário, não sentia muita falta de sua amada.

Nesse tempo, João Rezende já estava totalmente adaptado com a realidade local, conheceu algumas pessoas e já transitava socialmente muito à vontade pela cidade.

Havia um boteco próximo de sua casa, onde os vizinhos, no finalzinho de tarde, início da noite, costumeiramente, se reuniam ao chegarem de suas atividades de trabalho. A conversa rolava solta, falavam de tudo, futebol, política, mulheres e muita fofoca… tanto é, que o local era chamado de “fofocão de Seu Manel”. Havia também outro atrativo, o “pau dentro” – uma bebida inventada pelo dono do boteco que misturava cachaça de primeira cabeçada, raízes de plantas e casca de troncos das árvores encontradas em matas da região. Duas doses já eram suficientes pra deixar o cidadão um pouco tonto. João Rezende já fazia parte desse meio e se sentia muito a vontade com aquilo tudo, apesar de diferenças sociais e intelectuais.

Foto ilustrativa

Mesmo fazendo algumas tentativas, nunca conseguiu dar um final na estória do seu livro. Em compensação se dedicava cada dia mais a escrever poemas falando de sua vida e tudo que o rodeava. Uma espécie de terapia literária.

Foto ilustrativa

Num belo domingo de sol, chegou na casa João Rezende, uma jovem chamada Ritinha, oferecendo feijão verde, pois no dia anterior, a feira havia sido muito fraca e necessitava vender um pouco mais. Ele comprou tudo que a moça levou. Conversaram um pouco. Ela agradeceu e ao se virar para ir embora, deu meia volta na cabeça e soltou um sorriso maroto, com certa malemolência em se ir.

Até aquela ocasião, João Rezende não havia desejado mulher alguma, não fosse a esposa. Os dias se passavam e começou a visitar a casa de Seu Toin, onde passava horas conversando. 

Entre ele e Ritinha, os olhares, as trocas de sorrisos, já não haviam como disfarçar… Com o tempo, pequenos afagos, as afinidades e as necessidades mútuas, estavam conduzindo para um amor meio suave, sem pressa nem arroubos.

A venda de feijão aos domingos, tornou-se hábito. Era o dia que se amavam e namoravam candidamente. Conversavam e quando Ritinha ia embora ele ficava feliz, meio abobalhado.

Num sábado chuvoso, após chegarem da feira, Ritinha se arrumou com a melhor roupa, mas não colocou seu perfume predileto. Chamou seu pai pra uma conversa, que não demorou muito e logo depois foi para casa de João Rezende.

Chegou com um sorriso largo e foi abraçada por seu amor, que achou estranho ela ter vindo num sábado. Ela na maior alegria, aos berros, disse que estava grávida. Ele parou atônito, franziu a testa, uma fração de segundo, totalmente parado. Em seguida começou a gritar, pular de alegria, se abraçaram, se beijaram e choraram muito. Ritinha já ficou lá naquela noite.

Foto ilustrativa

Pela manhã, João Rezende fez questão de ir na casa de Seu Toin, o casal fez o percurso com as mãos dadas e felicidade estampada no rosto. Um comentário de uma vizinha logo apareceu: – Assumiru hein, danadinha, sabia, minganaru não! Riram um pouco e seguiram.

Foto ilustrativa

Lá chegando, encontraram algumas pessoas na sala e os dois irmãos de Ritinha chorando ajoelhados, um de cada lado da cama de seu pai. No final da madrugada, quase clareando, Seu Toin havia sofrido um ataque cardíaco fulminante e falecido. Ritinha aos prantos, gritava: – Matei meu pai! 

De volta ao passado… (54)

Feira livre de São José de Mipibu, em frente ao Mercado Público. A Praça Desembargador Celso Sales ainda era com o antigo coreto, de forma circular. Observa-se o grande movimento. Na época, a feira de São José de Mipibu era, praticamente, a única dos municípios circunvizinhos, que para comercializarem seus produtos, além de adquirirem frutas, verduras e carne, vendidas nas bancas. Alguns imóveis vistos, ao lado do mercado, já foram demolidos e/ou reformados. A foto foi batida pelo estagiário americano, Ronald Skrabut, quando esteve aqui, atuando no Programa Brasil-USA, “Aliança para o Progresso”. Era o ano de 1967 e a foto, provavelmente, foi batida de uma das torres da centenária Matriz de Sant’Ana e São Joaquim. Lá se vão, 54 anos.

