Dia: 16 de maio de 2021

LONGE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE

Nadja Lira – Jornalista • pedagoga • Filósofa

Adolescente se encanta com muita coisa e na minha época de adolescente, eu me encantei com o livro de Richard Bach, cujo título é – Longe é um lugar que não existe. O livro conta uma história sobre amor e amizade, onde tais sentimentos se aprimoram através de uma jornada empreendida, na qual dois seres podem se encontrar, se assim o quiserem. O livro me veio à lembrança, depois que recebi o telefonema de uma amiga querida que está fisicamente distante de mim.

Amigo, segundo a definição dos dicionários de Língua Portuguesa, são sujeitos com os quais mantemos relação de afeto e de companheirismo. O amigo também é considerado como um camarada, um colega, alguém em quem confiamos e compartilhamos alguma coisa. Para mim, amigo é alguém muito especial, com quem não tenho laços sanguíneos, mas eu o escolhi para ser meu irmão.

Partindo desse princípio, não importa qual seja a distância geográfica que me separe desta criatura, nós estaremos sempre juntos, unidos por um sentimento de fraternidade, porque eu acredito, com extrema convicção, que “longe é um lugar que não existe”. Logo, meus amigos estarão sempre comigo: tanto no meu pensamento como no meu coração.

A língua grega, diferentemente da língua portuguesa faz três distinções ao amor: Eros, Ágape e Filia. Na Bíblia, estes três tipos de amor definem a intensidade do sentimento, através do mandamento: Amar ao próximo como a si mesmo. O desejo é a principal característica do amor Eros. Ágape é o amor benevolente e que não é destinado à uma única pessoa, mas a humanidade na sua totalidade. E o amor Filia implica no desejo de partilhar a companhia do outro, seja pelo prazer desta companhia ou por sua utilidade.

Para o filósofo estagirista, Aristóteles, a amizade entre os bons e virtuosos, implica em um querer o bem do outro e ter prazer em sua companhia. Esta, segundo o filósofo, seria a amizade perfeita, pois estes dois seres desejam igualmente o bem um do outro.

Vivemos em um mundo onde, segundo o sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman, tudo é líquido, fortuito, rápido demais. Inclusive as amizades e outros sentimentos.  As pessoas, particularmente os mais jovens, estão profundamente voltadas para os seus próprios interesses e já não dispõem de tempo para desfrutar da companhia e das conversas com os amigos.

Pertenço à uma família que tem por hábito preservar as amizades por diversas gerações. E assim, cultivamos amizades que já estão na terceira geração. Começaram com meus pais e continuam entre filhos e netos. A importância destas amizades é tão grande, que ao saber da morte de uma das suas amigas de infância, minha mãe teve um choque tão grande, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Para mim, não pode haver alegria maior do que estar entre amigos para compartilhar alegrias, tristezas ou simplesmente para jogar conversa fora, enquanto saboreamos um café.

Para minha desdita, uma boa parte dos meus amigos queridos estão fisicamente distante de mim. Seja porque moram em bairros afastados do meu, ou por estarem em outros estados e até em outros países. Contudo, tenho a grande satisfação de poder contar com cada um deles, a cada vez que preciso de colo. Eles também sabem que podem contar comigo para qualquer situação. Para isto servem as famílias. E mais: alguns são tão amigos, que a própria natureza se encarregou de nos presentear com o mesmo nome de família: LIRA.

Portanto, quando ouço alguém dizer algo como “não vou visitar você porque sua casa fica muito distante da minha”, logo penso com meus próprios botões: este jamais será um amigo, pois para um verdadeiro amigo, “longe é um lugar que não existe”. (NL 01/08/2020)

OBS.: Texto escrito em homenagem aos meus amigos de perto e de longe. Aos antigos e aos recentes, enfim, a todos eles que tornam a minha vida melhor.

E chega o danado do “esquecimento”…

 Gutenberg Costa – Escritor, pesquisador e folclorista.