Um amigo solidário e alegre: Machadinho

Gutenberg Costa e Machadinho – Foto: Arquivo Gutenberg

                 

Gutenberg Costa – Escritor, pesquisador e folclorista.

Os meus amigos mais chegados já sabem que eu não gosto de hospitais e velórios. Falo sempre de bem e de minha gratidão aos poucos que me fizeram-me o bem, nas horas mais tristes de meu passado. Alguns já se foram e outros como eu, felizmente estão por aqui e ainda fazem verdadeiros gestos de irmandade. Digo que são irmãos e irmãs, os quais a dona Maria Estela não pariu. Tem muito mais do que meu sangue. Me adotaram com carinho e lhes sou muito grato. Não importam suas crenças e ideologias. Amigos são amigos! São santos e santas no meu antigo oratório de minha sala. Ai de quem vier ataca-los pela covardia em minha casa. Fizeram e fazem parte de minha vida, sem interesses e influências. Chegam com suas histórias e risadas e saem, com livros, nada mais! Digo sempre aos meus netos, que tenho muito orgulho de minhas antigas amizades…

Os ingratos não entravam na casa de minha mãe, como também não tomam café em minhas xícaras. Meus elogios, são em vida e gosto de visitá-los em suas moradas e em suas festas. Sempre os relembro, como seres especiais alegres e solidários, desde o meu tempo das grandes secas ou poucas invernadas. O que teria sido mim, sem esses padrinhos e madrinhas, que resolveram me dar ‘empurrões’ na escalada da vida do pobre menino da feira do Alecrim? Eu sem parentes importantes e sem dinheiro algum no finado BANDERN…

Hoje, muito abalado emocionalmente, vou falar pouco de um desses, que merecia um longo texto de gratidão. Mas, sei que ele me pediu esquecimento de suas ajudas: “Vamos mudar de prosa alemão…”.

Dia 26 de maio agora, encantou-se o ‘velho’ amigo jornalista, pesquisador e escritor João Batista Machado, o nosso estimado ‘Machadinho’, o qual conheci apresentado pelo seu conterrâneo e meu saudoso compadre de fogueira Celso da Silveira, em Natal, no início dos anos 80, da agitada política do RN. Dois grandes amigos e solidários durante alguns apertos de minha vida. Eles, constantemente, viveram ‘tramando’ o bem para os outros do rol de suas amizades. Em 1983, fui convocado por Machadinho para encontrá-lo em seu gabinete, na Assessoria de Imprensa, do então governador eleito, José Agripino. Conversa rápida e lembro de seu assombro com o valor que eu recebia, vendo o meu contracheque mensal na época: “‘Lucí’, ligue urgente para o Josemá Azevedo”. Naquela hora, desbancando toda a burocracia, eu já estava lotado em ‘sua’  recém assessoria. Ia ler diariamente os jornais de fora do Estado, com direito a levar para casa os encartes culturais e históricos, que saiam aos domingos: “Aqui você não vai carimbar nada. Vá ler e pesquisar à vontade. A prisão trabalhista acabou enquanto eu estiver aqui…”. Tudo era amizade e humor com Machadinho. Mais pai e irmão, do que chefe…

Machadinho ao lado de sua esposa, a jornalista Salésia Dantas
Foto: Blog Versos e Diversos

Com sua mania humorística de apelidar carinhosamente os seus agregados, eu passava a ser convocado a sua presença, com dois nomes do batismo machadiano: ‘O Homem da Imprensa’ ou ‘O Alemão’, alusão ao meu verdadeiro nome da pia batismal da Igreja de São Pedro do Alecrim. Era um exímio caricato verbal associando os nomes dos amigos a outros já famosos. Uma arte divina, só dele. Ninguém reclamava dos novos batismos, daquele xará do João Batista, que batizara o Jesus de Nazaré.