 

A falta de memória, às vezes, chega traiçoeiramente de surpresa em algumas pessoas. A miserável é sorrateira e covarde. Uma terrível ameaça pra qualquer um de nós. Uma quase morte da lucidez humana. Pouquíssimos familiares os suportam e muitos os jogam para abrigos ou cuidadores. Já acham chato conversar com velhos, imaginem se estes, vivem sem os reconhecê-los. Visitei um desses, que de sua cama, só ficara na lembrança, os palavrões do tempo proibitivo da sua juventude. E o pior é que o velho era um padre, devoto do tempo puritano do ‘Concílio de Trento’. Outros, não sobram nada do passado na cachola, como dizem lá no Sertão.  Ficou ‘gagá’. Virou menino… tá comendo papa e mingau…

Parece que a tal desgraça é como ‘queda e coice’ ao mesmo tempo, de cavalo brabo, lá da fazenda do amigo Marcos Lopes. E chega para deletar de uma vez tudo que contém no tal do velho ‘HD’ da gente. Nem sempre é coisa da velhice, dizem os especialistas bem lembrados. Quem nunca se esqueceu de um objeto bem guardado? De uma senha ou número telefônico? Dizem os ‘doutores’ que é bom viver lendo, relendo e lembrando-se do passado, como forma de ativação da nossa memória, tão cheia de coisas boas passadas e das inevitáveis informações da ligeira internet. Novidades que se leem e se apagam, com tamanha rapidez, que nus chegam.

Aconselham os doutores, respondermos as chatas palavras cruzadas, que particularmente, não gosto muito, são repetitivas e me falta paciência. Rabiscar minhas besteiras vividas, além de ler e ouvir músicas, todo santo dia. Também não vivo, sem minha terapia ocupacional e mental de visitar e conversar nos mercados e feiras. Povo feliz e de bom humor. Com todo respeito ao mestre Sigmund Freud, nunca visitei em consultórios os psicanalistas, que não gostam de feiras, como eu.

São de lugares simples, que garimpo histórias para a maioria de meus textos. Desconfio de folclorista e escritor enfurnado dentro de ar condicionado. Pouco anoto nas ruas, deixo para quando chego em casa e ligo o computador no outro dia. Minha memória é o bom que ainda tenho. Tudo passado, me volta em um instante, como um filme, no saudoso Caiçara, de Mossoró.

Um dia, um amigo de trabalho, saudoso ‘Saladino’, pediu-me para ler um texto em uma revista levada de casa e após três dias, me fez um grande interrogatório sobre o tal texto lido por mim. Ficou perplexo quando eu o relatei até as datas e nomes do biografado inventor Alemão ‘Bosche’…

Sou ainda aquele menino que ia comprar nas bodegas, uma lista de coisas, ditas pelo meu pai e trazia tudo, pedido. Parece que rico esquece mais cedo as coisas do que os pobres. Eu, claramente, me incluo no segundo grupo… Dinheiro demais estraga muita coisa. Minha memória volta facilmente aos 4 ou 5 anos. Tudo em detalhes do meu primeiro dia no grupo escolar professor Clementino Câmara, no Barro Vermelho, em Natal, à última viagem que fiz a feira de São José de Mipibu, sábado passado. Nessa referida feira, ainda guardo bem fresquinha a conversa de uma feirante com sua vizinha, também comerciante. Uma querendo explicar como se pega o tal do famigerado Coronavírus: “Mulher, é melhor ficar em casa, pois cachorro que muito anda só pega rabugem”. Juro que ainda não consegui uma melhor explicação científica, na linguagem matuta, para acabar com a tal aglomeração. Essa é a falação que eu tanto admiro.

Dizem que só se conta o que se viu ou ouviu, se tiver boa memória. O resto é coisa de ficcionista metido a besta. Digo sempre que só invejo três coisas na vida: a saúde, a inteligência e a memória. Quando essas três se desgarrarem de mim, precisarei pegar o último pau de arara e partir de vez desta, sem saudades alguma.

Nunca vi enterro de anão e dinheiro comprar em feiras, quilos de saúde, e memória. Outro dia, o grande amigo professor Luiz Carlos Freire, confessou-me recorrer ao santo São Longuinho, o padroeiro protetor dos esquecidos, quando o mesmo perde objetos em sua casa. Não sou católico, todos de minha casa sabem, mas sempre no desespero e na correria para encontrar os livros perdidos no meio da minha bagunçada biblioteca, lembro da fé inabalável de dona Maria Estela, minha saudosa mãe e prometo dar três pulinhos, ao São Longuinho, se o tal livro aparecer em minha frente. Confesso que esse pedido não demora segundos. A gente deixa a religião, mas as crendices e superstições não desgrudam da gente!