Machadinho – Foto: Gustavo Sobral

Chamava o amigo locutor Samuel Fernandes de, ‘Samuel Wainer’. O fotógrafo Ferreira, de ‘Ferreira Itajubá’. Enfim, todo mundo devidamente batizado e protegido por aquele que tinha o coração maior do que a sua querida e amada cidade do Assu. Não podia saber que alguém ali estivesse em situações aflitivas, de saúde ou de bolso. Chamava, sem alarde e ajudava em total sigilo. Ficava alegre ou triste, com os que estavam ao seu redor. Quando publiquei meus primeiros livros, dele só obtive incentivos e apoios. Não gostava de meus agradecimentos públicos aos seus gestos fraternos. Antes de ajudar alguém, pedia logo o segredo total de estado…

Fui, acho, a quase todos os lançamentos de seus livros, como ele aos meus. Quando soube que eu estava organizando os saudosos bailes a fantasia no Clube do Rádio Amador, juntamente com o incansável Temístocles, reservava previamente uma grande mesa para seus familiares. Lá, chegava sorridente ao lado de sua Salésia Dantas. Ela elegantemente vestida de Carmem Miranda e muito mais foliã do que o marido. Era a mesa mais animada e alegre do referido baile momesco. Estão guardadas aqui no meu baú as dezenas de fotografias desses momentos. Relíquias que guardarei como boas lembranças das alegrias carnavalescas.

Antigos Carnavais – Foto: Canindé Soares

Li recentemente alguns escritos sobre o amigo Machadinho, do seu conterrâneo jornalista Wellington Medeiros, destacando seu grande trabalho de pesquisa da nossa memória política dos anos 30 até a atualidade. Obras sem ataques e paixões. Diz o sincero amigo Wellington, entre outras verdades: “… Perde o RN – especialmente o Assu – um grande filho. E, nós, jornalistas, um grande colega, amigo, benfeitor solidário, especialmente nos momentos de incertezas”. Já o amigo jornalista Flamínio Oliveira, meu ‘antigo’ colega de trabalho, enviou-me sua frase realista e, ao mesmo tempo, amiga dos velhos tempos saudosos: “Machado era a unanimidade positiva no meio das divergências”.

Não terá livro que reúna em uma antologia o seu lado humano e fraternal aos que foram por ele ajudados, seja de uma maneira ou outra. Suas ‘tramas do bem’, como dizia e fazia o mestre Câmara Cascudo. Machadinho foi daqueles que temos o grande privilégio de chamá-lo um ‘amigo irmão’. Nunca o vi falando mal de ninguém e, muito menos, juntando desafetos em seu caminho. Veio ao mundo para dar risadas estridentes e congregar as amizades em torno de uma grande mesa, na qual a fartura e o bom humor eram aliados da sua solidariedade, tão rara nos dias atuais. Dividiu a sua alegria e o seu pão como um bom religioso. Foi além de um franciscano, sem vaidades e disputas. Em nossos encontros, ele me pedia para não agradecê-lo, mas não tinha jeito, já que dona Estela, ensinou-me ser grato, desde seus acalantos noturnos: “Xô xô pavão da ingratidão…”.

E por hoje, meus leitores e leitoras, aviso que poucos serão lembrados no futuro assim por mim, com tantas saudades e gratidões juntas! 

                       Morada São Saruê, Nísia Floresta/RN.

Saúde de Mipibu realizará mobilização de vacinação para grupo de comorbidades a partir dos 40 anos neste sábado (29)

A Secretaria Municipal de Saúde, realizará neste sábado (29), mutirão de vacinação para aplicação da primeira dose contra a Covid-19. Pessoas com comorbidades a partir dos 40 anos são o público alvo da ação, que acontecerá em frente à sede da Secretaria Municipal de Saúde, na Av. Pedro Ferreira, a partir das 8h, até ás 14h.

Com o mutirão, a equipe da Vigilância Epidemiológica espera acelerar o número de vacinados desta fase para poder expandir o mais breve possível as etapas estipuladas pelo Ministério da Saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde lembra que é necessário apresentar a documentação solicitada, como: RG, CPF, comprovante de residência, cartão de vacinação, laudo médico ou receita de medicação que comprove a comordidade, para receber a vacina, e que os agendamentos para o atual público alvo seguem sendo realizados nas Unidades Básicas de Saúde de todo o município.

CPI da Covid é protocolada na Assembleia Legislativa do RN

Foto: Eduardo Maia

Dez deputados estaduais assinaram e protocolaram nesta quinta-feira (27) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades nos contratos no período da pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Norte. A CPI é uma comissão temporária, destinada a investigar fato certo e determinado, que tem fundamento no art. 43 da Constituição Estadual. Assinaram a CPI os deputados Gustavo Carvalho (PSDB), José Dias (PSDB), Kelps Lima (SDD), Cristiane Dantas (SDD), Getúlio Rêgo (DEM), Tomba Farias (PSDB), Coronel Azevedo (PSC), Subtenente Eliabe (SDD), Nelter Queiroz (MDB) e Galeno Torquato (PSD).

De acordo com o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, ao presidente cabe a análise inicial do requerimento para verificação dos requisitos:

1) fato certo e determinado bem detalhado, referente a um acontecimento relevante para a vida pública, econômica e social, mas excluídos os fatos relacionados ao Governo Federal e aos Municípios em situação de intervenção;
2) quantidade mínima de assinaturas: 8 deputados;
3) prazo certo e não superior a 120 dias;

Após a análise dos fatos, o presidente deverá despachar:

a) mandando para publicação (se presentes os requisitos);
b) ou devolvendo ao deputado autor do requerimento por não ter descrito fato relevante, certo e determinado.

Se aprovado, o requerimento vai para Mesa Diretora fixar a quantidade de membros. Os integrantes da CPI serão nomeados por resolução, ouvidos os líderes e suas indicações. O presidente da CPI deverá ser eleito, a quem caberá a indicação do relator. Se o presidente for da maioria, deverá indicar o relator pela minoria, e vice-versa.

Os encaminhamentos da CPI da Covid serão divulgados através dos canais oficiais da Assembleia como o site al.rn.leg.br e nas redes sociais @assembleiarn e na Tv Assembleia RN, 10.3.

Diretor do HRMAB fala sobre Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

Nesta sexta-feira, 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna o diretor-geral do Hospital-Maternidade Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu, Denys Daniel da Silva,concedeu entrevista ao blog O ALERTA e ao Jornal da Olho D’água, sobre a data.

Segundo Daniel, “no início desse mês de maio, tivemos o lançamento do Plano Estadual de Redução da Mortalidade Materno Infantil, esse plano contempla recursos para os hospitais que tem esse perfil e a nossa maternidade se enquadra nisso”.

E adianta: fomos contemplados com 10 leitos neonatal e com equipamentos de saúde,  necessários para a melhoria do atendimento e a qualidade do serviço prestado, passamos a contar inclusive com serviço  de Ultrassonografia e um cardiotocógrafo (aparelho para avaliação não invasiva do bem estar fetal), tudo isso para melhorar a condição e assistência ao parto”.

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“O atual governo tem investido estrategicamente no que diz respeito a saúde da mulher e ao combate à mortalidade materna infantil. Só neste período do primeiro semestre de 2021, realizamos quase 4.000 atendimentos e 1.500 partos. Isso são números importantes e expressivos”, salienta Denys.

 A equipe do Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros se coloca a disposição de todas as gestantes e parturientes da 1° Região de Saúde, formada por 27 municípios, que necessitar de nossa assistência.

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE PÚBLICA

A Secretaria de Estado da Saúde Pública tem dado ênfase aos trabalhos em prol da redução da mortalidade materna no Rio Grande do Norte. Com a chegada do 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, a discussão do tema se torna ainda mais relevante.

No ano de 2020 até 2021, o Rio Grande do Norte contabilizou 28 óbitos maternos declarados e 37 óbitos por Covid, mostrando que a redução da mortalidade materna é ainda um grande desafio para os serviços de saúde, gestores e para a sociedade como um todo. É considerado óbito materno quando a morte de uma mulher ocorre durante a gestação ou até 42 dias após o término da gravidez, desde que não seja por causas acidentais ou incidentais.