Quero esquecer algumas coisas de propósito, como as novidades tecnológicas do meu chato celular. Como também as politicalhas do presente e maldades humanas, do passado. Nem me lembre que Caim acabou com o Abel. Do romano incendiário Nero e do carioca vereador Dr. Jairinho. Deletei de propósito de minhas lembranças quase a maioria de meus professores de matemática e inglês. Só guardei na memória mesmo os das matérias de história, geografia e português. Uma vez presenciei de perto a desculpa dada de um amigo para não dizer que conhecera o seu velho desafeto: “Nunca vi tal pessoa no mercado de Mossoró? Ainda é vivo esse fulano?”. E dizem que é preciso ter as boas e necessárias artes de lembrar e agradecer, como também, a arte de estrategicamente esquecer coisas ruins e certos troços humanos…

Quem lembra as datas e acontecidos na família sou eu mesmo. Quase museu e arquivo ambulante. Meus irmãos mais idosos me pedem para relembrar causos, vividos por eles. Minha filha caçula, Sarah Costa, se não anotar o que lhe peço, esquece ligeirinho. Ao que parece, essa geração nova só não esquece dinheiro emprestado e as fofocas televisivas. Antigamente, era a dona Estela que, antes de encantar-se, repassava-me muita coisa de seu tempo de menina de casamento ‘fugido’. Histórias não tanto alegres, como suas bonecas jogadas fora, por sua sogra ranzinza, mãe de papai. 

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é image-132.png
Mery Medeiros (dir.) e Gutenberg Costa

Triste mesmo é ver uma amizade sem nos reconhecer. A medicina chama essa tragédia do esquecimento de – ‘Alzheimer’. É muito doloroso aos familiares chegados e aos antigos amigos, o completo esquecimento dos nossos. Principalmente aqueles alegres e conversadores de nosso bom convívio. Não sei nem contar o meu último encontro com o amigo-irmão escritor e bom memorialista Mery Medeiros, (1946-2020). Ele me olhava com olhar vegetativo e não sabia que em sua frente estava aquele que ele confiara um comentário de um de seus livros. Olhava, mas não adivinhava que perto de si, estava atônito o seu velho amigo, confidente e confessor de ‘tim’ por ‘tim’, desde os anos 70 do século XX, do Café São Luiz aos botecos e bodegas do bairro do Alecrim.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é image-134.png
Mery Medeiros (dir.), meu grande companheiro-irmão de jornadas culturais

Saí triste do nosso último encontro e só culpo o sofrimento vivido por ele, que não estava velho, como motivo do apagamento de sua privilegiada memória de antes. Mery Medeiros, meu grande companheiro-irmão de jornadas culturais, partiu dessa vida, sem lembranças do passado e despedidas do presente. Se foi como chegou, sem nada saber contar. Não viveu as vaidades e nem brigou por honrarias inerentes ao seu tempo. Foi-se com a alma limpa e calejada de um santo! E, enquanto teve memória, não esqueceu de me ligar quase todos os dias e procurar saber como eu estava de saúde e de bolso!

Agora sou eu que peço aos ‘deuses’ não esquecer as boas amizades que ainda me restam, de Pendências a Lisboa, em Portugal. E continuar com lucidez essa gratidão até meus últimos dias, como a cartilha de minha mãe, me ensinara. Quero deletar apenas dessa teimosa ‘cuca’ mesmo, os poucos gatos pingados desafetos. Bater na minha mesa da cozinha, se falar os nomes destes!

Hoje é domingo, pede cachimbo. O Resto é resto e daqui nada se levará, como já foi dito sabiamente, há milênios!

                             Morada São Saruê, Nísia Floresta/RN.

NÓS, OS PERUS

Nilo Emerenciano – Arquiteto e escritor.