Secretaria Municipal de Meio Ambiente fiscaliza revendedores ilegais de GLP

Fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano – Semurb, de São José de Mipibu, vêm realizando fiscalização junto aos revendedores ilegais de GLP, conhecido popularmente por gás de cozinha.

Segundo a secretária da Semurb, Aline Gonçalves, “a ação de fiscalização vem sendo executada, desde o dia 18 de maio, pela equipe de fiscalização da secretaria”.

Aline informou que “até o presente momento já foram notificados 35 revendedores, sendo a maioria, nas comunidades rurais, entre elas, Laranjeira do Abdias, Mendezinho, Arenã, Passagem de Cavalo,  Vale do Lírio, Japecanga e em alguns comércio , na sede do município”. A secretaria adiantou que a fiscalização irá cobrir toda área do município de São José de Mipibu. 

Na oportunidade,  os fiscais ambientais entregam aos revendedores de GLP, um informativo com as orientações para buscarem a regularização da atividade, bem como, informam que em caso de dúvidas, os interessados devem procurar a Semurb, na Prefeitura Municipal, para esclarecimentos ou ligar para 32733341

Profissionais da Educação do RN começam a ser imunizados a partir da próxima remessa de vacinas, diz governadora

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou nesta quinta-feira (27) que os profissionais da educação foram incluídos no plano de vacinação contra a Covid-19 e que vão começar a ser imunizados a partir da próxima remessa de doses que será entregue aos estados.

“Acaba de ser aprovado na CIT, a Comissão Tripartite, a inclusão dos trabalhadores da educação no grupo prioritário no plano de imunização pra ter início já na próxima semana”, disse a governadora no Twitter, sem ainda confirmar uma data no estado.

Segundo a gestora, uma nota técnica será encaminhada pelo Ministério da Saúde com as diretrizes para a imunização dos profissionais.

Poderão ser vacinados desde profissionais do ensino básico ao superior, assim como profissionais da rede pública e da rede privada.

“O início da vacinação já está previsto para a próxima remessa das vacinas a serem entregues aos estados. A cada remessa, a partir de agora, será destinada uma quantidade pra gente vacinar os trabalhadores de educação”, disse Fátima.

Vivaldo Costa pede desligamento de bloco partidário por não concordar com CPI

Deputado Vivaldo Costa ( PSB) – Foto: João Gilberto

O deputado estadual Vivaldo Costa (PSD) solicitou, na sessão desta quinta-feira (27) da Assembleia Legislativa, no horário destinado aos deputados, o desligamento do bloco partidário ‘PSD/PSC/DEM’, do qual faz parte. Além de Vivaldo, o bloco é formado pelos deputados Coronel Azevedo (PSC), Galeno Torquato (PSD) e Getúlio Rêgo (DEM). O parlamentar demonstrou indignação com o bloco por fazer parte de um grupo que assinou o requerimento com pedido de abertura de CPI para investigar a gestão da pandemia do governo Fátima Bezerra (PT).

“Olhei atentamente a lista de governadores citados pela CPI do Senado e não constava o nome da governadora do Rio Grande do Norte e por que ela não está? Porque não existe nada contra. Fátima é ficha limpa”, justificou Vivaldo, relatando que os governadores convocados pelos senadores, têm suas gestões sob suspeita a partir de investigações do Tribunal de Contas da União e da Polícia Federal.

“A CPI do Rio Grande Norte é politiqueira”, afirmou Vivaldo Costa, lembrando que a Casa tem uma CPI “que foi abortada sob argumento que teríamos que enfrentar a Covid. Assim foi adiada a CPI da Arena das Dunas”, disse Vivaldo, ressaltando que há uma “virulência” contra a governadora Fátima Bezerra. “Fiquei profundamente indignado. Peço desligamento do bloco tão grande é minha indignação”, atestou o deputado.

O parlamentar afirmou ainda que em mais de 40 anos na Assembleia Legislativa, nunca ninguém o viu tão indignado. “Contra Fátima Bezerra não existe nada, quais instrumentos a Assembleia vai ter mais além do Tribunal de Contas da União?”, concluiu Vivaldo Costa, lembrando que a CPI da Arena das Dunas foi adiada a partir de um requerimento do deputado Getúlio Rêgo.