Nada de peru com termômetro-apito que avisa quando tá pronto. Nem chester ou outro tipo de ave inventado para o jantar de Natal. Os perus nos tempos de antigamente – pelo menos na minha casa – eram aves de verdade, trazidas do interior pelo meu avô logo no mês de agosto. Essa antecedência era pra que houvesse tempo de engordar os bichos que em dezembro deveriam estar tinindo de gordos. Enquanto isso iam ficando no quintal, amarrados por uma perna a uma goiabeira como condenados.

A gente sem o que fazer ia mexer com o nosso futuro jantar, assobiando para ouvir a mesma resposta dezenas de vezes: glu, glu, glu.  E o diabo era que os bichinhos não colaboravam, fazendo greve de fome, mal comendo o xerém que lhes era destinado.

Aí entrava em cena minha tia Dora, com a delicadeza que lhe era peculiar. Puxava um banco e chamava: – Venha cá, bexiga lixa! Trazia na mão vasilhas com água e comida. Pra começar, imobilizava a ave pisando sobre os dois pés, forçava o bico da pobre com o cabo da colher e empurrava bolos de comida pela goela abaixo. Depois despejava água pelo mesmo caminho e chacoalhava a cabeça e o pescoço em um só movimento. Essa operação se repetia até o papo estar lotado. – Esse maluco da moringa vai engordar por bem ou na marra, ora se vai. E isso era feito até a véspera do Natal, quando o peru era executado e preparado para a ceia.

Como esquecer essas coisas?  A cara de desespero do peru? Os olhos medrosos como os de Fábio Wajngarten na CPI, as patas agitadas, o glu, glu, glu aflito, as tentativas de se libertar daquele jugo?

Porque lembro os perus de Natal agora, quando estamos longe de dezembro? Acho que é porque tenho visto, mais do que o normal (?), nas ruas e esquinas, nas calçadas, nos canteiros das avenidas, nos semáforos, famílias inteiras a estender a mão pedindo alguma ajuda. Uns fazem o gesto de levar comida à boca. Alguns levam cartazes com apelos pungentes. Outros pedem para baixar o vidro do carro e contam, de forma tocante, a sua dificuldade. Um homem me fez um apelo desesperado, e seus olhos, meu Deus, me lembraram dos perus amarrados no quintal.

Agora, enquanto escrevo, a TV noticia a morte de uma criança de três anos de idade, motivada por agressões da própria mãe, na capital paulista. Há dias, uma menina no interior de Minas Gerais foi assassinada pela mãe e a companheira, além de ter sofrido torturas e maus tratos. O garoto Henry, de quatro anos, em plena zona sul do Rio de Janeiro sofreu também maus tratos e foi morto a pancadas. Em uma cidade pequena de Santa Catarina de lindo nome – Saudade, um jovem matou três crianças e duas professoras a golpes de facão. Há que se pensar sobre tudo isso.

Diariamente os telejornais entrevistam idosas que relatam já terem ido três ou quatro vezes ao posto de vacinação para voltar sem vacina, sem esclarecimentos, sem esperanças, depois de horas em uma fila onde não há sequer cadeiras que as ampare.

Pode ser também que a minha lembrança tenha sido provocada pela morte de vinte e oito pessoas em uma operação “bem sucedida” da polícia do Rio de Janeiro. Essas vítimas foram executadas sem julgamento, sem direito a advogado, sem chance de contraditório. Como perus.  

Há catorze milhões de desempregados. E – horror dos horrores – quatrocentos e vinte mil mortos em um desastre que poderia ter sido pelo menos minorado não fosse a incompetência criminosa do gestor maior. Ah, e quando esse gestor afirma não ter nada a ver com a pandemia, passeia de moto pelas avenidas de Brasília, nos chama de maricas, tenta nos empurrar goela abaixo a cloroquina, estimula, com palavras e atitudes, uma sociedade violenta, parabeniza a polícia pelo massacre de Jacarezinho, aí não tenho mais dúvidas e até evito olhar o espelho para não ver a minha própria cara.

Tenho medo de ver que estamos ficando cada vez mais parecidos com os perus de natal.  Amarrados, olhos assustados, aguardando ser abatidos lenta, dolorosa e impiedosamente. Foi nisso que nos transformamos ao que parece. Em perus. Uma nação de perus.

NATAL/RN

INVERNO

Por Crisólita Thé Bonifácio


Para muitos a estação do Inverno é motivo de alegria, de esperança. Para outros, o Inverno traz nostalgia, saudade, tristeza. Suas chuvas podem ser comparadas às lágrimas de alguém que, como eu, perdeu um ente querido.


Para aqueles que vivem em áreas secas, as chuvas são muito bem vindas. Elas trazem a esperança de dias melhores. A vegetação, de repente, fica toda verdinha. As crianças tomam banho nas bicas, chuveiro improvisado. As mães providenciam potes   para encherem com o líquido santo das chuvas que abastecerão por dias a família já esquecida do sabor da água potável. Os homens tratam de preparar a terra a fim de plantar o feijão, o milho, a batata e outras culturas. São cultivadas para o sustento da família e, também, venderem nas feiras livres. 


As chuvas também refrescam o ar sufocante das grandes cidades que, com seus arranha-céus, deixam o ar insuportável. Mas, infelizmente, mostram os grandes problemas dos alagamentos, principalmente na periferia tão esquecida pelos governantes.  É lamentável vermos as famílias perderem seus utensílios domésticos, comprados com tanto sacrifício, simplesmente pelo descaso das autoridades competentes.


Crisólita, 14/05/2021.

De volta ao passado…(52)

O saudoso José Alves Pereira Filho e sua esposa Josefa Amaro Pereira, chegaram em São José de Mipibu, no ano de 1943, vindo de Barra de Santa Rosa, cidade da Paraíba. Na mudança, trouxeram, em cima do caminhão, algumas bicicletas, que alugava para a meninada, por isso recebeu o apelido de “Zé da Bicicleta”. Tiveram oito filhos: Jairo, Francisco “Josuete”, Carlinhos, Edinha, Elione, Joilton, Lúcia e Marcos.  Zé da Bicicleta foi pioneiro na comercialização de coco, transportando para a indústria Maguari/Kibon. Ingressou na vida política, sendo vereador por três mandatos. Chegou a ser Presidente da Câmara Municipal de São José de Mipibu.  Faleceu no dia 19 de fevereiro de 1982 (um sábado de Carnaval). No cortejo para o cemitério compareceu um grande números de mipibuenses, que tinham admiração por Zé da Bicicleta. Sua esposa, Dona Zefinha, como é carinhosamente conhecida, estará comemorando, no dia 6 de agosto de 2021, 100 anos. Ela é  uma pessoa muito estimada na cidade.

CASAS E CASARÕES DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU

Casarão centenário, localizado na praça Desembargador Celso Sales, esquina com a rua Capitão Joaquim Dantas, no centro de São José de Mipibu. Essa casa pertenceu ao Tenente Coronel Manoel Feliciano de Souza, Comandante da Guarda Nacional ( Decreto de 16.10.1905). Natural do vizinho município de Goianinha. Era filho de Feliciano de Souza Revorêdo e dona Maria das Neves de Souza. Em 15 de novembro de 1890, Feliciano (o filho) casou-se, em São José de Mipibu, com a paraibana Maria Adelaide Carneiro da Cunha. Uma das filhas do casal, de nome Amélia Carneiro de Souza Bezerra, casou-se com Félix Bezerra de Araújo Galvão, que foi promotor de Justiça e juiz de Direito em São José de Mipibu, no período de (1916-1926) e juiz de Direito, tendo finalizado sua carreira jurídica, em Natal, como Desembargador.

Nessa mesma residência, anos depois, residiu um dos filhos do casal Félix/Amélia, por nome Félix Bezerra de Araújo Galvão Filho, conhecido na cidade por ‘Doutor Felú”, casado com a caicoense Jacy da Nóbrega Bezerra, onde por anos residiram em São José de Mipibu onde nasceram os filhos. Posteriormente, foram residir na capital.

Atualmente a residência foi adquirida por José Honório Barbalho (in memória), que foi vereador, presidente da Câmara Municipal e vice-prefeito de São José de Mipibu. Atualmente, residem no centenário casarão, seus familiares, que conservam o imóvel que chama a atenção dos visitantes à cidade.

(Com informação de Elza Freire)